FORAGIDO DE ALTA PERICULOSIDADE
Chefe de facção do Ceará é preso em mansão de luxo no Lago do Manso; VEJA O VÍDEO
Apontado como mandante de homicídios, suspeito tinha três mandados de prisão em aberto
Durante uma operação integrada entre forças de segurança de Mato Grosso e do Ceará, foi preso Antônio Brasileiro da Silva Neto, de 34 anos, apontado como uma das principais lideranças de uma facção criminosa do estado nordestino, na tarde desta quarta-feira (22), em Chapada dos Guimarães.
De acordo com as investigações, o suspeito estava escondido em um condomínio na região do Lago do Manso, onde construía uma mansão de alto padrão. A estrutura levantou suspeitas de que ele pretendia se estabelecer definitivamente no estado.
Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), Antônio possuía três mandados de prisão em aberto por homicídio e organização criminosa, além de uma extensa ficha criminal, com registros por tentativa de homicídio, tráfico de drogas, associação criminosa, furto, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo.
O delegado responsável pela operação afirmou que o suspeito é considerado de alta periculosidade e exercia papel central na facção.
“Ele é o maior líder de uma facção que assola o interior do Ceará e tinha poder de determinar mortes na região”, afirmou.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9mm modificada, equipada com dispositivo que permite disparos em sequência, semelhante a uma submetralhadora.
Após a prisão, o suspeito também foi autuado por porte ilegal de arma de fogo e deverá ser recambiado para o Ceará, onde responderá pelos crimes.
Histórico
Esta não foi a primeira vez que Antônio Brasileiro foi localizado em Mato Grosso. Ele já havia sido preso em Cuiabá, em 2023, durante a Operação Jogo Incerto.
Em 2024, chegou a ser monitorado pela Polinter, mas conseguiu fugir de uma ação policial.
Vídeos registrados mostram o momento da prisão e imagens da mansão em construção.
Veja o vídeo
Polícia
Polícia Civil deflagra Operação Retorn e apreende veículos em investigação de fraude de R$ 246 mil
Mandados foram cumpridos em Cuiabá e Chapecó (SC); um dos investigados acabou preso em flagrante por posse de arma de fogo de uso restrito
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (16), a Operação Retorn, que investiga um esquema de estelionato envolvendo a negociação de veículos e embarcações. A ação resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Chapecó, em Santa Catarina.
A investigação teve início em fevereiro deste ano, após uma vítima procurar a Polícia Civil e denunciar uma fraude com prejuízo estimado em R$ 246 mil. Conforme as apurações, os bens teriam sido adquiridos pelos investigados mediante o uso de cheques que posteriormente foram devolvidos por falta de fundos ou porque as contas bancárias estavam encerradas.
As ordens judiciais também incluem quebra de sigilo telefônico e bloqueio de valores. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Sinop, após representação da Delegacia Municipal de Lucas do Rio Verde e manifestação favorável do Ministério Público.
Durante as buscas, os policiais apreenderam celulares, notebooks, contratos e diversos cheques. O material será analisado para identificar outros possíveis envolvidos, além de verificar se os documentos encontrados possuem relação com outras ocorrências semelhantes.
Quatro veículos também foram apreendidos. Segundo a investigação, os automóveis possuem possível ligação com os crimes apurados e poderão ser utilizados nas medidas de recuperação patrimonial e eventual restituição às vítimas.
Um dos investigados havia se mudado para Chapecó durante o andamento das investigações. A Polícia Civil de Mato Grosso contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina para localizar o novo endereço e cumprir a ordem judicial.
Durante a operação, o suspeito foi preso em flagrante após os policiais encontrarem com ele uma arma de fogo de uso restrito.
As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos, rastreamento de bens e valores, identificação de possíveis novas vítimas e individualização da participação de cada investigado.
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