Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CUIABÁ
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

COM MONITORAMENTO ELETRÔNICO

Chefe do crime organizado ganha prisão domiciliar para comparecer em velório e sepultamento de irmão

Publicado em

Em decisão proferida no dia 22 de agosto de 2025, o juiz Moacir Rogério Tortato, do Núcleo de Justiça 4.0, autorizou a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico para o investigado Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como “Vovô da Quebrada”. A medida permite ainda que ele compareça ao velório e sepultamento do irmão, João Bosco Queiroz de Amorim, morto em confronto com a Polícia Civil durante a deflagração da Operação Ludus Sordidus.

A decisão judicial se baseou em laudos médicos que comprovam a cardiopatia grave de Sebastião, que apresenta entupimento arterial e elevado risco de infarto, fatores que tornariam o ambiente prisional inadequado para seu tratamento.  O juiz considerou que o artigo 318, inciso II do Código de Processo Penal, que prevê a substituição da prisão preventiva por domiciliar em casos de doenças graves, se aplicava ao caso.

FIQUE ATUALIZADO: Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba informações em tempo real (clique aqui) Siga-nos também no Instagram e acompanhe

O juiz determinou que a medida seja acompanhada de monitoramento eletrônico, cuja tornozeleira deve ser implantada na próxima segunda-feira (25). Até lá, o acusado poderá permanecer em casa e, de forma excepcional, foi autorizado a participar do velório e do enterro do irmão.

Leia Também:  Exame que garante certificação de estudos é realizado em penitenciárias e unidades socioeducativas de MT

 O investigado está autorizado a comparecer à cerimônia velório e sepultamento, mas deverá retornar imediatamente ao regime domiciliar após o evento. Visitas e saídas deverão ser previamente autorizadas, sob pena de revogação da medida.

Operação Ludus Sordidus

 

Sebastião Lauze é apontado pela Polícia Civil como líder de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, ele utilizava ações sociais e a fachada de um time de futebol amador, o Sn Tradição, para ocultar e financiar atividades ilícitas, entre elas tráfico de drogas, estelionatos e jogos ilegais.

 

De acordo com os delegados responsáveis, o grupo controlava regiões específicas da capital e do interior, conhecidas como “quebradas”, de onde extraía lucro e poder, impondo um domínio paralelo.

 

Além de Sebastião, outros investigados foram presos durante a operação. Já o irmão, João Bosco, também considerado figura importante na estrutura criminosa, foi morto em troca de tiros ao resistir à prisão.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Justiça

Investigador da Polícia Civil é condenado a 2 anos por matar PM com dez tiros pelas costas em Cuiabá

Published

on

Caso ocorreu em 2023 e terminou com desclassificação de homicídio doloso para culposo; Ministério Público vai recorrer

O investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi condenado a dois anos de detenção em regime aberto pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, em decisão do Tribunal do Júri realizada em Cuiabá.

O julgamento foi concluído após três dias de sessão e terminou com a desclassificação do crime de homicídio doloso para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Com isso, os jurados afastaram a tese de que o investigado teria agido com intenção de provocar a morte da vítima.

Na prática, a decisão impede o cumprimento da pena em regime fechado e também dispensa o uso de tornozeleira eletrônica, conforme fixado na sentença.

O crime ocorreu em abril de 2023, dentro de uma conveniência de posto de combustível na capital mato-grossense. No local, o policial militar e o investigador da Polícia Civil se envolveram em uma discussão que evoluiu para confronto físico.

Leia Também:  Força Tática apreende mais de R$ 22 mil em espécie e prende suspeito por tráfico em Cuiabá

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o desentendimento começou após questionamentos sobre a identidade funcional da vítima. Em seguida, a situação escalou para uma luta corporal entre os dois homens.

Durante o confronto, ambos entraram em luta no chão, momento em que ocorreram os disparos que atingiram o policial militar, que morreu ainda no local.

A acusação sustentou durante todo o julgamento que houve intenção de matar e que o caso deveria ser enquadrado como homicídio doloso, com agravantes.

A defesa, por outro lado, afirmou que os disparos aconteceram durante a luta corporal e em meio a uma situação de reação imediata, sem planejamento ou intenção de matar.

O Conselho de Sentença, no entanto, acolheu a tese defensiva e decidiu pela forma culposa do crime, o que resultou na pena mais branda.

Após a decisão, o Ministério Público de Mato Grosso informou que irá recorrer, alegando que existem elementos que indicariam dolo e que a decisão do júri deve ser revista.

A defesa do policial civil também avalia a possibilidade de apresentar recurso.

Leia Também:  Pivetta anuncia R$ 40 milhões para construção de creches e assina editais para alfabetização em MT

O processo segue aberto e poderá ser reavaliado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA