CRIME PASSIONAL
Mulher mata companheiro a facadas no primeiro dia do ano em Paranatinga
Vítima foi encontrada morta na rua após discussão dentro da residência do casal
Um homicídio doloso chocou moradores de Paranatinga (a 375 km de Cuiabá) na madrugada desta quarta-feira (1º). Dailson Santos Almeida, de 20 anos, foi morto a golpes de faca após uma briga dentro da própria residência, no bairro Colina Verde.
De acordo com a Polícia Militar, a guarnição foi acionada por volta das 6h, após a vítima ser encontrada caída em via pública, com intenso sangramento. No local, os policiais localizaram a companheira da vítima, K. L. D. S. L., de 23 anos.
Em depoimento preliminar, a mulher relatou que, na noite anterior, o casal havia consumido bebida alcoólica e se envolvido em uma discussão motivada por ciúmes, que teria começado com um vizinho. Segundo ela, o homem teria entrado na casa portando um facão, e Dailson tentou intervir para evitar agressões.
Durante a confusão, houve luta corporal entre o casal e a suspeita afirmou que pegou uma faca. Ela disse não saber informar exatamente em que momento a lâmina atingiu o companheiro, que foi ferido na região do tórax.
Após ser esfaqueado, Dailson conseguiu sair da residência, mas caiu na rua poucos metros depois. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, porém apenas constatou o óbito.
A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Judiciária Civil e da Perícia Oficial (Politec). A faca utilizada no crime foi apreendida dentro da residência.
A suspeita foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Paranatinga, não apresentava lesões aparentes e permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação.
Polícia
Justiça absolve WT por falta de prova de uso de documento falso durante abordagem em Rondonópolis
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial
A Justiça Federal absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado pela polícia como líder de facção criminosa em Mato Grosso, da acusação de uso de documento falso durante uma abordagem realizada na BR-364, em Rondonópolis, em fevereiro de 2021.
A decisão é assinada pelo juiz federal José Joaquim de Oliveira Ramos, da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Rondonópolis.
Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), WT teria apresentado um Registro Geral (RG) falso em nome de Alexandre Eduardo de Brito durante a abordagem feita por policiais rodoviários federais e agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Na época, ele possuía um mandado de prisão em aberto.
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial, sem apresentação formal aos agentes.
Durante a instrução do processo, policiais apresentaram versões divergentes sobre quem teria recebido o documento e se ele realmente foi entregue pelo acusado. Testemunhas de defesa afirmaram que WT foi reconhecido pelos agentes logo no início da abordagem e retirado do veículo antes mesmo de qualquer checagem documental.
Na sentença, o magistrado entendeu que não houve provas suficientes para comprovar o uso efetivo do documento falso, requisito necessário para configuração do crime.
Com base no princípio do “in dubio pro reo”, o juiz absolveu WT por insuficiência de provas e determinou a destruição do RG falsificado apreendido durante a ocorrência.
Ainda na decisão, foi determinado que a GCCO providencie o descarte do documento. Já dois aparelhos celulares apreendidos na abordagem permanecerão vinculados a investigações em andamento na Justiça Estadual.
WT segue preso desde a deflagração da Operação Apito Final, realizada em abril de 2024, que teve como objetivo descapitalizar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
As investigações conduzidas pela GCCO duraram cerca de dois anos e apontaram WT como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do bairro Jardim Florianópolis.
Ao todo, a operação cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos.
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