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OPERAÇÃO DA PF

Alexandre de Moraes determina busca na casa de Jair Bolsonaro para localizar armas

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Mandado foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes e integra investigação sobre o acervo de armas do ex-presidente

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (8), um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro com o objetivo de localizar armas de fogo, munições, acessórios e documentos relacionados ao registro do armamento.

A informação foi divulgada pelo advogado de Bolsonaro, João Henrique Freitas, na rede social X. Segundo a defesa, a ordem judicial foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas nenhum dos itens procurados foi encontrado.

A operação é um desdobramento da decisão de Moraes que manteve a prisão domiciliar do ex-presidente e determinou a entrega de todas as armas registradas em seu Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

De acordo com a defesa, oito armas estavam sob a guarda de um batalhão do Exército e outras duas já se encontravam com a Polícia Federal. No entanto, o Exército informou possuir apenas seis armas registradas em nome de Bolsonaro, o que levou os advogados a apresentarem novos esclarecimentos ao STF.

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A defesa também informou que uma espingarda da marca Maestro Arms Company permanece, desde a aquisição, sob a guarda da empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, em Caxias do Sul (RS). Segundo os advogados, a arma foi recebida como presente, mas nunca chegou a ser retirada pelo ex-presidente.

A investigação teve início após a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em 15 de junho, com um integrante de sua equipe de segurança.

Em depoimento, o ex-presidente confirmou ser o proprietário da arma e afirmou que ela permanecia em sua residência por razões de segurança.

Com a decisão de Alexandre de Moraes, Bolsonaro deverá comprovar a entrega de todas as armas registradas em seu nome à Polícia Federal.

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Brasil

Cuiabá tem a segunda cesta básica mais cara do Brasil, aponta levantamento do Dieese

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Capital mato-grossense registrou custo médio de R$ 937,93 em junho, ficando atrás apenas de São Paulo

Cuiabá registrou, em junho, a segunda cesta básica mais cara do país, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Na capital mato-grossense, o conjunto de alimentos essenciais custou, em média, R$ 937,93. O valor ficou atrás apenas de São Paulo, onde a cesta básica atingiu R$ 965,47. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com R$ 920,94, e Florianópolis, com R$ 918,42.

O levantamento mostra que o preço da cesta básica aumentou em 17 das capitais pesquisadas durante o mês de junho. As maiores altas foram registradas em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento está o feijão, que apresentou alta em todas as capitais pesquisadas. Segundo o Dieese, o avanço dos preços foi provocado pela redução da área plantada e por problemas climáticos que afetaram a primeira e a segunda safras.

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Também tiveram impacto no orçamento das famílias os reajustes do arroz agulhinha, da carne bovina de primeira e do leite integral.

No acumulado do primeiro semestre, todas as capitais pesquisadas registraram aumento no custo da cesta básica. As variações oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

Nas capitais das regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores custos foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Com base no valor da cesta básica mais cara do país, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família deveria ser de R$ 8.110,92 em junho, cerca de cinco vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.621.

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