OPERAÇÃO COMPLIANCE
“Tem gente com muito mais milhões e não teve busca”, afirma Jacques Wagner
Senador afirma que presidente manifestou solidariedade após cumprimento de mandados de busca e apreensão e garante permanência na liderança do governo
O senador Jacques Wagner (PT-BA) afirmou que recebeu uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ser alvo da Operação Compliance, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18).
Em entrevista à Band News TV, o parlamentar relatou que Lula manifestou solidariedade e reafirmou confiança em sua conduta.
“O presidente me ligou para se solidarizar comigo e dizer que mantém absoluta confiança em mim. A gente se conhece há 48 anos e ele sabe qual é o meu jeito de agir”, declarou.
Jacques Wagner é investigado no âmbito da operação que apura possíveis relações envolvendo o Banco Master e empresários ligados ao setor financeiro.
Apesar da repercussão da investigação, o senador afirmou que não há qualquer discussão sobre sua saída da liderança do governo no Senado.
“Continuo na liderança até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Não acredito que isso vá acontecer”, disse.
O parlamentar também afirmou que encara a investigação com tranquilidade e ressaltou que, até o momento, não é réu em nenhum processo.
“Por enquanto é uma investigação. Eu estou absolutamente tranquilo em relação a tudo que tenho a dizer”, afirmou.
Brasil
“Pedido de vista” de Dino interrompe análise sobre possível investigação de Moraes no STF
Placar estava empatado em 4 a 4 sobre a reunião dos procedimentos; Corte ainda não decidiu se haverá investigação contra o ministro
O Supremo Tribunal Federal (STF) terminou a sessão de terça-feira (15) sem decidir se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A análise foi interrompida depois que Flávio Dino pediu vista do processo, solicitando mais tempo para examinar os autos.
Antes de discutir diretamente a possibilidade de investigação, os ministros concentraram o julgamento em uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O ponto central era definir se os procedimentos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça deveriam tramitar juntos ou separadamente.
A discussão terminou empatada em 4 a 4. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela tramitação separada. Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que os casos fossem analisados conjuntamente.
Com o pedido de vista de Dino, a votação foi suspensa e não houve conclusão sobre a organização dos procedimentos.
Na prática, o STF não autorizou a abertura de uma investigação contra Moraes, mas também não arquivou o caso nem decidiu que uma apuração é juridicamente inviável. A questão deverá voltar ao plenário em outra sessão.
O caso está relacionado a documentos e mensagens atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que provocaram questionamentos sobre possíveis relações com integrantes do Judiciário. O material passou a ser analisado nos procedimentos que chegaram ao Supremo.
A sessão também foi marcada por divergências entre os ministros sobre a condução dos processos. Com a interrupção provocada pelo pedido de vista, o STF encerrou o julgamento sem uma decisão definitiva sobre a eventual investigação de Moraes.
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