Várzea Grande
Alunos cegos da Rede Municipal recebem óculos capazes de ler textos em qualquer superfície
Permitir que crianças sem visão leiam textos em qualquer lugar. Essa é a principal função do OrCam My Eyes, equipamento de acessibilidade visual que foi entregue para seis alunos da Rede Municipal de Educação de Várzea Grande, nesta quinta-feira (16), através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Os aparelhos têm o tamanho de um dedo indicador e são posicionados na armação de qualquer óculos, próximo do ouvido e apontando para frente. Com sua câmera e um poderoso software de processamento de imagem com uso de Inteligência Artificial, o OrCam My Eyes identifica e reproduz textos, cédulas de dinheiro, cores e produtos; e ainda tem a capacidade de aprender rostos e objetos conforme a programação do usuário.
“Ficamos muito contentes com essa destinação do Governo Estadual. Várzea Grande já tem uma tradição de inclusão de pessoas com deficiência na Rede Municipal de ensino, com intérpretes de Libras, técnicos dedicados e, principalmente, o Centro João Ribeiro, que atende mais de 400 crianças com diferentes tipos de deficiências. Agora, com mais este recurso, vamos conseguir fazer um trabalho ainda melhor”, disse o Secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande, Sílvio Fidelis.
Ao todo, o governo estadual comprou 150 “óculos” como esse, que estão sendo distribuídos conforme a necessidade da rede pública em cada cidade. “Para nós é muito importante, porque a criança vai ganhar autonomia, vai ter melhores condições de acompanhar o conteúdo da sala de aula. É certamente um momento especial na vida delas e das famílias”, comentou a Superintendente Pedagógica, Luz Marina Coelho.
Giovana Rodrigues de Souza é uma das alunas contempladas com o equipamento. “Estou empolgada. Acho que vai mudar muita coisa, principalmente na escola”, afirmou.
Kimberly Caroline Ribeiro, mãe do Rodrigo, que é cego, espera que o filho tenha mais liberdade a partir de agora. “A rotina do Rodrigo é bem cheia. Ele tem atividades em casa e depois vai para a escola, onde é muito bem assistido, tanto pela professora, quanto pela equipe pedagógica e pelo Centro João Ribeiro. Com os óculos, eu acho que ele vai ter mais autonomia, talvez se sinta mais seguro. Eu quero que ele seja parte, que ele faça parte da sala de aula, do colégio e da sua comunidade”, concluiu.
A entrega dos óculos aconteceu na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Honorato Pedroso de Barros e também contou com a presença da Diretora da Regional de Educação de Várzea Grande, Maria Denize Souza Carvalho.
Várzea Grande
Alunos de 5 anos aprendem sobre metamorfose da borboleta em atividade lúdica
Os alunos do 5 anos da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Líbia da Costa Rondon participaram de uma experiência lúdica e significativa para aprender, na prática, sobre o processo de metamorfose da borboleta. A atividade teve início com a contação da história “A Lagartinha Comilona”, que apresenta, de forma divertida e acessível, as diferentes etapas da transformação da lagarta em borboleta.
A partir da narrativa, os estudantes puderam conhecer e compreender melhor esse processo natural. Após a história, foram convidados a procurar lagartas no espaço escolar e, em seguida, participaram de uma atividade de pintura e confeccionaram um bracelete de borboleta para levar para casa.
Segundo a diretora da unidade, Vânia Mendes, durante a atividade, os estudantes dialogaram com a professora Taylana sobre a transformação e a metamorfose, compartilharam suas descobertas e despertaram a curiosidade pela natureza.
A diretora ressaltou ainda que cada criança encerrou a atividade encantada e feliz, levando consigo o propósito de contar aos familiares sobre a descoberta relacionada à transformação da borboleta.
“A proposta favoreceu a criatividade, a expressão artística, a linguagem oral e o desenvolvimento da coordenação motora, proporcionando uma aprendizagem prazerosa por meio das interações e brincadeiras”, comentou.
A atividade uniu literatura, observação da natureza e atividades artísticas, estimulando a curiosidade, a criatividade e a construção do conhecimento de maneira prazerosa e significativa.
APRENDIZADO
De acordo com Vânia Mendes, a atividade foi importante por integrar a história, a observação da natureza e as atividades artísticas, aproximando o conteúdo da realidade dos estudantes.
“Conseguimos despertar a curiosidade dos alunos e tornar o conteúdo ainda mais próximo da realidade deles. Dessa forma, eles aprendem de maneira prática, criativa e significativa, ampliando seus conhecimentos e despertando ainda mais a curiosidade sobre o mundo em que vivemos”, completou.
Galeria de Fotos (19 fotos)
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