Polícia
Polícia Civil de MT cumpre mandados em operação do RS com alvo em autores de estelionato pela internet
Em Mato Grosso, são cumpridos sete mandados de prisão e quatro de busca e apreensão na cidade de Cuiabá. Em Rondonópolis, são cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva.
O grupo envolvido, especialmente no golpe do falso intermediador de vendas, foi identificado em investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Santa Maria (RS), após duas pessoas do estado de Rio Grande do Sul serem vítimas de golpe durante compra/venda de veículos anunciados pela internet.
Os trabalhos investigativos iniciaram nos meses de outubro de 2021 e fevereiro de 2022, identificando pessoas residentes nas cidades de Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO), envolvidas na publicação de anúncios falsos de venda de veículos.
Além dos responsáveis pelos anúncios, também foram identificadas pessoas que receberam dinheiro oriundo dos golpes, sendo representado pelos mandados de prisões preventivas e por de busca e apreensão, que são cumpridos, concomitantemente nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis MT, Rio Branco (AC) e Porto Velho(RO).
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Justiça absolve WT por falta de prova de uso de documento falso durante abordagem em Rondonópolis
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial
A Justiça Federal absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado pela polícia como líder de facção criminosa em Mato Grosso, da acusação de uso de documento falso durante uma abordagem realizada na BR-364, em Rondonópolis, em fevereiro de 2021.
A decisão é assinada pelo juiz federal José Joaquim de Oliveira Ramos, da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Rondonópolis.
Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), WT teria apresentado um Registro Geral (RG) falso em nome de Alexandre Eduardo de Brito durante a abordagem feita por policiais rodoviários federais e agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Na época, ele possuía um mandado de prisão em aberto.
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial, sem apresentação formal aos agentes.
Durante a instrução do processo, policiais apresentaram versões divergentes sobre quem teria recebido o documento e se ele realmente foi entregue pelo acusado. Testemunhas de defesa afirmaram que WT foi reconhecido pelos agentes logo no início da abordagem e retirado do veículo antes mesmo de qualquer checagem documental.
Na sentença, o magistrado entendeu que não houve provas suficientes para comprovar o uso efetivo do documento falso, requisito necessário para configuração do crime.
Com base no princípio do “in dubio pro reo”, o juiz absolveu WT por insuficiência de provas e determinou a destruição do RG falsificado apreendido durante a ocorrência.
Ainda na decisão, foi determinado que a GCCO providencie o descarte do documento. Já dois aparelhos celulares apreendidos na abordagem permanecerão vinculados a investigações em andamento na Justiça Estadual.
WT segue preso desde a deflagração da Operação Apito Final, realizada em abril de 2024, que teve como objetivo descapitalizar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
As investigações conduzidas pela GCCO duraram cerca de dois anos e apontaram WT como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do bairro Jardim Florianópolis.
Ao todo, a operação cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos.
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