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Ministério Público MT

MPMT formaliza adesão à Rede Estadual de Proteção à Pessoa Idosa

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Em um movimento estratégico para fortalecer a proteção e a defesa dos direitos da população idosa em Mato Grosso, o Ministério Público do Estado (MPMT) assinou termo de cooperação para implementar a Rede Estadual de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (Renadi-MT). A assinatura foi realizada na segunda-feira (9), na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), reunindo diversas instituições. Ao oficializar a participação do MPMT na Rede, o procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa reforçou que a atuação integrada é indispensável para superar a fragmentação histórica das políticas públicas e avançar na prevenção de violações. “O poder público não pode permanecer inerte. Infelizmente – e isso é algo que sempre ressalto – o Estado tende a agir apenas quando a situação já se agravou. No Brasil, ainda temos o hábito de postergar decisões até que o problema se torne insustentável. Só então se começa a buscar uma resposta”, observouSegundo ele, a Renadi-MT representa a oportunidade de mudar essa lógica, instituindo um modelo de atuação contínuo, colaborativo e antecipatório, capaz de garantir dignidade e proteção a uma parcela crescente da população mato-grossense. “Ao integrar esta Rede, o Ministério Público reforça seu compromisso de atuar de forma articulada, técnica e resolutiva. Estamos diante de um desafio que exige preparo, diálogo institucional e responsabilidade com o futuro. O envelhecimento da população não é uma previsão distante, é um fato presente, e precisa ser tratado como prioridade absoluta”, afirmou. A Renadi-MT foi criada com o objetivo de integrar órgãos públicos e entidades da sociedade civil na construção de políticas efetivas para as pessoas idosas, estabelecendo fluxos de atendimento, mecanismos de cooperação e ações conjuntas para prevenir, proteger e enfrentar situações de violência, negligência ou violação de direitos.Além de ações estaduais, a Rede prevê a criação e fortalecimento de redes municipais de proteção, fundamentais para garantir atendimento próximo e contínuo, especialmente em regiões mais vulneráveis. Mato Grosso possui cerca de 500 mil pessoas idosas, sendo 200 mil cadastradas no CadÚnico, número que evidencia a necessidade de ações articuladas e monitoramento permanente.Atuação do MPMT – No âmbito da parceria, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso assume funções estratégicas na defesa dos direitos da pessoa idosa. Entre suas atribuições, destaca-se a atuação judicial e extrajudicial para proteção de direitos individuais e coletivos, com a instauração de procedimentos e ações sempre que necessário. O MPMT também realizará encaminhamentos e requerimentos aos órgãos gestores das políticas públicas, garantindo a aplicação de medidas protetivas em casos de suspeita ou confirmação de violência.A instituição será responsável pela fiscalização das Entidades de Atendimento e das Instituições de Longa Permanência, assegurando o cumprimento das normas e padrões legais. Além disso, atuará na articulação das ações da Rede Estadual de Direitos da Pessoa Idosa, colaborando tecnicamente com conselhos e demais espaços de controle social.O Ministério Público também deve assegurar prioridade no atendimento às demandas desse público, apoiar a implantação e supervisão da Central de Atenção à Pessoa Idosa (Capi), promover campanhas educativas e incentivar a cultura de respeito e valorização do envelhecimento. Outras responsabilidades incluem fomentar a capacitação dos profissionais da rede, monitorar políticas públicas para avaliar sua efetividade e indicar servidor para alimentar o sistema informatizado da Renadi-MT.Integram a Rede Estadual de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa 18 instituições, entre elas o MPMT, TJMT, Tribunal de Contas (TCE-MT), Governo do Estado, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), secretarias estaduais, órgãos de segurança pública, conselhos estadual e municipal da pessoa idosa, e outros parceiros.

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Fotos: Alair Ribeiro | TJMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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