CONFIRA O VÍDEO
Veja momento em que dono de restaurante na Asa Sul mata ladrão
Uma câmera de segurança instalada no interior do Don León, na 112 Sul, registrou o momento em que o dono do restaurante matou a tiros o ladrão que invadiu o estabelecimento dele. O crime aconteceu por volta das 7h desta segunda-feira (7/7).
Imagens obtidas com exclusividade pela coluna Na Mira mostram quando o bandido, que não teve a identidade divulgada, adentra no restaurante e é baleado enquanto subtrai mercadorias. O momento do disparo pode ser visto a partir do minuto 1:45.
O ladrão pega a sacola que está na lixeira e, em seguida, abre o caixa em busca de dinheiro em espécie. Não é possível ver se ele leva, de fato, alguma quantia.
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Na sequência, o homem começa a colocar garrafas de bebida alcoólica dentro do saco de lixo. No total, ele subtrai cinco garrafas.
No momento em que o criminoso sobe em um armário para alcançar uma sexta garrafa de bebida, o proprietário do restaurante aparece nas imagens. Assustado, o suspeito derruba a bebida no chão e tenta subir em cima do balcão, quando é atingido pelos disparos da arma de fogo.
Legítima defesa
Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o comerciante alegou legítima defesa. Ele dormia no subsolo do restaurante, quando foi acordado pela esposa. A mulher teria escutado um barulho, e os dois viram o ladrão por imagens das câmeras de segurança.
O empresário, então, pegou um revólver calibre 38, deixado pelo pai falecido, e abordou o invasor. O ladrão teria gritado e se movimentado rapidamente; em seguida, acabou baleado próximo à têmpora.
Com o suspeito, que morreu na hora, os peritos da PCDF encontraram caixas de bombom da marca Lindt, dinheiro e um cartão de transporte coletivo em nome de outra pessoa.
Uma equipe da Polícia Militar (PMDF) foi ao local da ocorrência e encontrou o invasor caído e sem sinais vitais. Enquanto os peritos atuavam, o empresário foi levado para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), onde prestou depoimento.
O comerciante acabou autuado por homicídio. Contudo, a tese da legítima defesa permitiu a ele o pagamento de fiança, no valor de R$ 800.
Arma irregular
A polícia verificou que a arma usada pelo empresário, estava registrada em nome do pai dele, identificado como Sérgio Zampieri Junior, e com o registro vencido. Apreendido, o item também passa por perícia.
Até a mais recente atualização desta reportagem, a identidade do invasor não havia sido divulgada. A PCDF ainda deve ouvir testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança próximas ao local do crime, para entender todos os detalhes do ocorrido.
Assista abaixo o vídeo:

Brasil
“Pedido de vista” de Dino interrompe análise sobre possível investigação de Moraes no STF
Placar estava empatado em 4 a 4 sobre a reunião dos procedimentos; Corte ainda não decidiu se haverá investigação contra o ministro
O Supremo Tribunal Federal (STF) terminou a sessão de terça-feira (15) sem decidir se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A análise foi interrompida depois que Flávio Dino pediu vista do processo, solicitando mais tempo para examinar os autos.
Antes de discutir diretamente a possibilidade de investigação, os ministros concentraram o julgamento em uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O ponto central era definir se os procedimentos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça deveriam tramitar juntos ou separadamente.
A discussão terminou empatada em 4 a 4. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela tramitação separada. Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que os casos fossem analisados conjuntamente.
Com o pedido de vista de Dino, a votação foi suspensa e não houve conclusão sobre a organização dos procedimentos.
Na prática, o STF não autorizou a abertura de uma investigação contra Moraes, mas também não arquivou o caso nem decidiu que uma apuração é juridicamente inviável. A questão deverá voltar ao plenário em outra sessão.
O caso está relacionado a documentos e mensagens atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que provocaram questionamentos sobre possíveis relações com integrantes do Judiciário. O material passou a ser analisado nos procedimentos que chegaram ao Supremo.
A sessão também foi marcada por divergências entre os ministros sobre a condução dos processos. Com a interrupção provocada pelo pedido de vista, o STF encerrou o julgamento sem uma decisão definitiva sobre a eventual investigação de Moraes.
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