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ATENTADO A BOMBA

Moraes nega soltura e mantém preso acusado de colocar bomba em caminhão perto de aeroporto em Brasília

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Mato-grossense é suspeito de tentativa de atentado após resultado das eleições de 2022

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, decidiu manter preso o mato-grossense Alan Diego dos Santos Rodrigues, acusado de envolvimento em uma tentativa de atentado a bomba nas proximidades do aeroporto de Brasília.

A decisão mais recente foi assinada no fim de março e rejeita mais um pedido da defesa para que o investigado responda ao processo em liberdade.

Segundo Moraes, não houve mudança no cenário que justifique a soltura. Para o ministro, a liberdade do acusado ainda representa risco, tanto para a ordem pública quanto para o andamento das investigações.

Alan Diego é apontado pela Procuradoria-Geral da República como um dos envolvidos na tentativa de explosão de um caminhão-tanque carregado com combustível, em dezembro de 2022.

De acordo com a denúncia, ele teria descido de um veículo e instalado o artefato explosivo no eixo do caminhão, que estava estacionado nas imediações do aeroporto. Depois da ação, o suspeito teria feito ligações de um telefone público.

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O caso foi tratado pelas autoridades como uma tentativa de atentado ligada a atos contra o resultado das eleições presidenciais.

Preso desde junho de 2025, Alan já teve outros dois pedidos de liberdade negados pelo STF. Com a nova decisão, ele segue detido enquanto responde por crimes como tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada e atentado contra a segurança do transporte aéreo.

As investigações continuam.

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“Pedido de vista” de Dino interrompe análise sobre possível investigação de Moraes no STF

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Placar estava empatado em 4 a 4 sobre a reunião dos procedimentos; Corte ainda não decidiu se haverá investigação contra o ministro

O Supremo Tribunal Federal (STF) terminou a sessão de terça-feira (15) sem decidir se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A análise foi interrompida depois que Flávio Dino pediu vista do processo, solicitando mais tempo para examinar os autos.

Antes de discutir diretamente a possibilidade de investigação, os ministros concentraram o julgamento em uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O ponto central era definir se os procedimentos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça deveriam tramitar juntos ou separadamente.

A discussão terminou empatada em 4 a 4. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela tramitação separada. Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que os casos fossem analisados conjuntamente.

Com o pedido de vista de Dino, a votação foi suspensa e não houve conclusão sobre a organização dos procedimentos.

Na prática, o STF não autorizou a abertura de uma investigação contra Moraes, mas também não arquivou o caso nem decidiu que uma apuração é juridicamente inviável. A questão deverá voltar ao plenário em outra sessão.

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O caso está relacionado a documentos e mensagens atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que provocaram questionamentos sobre possíveis relações com integrantes do Judiciário. O material passou a ser analisado nos procedimentos que chegaram ao Supremo.

A sessão também foi marcada por divergências entre os ministros sobre a condução dos processos. Com a interrupção provocada pelo pedido de vista, o STF encerrou o julgamento sem uma decisão definitiva sobre a eventual investigação de Moraes.

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