NAS ALTURAS
Petrobras aumenta em 54% o querosene de aviação e reajuste passa a valer nesta quarta- feira (01)
Reajuste anunciado pela Petrobras passa a valer nesta quarta-feira
O aumento do combustível de aviação anunciado pela Petrobras passa a valer nesta quarta-feira (1º) e deve impactar o setor aéreo.
O querosene de aviação (QAV) teve reajuste médio de 54,6%, o que representa uma alta de R$ 5,49 por litro em relação ao valor praticado no mês anterior.
Segundo a estatal, os percentuais variam entre 53,4% e 56,3%, dependendo da base de distribuição. Entre as maiores altas estão São Luís (55,9%), Fortaleza (55,0%) e Paulínia (55,4%). Em Canoas (RS), o reajuste foi de 53,4%.
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O QAV é o principal combustível utilizado por aeronaves a jato e turboélices e representa uma parcela significativa dos custos das companhias aéreas.
Diferentemente da gasolina e do diesel, o preço do querosene de aviação é atualizado mensalmente, com base em contratos firmados entre a Petrobras e as distribuidoras.
A Petrobras comercializa o produto exclusivamente com distribuidoras, que são responsáveis pelo abastecimento nos aeroportos brasileiros.
Brasil
“Pedido de vista” de Dino interrompe análise sobre possível investigação de Moraes no STF
Placar estava empatado em 4 a 4 sobre a reunião dos procedimentos; Corte ainda não decidiu se haverá investigação contra o ministro
O Supremo Tribunal Federal (STF) terminou a sessão de terça-feira (15) sem decidir se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A análise foi interrompida depois que Flávio Dino pediu vista do processo, solicitando mais tempo para examinar os autos.
Antes de discutir diretamente a possibilidade de investigação, os ministros concentraram o julgamento em uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O ponto central era definir se os procedimentos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça deveriam tramitar juntos ou separadamente.
A discussão terminou empatada em 4 a 4. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela tramitação separada. Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que os casos fossem analisados conjuntamente.
Com o pedido de vista de Dino, a votação foi suspensa e não houve conclusão sobre a organização dos procedimentos.
Na prática, o STF não autorizou a abertura de uma investigação contra Moraes, mas também não arquivou o caso nem decidiu que uma apuração é juridicamente inviável. A questão deverá voltar ao plenário em outra sessão.
O caso está relacionado a documentos e mensagens atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que provocaram questionamentos sobre possíveis relações com integrantes do Judiciário. O material passou a ser analisado nos procedimentos que chegaram ao Supremo.
A sessão também foi marcada por divergências entre os ministros sobre a condução dos processos. Com a interrupção provocada pelo pedido de vista, o STF encerrou o julgamento sem uma decisão definitiva sobre a eventual investigação de Moraes.
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