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REPRESSÃO CONTÍNUA

2ª fase da Operação Raio Limpo apreende 71 celulares na PCE

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A segunda fase da Operação Raio Limpo, deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) nesta segunda-feira (14.10), na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, resultou na apreensão de 71 aparelhos celulares, 130 chips e porções de drogas.

Três dos celulares foram encontrados escondidos na cadeira de rodas de um preso condenado por roubo, tráfico de droga e outros crimes.

Os aparelhos estavam entre a cobertura do couro sintético e a espuma dos suportes de proteção de pernas da cadeira de rodas.

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Essa é a segunda intervenção de busca por materiais ilícitos nas instalações da unidade. Cerca de 120 agentes das forças seguranças do Estado atuaram na operação, sendo 60 policiais penais, 21 agentes da Polícia Judiciária Civil, 25 policiais militares e 11 peritos da Politec.

“Nosso objetivo com essas operações é reprimir o crime organizando e melhorar a segurança da população mato-grossense. Não estamos fazendo operações que visam somente a retirada de ilícitos de dentro da penitenciária. Vamos apurar irregularidades na entrada, periciar os produtos apreendidos, investigar a origem e possíveis ligações de criminosos com atividades fora das unidades prisionais”, assinala o secretário de Segurança Pública do Estado, coronel César Roveri.

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De acordo com o secretário, todos os flagrantes estão sendo informados ao Poder Judiciário para responsabilização dos envolvidos, e os celulares vão passar por perícia na Politec, que irá apontar as medidas legais a serem adotadas.

Operação Raio Limpo

Na primeira fase da operação Raio Limpo, realizada no dia 09 de outubro, foram apreendidos 47 celulares e porções de drogas. Além das apreensões, três presos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas.

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Polícia

Justiça absolve WT por falta de prova de uso de documento falso durante abordagem em Rondonópolis

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A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial

A Justiça Federal absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado pela polícia como líder de facção criminosa em Mato Grosso, da acusação de uso de documento falso durante uma abordagem realizada na BR-364, em Rondonópolis, em fevereiro de 2021.

A decisão é assinada pelo juiz federal José Joaquim de Oliveira Ramos, da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Rondonópolis.

Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), WT teria apresentado um Registro Geral (RG) falso em nome de Alexandre Eduardo de Brito durante a abordagem feita por policiais rodoviários federais e agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Na época, ele possuía um mandado de prisão em aberto.

A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial, sem apresentação formal aos agentes.

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Durante a instrução do processo, policiais apresentaram versões divergentes sobre quem teria recebido o documento e se ele realmente foi entregue pelo acusado. Testemunhas de defesa afirmaram que WT foi reconhecido pelos agentes logo no início da abordagem e retirado do veículo antes mesmo de qualquer checagem documental.

Na sentença, o magistrado entendeu que não houve provas suficientes para comprovar o uso efetivo do documento falso, requisito necessário para configuração do crime.

Com base no princípio do “in dubio pro reo”, o juiz absolveu WT por insuficiência de provas e determinou a destruição do RG falsificado apreendido durante a ocorrência.

Ainda na decisão, foi determinado que a GCCO providencie o descarte do documento. Já dois aparelhos celulares apreendidos na abordagem permanecerão vinculados a investigações em andamento na Justiça Estadual.

WT segue preso desde a deflagração da Operação Apito Final, realizada em abril de 2024, que teve como objetivo descapitalizar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

As investigações conduzidas pela GCCO duraram cerca de dois anos e apontaram WT como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do bairro Jardim Florianópolis.

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Ao todo, a operação cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos.

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