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COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

Justiça autoriza leiloar apartamento de luxo ligado a integrante de facção em MT

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Imóvel avaliado em R$ 722 mil pertence ao grupo investigado e poderá ser vendido antes do fim do processo; juiz autorizou até arrombamento para realização de vistoria

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou o prosseguimento da alienação antecipada de bens apreendidos em uma ação penal que investiga integrantes de uma facção criminosa em Mato Grosso, entre eles Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “WT”.

Na decisão, o magistrado manteve o leilão de um apartamento localizado em Itapema, no litoral de Santa Catarina, e de um veículo Nissan Kicks, além de suspender temporariamente a venda de um Jeep Renegade que atualmente está em uso pela Polícia Judiciária Civil.

O principal bem incluído no leilão é um apartamento com vaga de garagem no Edifício Residencial Sol e Mar, avaliado em R$ 722.500,00. Para a segunda praça, o imóvel terá lance mínimo de R$ 578 mil.

Para garantir a vistoria e o registro fotográfico do imóvel, Jean Garcia autorizou o leiloeiro oficial a ingressar no apartamento com apoio policial e, se necessário, utilizar serviços de chaveiro para abrir o imóvel.

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Também foi mantida a alienação de um Nissan Kicks, ano 2018, avaliado em R$ 45 mil. Como o réu Marllon da Silva Mesquita não foi localizado para ser intimado pessoalmente sobre a avaliação do veículo, o juiz determinou a intimação da defesa. Caso não haja manifestação no prazo de cinco dias, a Defensoria Pública assumirá sua representação como curadora especial.

Já a venda antecipada de um Jeep Renegade foi suspensa após a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) informar que o veículo está acautelado e sendo utilizado pela Polícia Civil de Mato Grosso.

Ao justificar a decisão, o magistrado destacou que a alienação antecipada prevista no artigo 144-A do Código de Processo Penal tem como objetivo evitar a deterioração de bens apreendidos. No entanto, segundo ele, essa situação não se aplica ao Jeep, já que o automóvel permanece em uso e sob manutenção da corporação policial.

O processo também registra que Paulo Witer foi devidamente notificado e que a defesa de Elzyo Jardel Xavier Pires informou não ter interesse em impugnar a avaliação do apartamento, por não ser proprietário do imóvel.

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Após a conclusão das intimações pendentes, os autos serão encaminhados ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para emissão de parecer antes das próximas etapas do processo.

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Justiça

STJ mantém presa empresária acusada de mandar matar advogado por dívida de R$ 4,5 milhões

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Ministro Herman Benjamin negou pedido de liberdade de Cleusa Bianchini e considerou que não há ilegalidade evidente na prisão preventiva.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou o pedido de liminar apresentado pela defesa de Cleusa Bianchini, de 68 anos, e manteve a prisão preventiva da empresária acusada de mandar assassinar o advogado José Antônio da Silva, de 65 anos, em Nova Ubiratã, a 426 quilômetros de Cuiabá.

Na decisão, o ministro entendeu que não há ilegalidade flagrante nem urgência que justifique a revogação da prisão antes da análise definitiva do habeas corpus.

A defesa sustentou que Cleusa está presa desde 26 de julho de 2025 e alegou excesso de prazo, afirmando que a instrução processual já foi encerrada e que resta apenas a juntada do relatório pericial referente à análise do telefone celular da vítima.

Os advogados também pediram a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares ou prisão domiciliar, sob o argumento de que a acusada possui idade avançada.

Ao prestar informações ao STJ, a Comarca de Nova Ubiratã informou que o andamento do processo não sofreu atrasos por parte do Poder Judiciário. Segundo o juízo, a ação penal é considerada complexa, envolve quatro réus, diversas testemunhas, quebra de sigilo bancário, perícias em aparelhos celulares e outras diligências investigativas.

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Diante dessas informações, Herman Benjamin concluiu, em análise preliminar, que não existem elementos suficientes para revogar a prisão preventiva. O ministro determinou ainda que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e o juízo de primeiro grau prestem novas informações antes do julgamento definitivo do habeas corpus. O processo também será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que emitirá parecer sobre o caso.

José Antônio da Silva foi encontrado morto em 26 de junho de 2025, nos fundos da residência onde morava, na região central de Nova Ubiratã. A Polícia Militar chegou ao imóvel após receber uma denúncia de supostos maus-tratos a animais, feita por Giovanna dos Santos Vageti. Como o portão estava trancado, os policiais subiram no muro de uma residência vizinha e localizaram o corpo da vítima no quintal.

A perícia constatou que o advogado já estava morto havia vários dias e foi executado com um tiro na cabeça.

Além de Cleusa Bianchini, também respondem como supostos mandantes do crime Alessandro Henrique Vageti, de 47 anos, filho da empresária, e Giovanna dos Santos Vageti, de 23 anos, neta de Cleusa. O autor dos disparos, segundo a investigação da Polícia Civil, é Kall Higor Pereira Machado.

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De acordo com as investigações, a motivação do homicídio estaria relacionada a uma dívida de aproximadamente R$ 4,5 milhões que Cleusa teria com o advogado, referente a honorários advocatícios decorrentes de uma ação de reintegração de posse.

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