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DRA. NAYARA CERUTTI

Canetas emagrecedoras, efeitos do Mounjaro e Ozempic na face: como reverter ou impedir

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As canetas emagrecedoras parecem milagrosas: mandam embora quilos e quilos indesejáveis, afinam a cintura, a autoestima explode em poucas semanas. Mas o lado B do emagrecimento rápido existe, é real e fica estampado na face. Os resultados impressionantes na balança assustam com efeitos colaterais estéticos que têm chamado a atenção da medicina: a flacidez facial e, consequentemente, um envelhecimento em tempo recorde.

O mundo vive uma verdadeira revolução quando se fala em emagrecimento. Medicamentos como o Mounjaro e similares, além da cirurgia bariátrica, têm proporcionado perdas de peso significativas, rápidas e transformadoras. Porém, junto com os benefícios à saúde e à autoestima corporal, surge uma nova demanda silenciosa: o cuidado com o rosto.

Tenho acompanhado esse movimento de perto.
Recentemente, estive no AMWC (Aesthetic & Anti-Aging Medicine World Congress), em Mônaco, o maior congresso de medicina estética do mundo, onde especialistas de diversos países discutiram os efeitos da perda de gordura facial acelerada e como isso tem impactado a aparência de milhares de pacientes.

Os efeitos na face começam com a perda de contorno, flacidez, olheiras profundas e sulcos marcados. São queixas cada vez mais frequentes, especialmente entre mulheres que conquistaram um corpo mais leve, mas passaram a se sentir envelhecidas no espelho. E, se o drama dos quilos extras suaviza, inicia-se outro: a recuperação da firmeza e da jovialidade da face.

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A boa notícia é que a medicina estética evoluiu – e muito! Hoje, já existem protocolos personalizados para quem emagreceu de forma rápida, com foco na recuperação do volume perdido, na firmeza da pele e na naturalidade dos resultados. Isso é possível por meio de bioestimuladores, preenchedores estratégicos e tecnologias que devolvem a harmonia facial sem exageros.

Meu objetivo ao participar de um evento como esse é justamente trazer para Mato Grosso o que há de mais moderno no mundo quando se trata de rejuvenescimento com leveza e respeito à individualidade. É possível, sim, conquistar um corpo saudável e um rosto bonito, descansado e com aparência jovem, mesmo após grandes transformações.

Ou seja, defendo o emagrecimento para quem precisa, mas antes, durante e depois da perda acentuada de peso, é preciso manter um protocolo de cuidados faciais, para que a face e o corpo estejam em sintonia e ambos garantam a aparência dos sonhos. E isso vale tanto para homens quanto para mulheres. Ambos são igualmente afetados, embora as mulheres tendam a verbalizar mais o incômodo estético. Em ambos os casos, o impacto emocional pode ser profundo, especialmente quando o rosto é um dos principais cartões de visita.

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Então, cuide-se por inteiro e permita-se viver com intensidade um novo você.

Dra. Nayara Cerutti, especialista em Harmonização Facial, professora e palestrante da Sinclair Pharma

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Tribunal de Contas mato-grossense: um controle moderno e plural

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Em um estado onde as desigualdades socioeconômicas são evidentes e os desafios de gerir políticas públicas efetivas são enormes e recorrentes, os Tribunais de Contas exercem um papel que vai muito além da fiscalização e do julgamento de contas. Essas Cortes são fundamentais para o funcionamento do Estado Democrático de Direito e atuam de forma estratégica para fortalecer a boa governança, promover a transparência e assegurar que as políticas públicas sejam, de fato, efetivas.

Tradicionalmente, os órgãos de controle externo são reconhecidos por sua função fiscalizatória e judicante, voltada ao controle da legalidade, da legitimidade e da eficiência dos atos administrativos. Essa atuação, contudo, não se limita à responsabilização posterior de gestores públicos. Cada vez mais, as Cortes de Contas vêm adotando uma abordagem preventiva e pedagógica, contribuindo para a correção de rumos e para a orientação da gestão pública antes que problemas mais graves se consolidem.

Nesse contexto, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) implantou mecanismos voltados ao diálogo institucional e à governança colaborativa, com destaque para as Mesas Técnicas. Por meio delas, o Tribunal cria espaços estruturados de interlocução entre órgãos de controle, gestores públicos e especialistas, com o objetivo de enfrentar problemas complexos, construir soluções consensuais e prevenir litígios.

Essas instâncias facilitam o debate e a busca de soluções para questões sensíveis ou de elevado risco financeiro e social, como obras públicas, políticas setoriais, contratos de grande vulto e arranjos institucionais. De forma técnica, transparente e antecipada, antes que tais situações se convertam em irregularidades ou gerem demandas judiciais. Trata-se de um modelo de controle que valoriza a orientação, a cooperação e a segurança jurídica, sem abdicar do rigor técnico e da independência institucional.

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Outro avanço relevante no âmbito do TCE-MT foi a criação das comissões permanentes voltadas as áreas sistêmicas e de políticas públicas. Essas comissões são órgãos colegiados de natureza técnica e deliberativa, responsáveis por aprofundar temas estratégicos do controle externo, como saúde, educação e meio ambiente. Sua atuação contribui para orientar gestores públicos, aprimorar as decisões dos relatores e do Plenário e a fortalecer boas práticas de governança pública.

Esses instrumentos reforçam o papel do Tribunal de Contas como indutor de políticas públicas, especialmente quando avalia programas governamentais, analisa resultados e emite recomendações. Ao fazê-lo, o controle externo passa a exercer influência positiva no ciclo das políticas públicas, contribuindo para uma gestão mais eficiente, efetiva e alinhada aos interesses da sociedade.

Outro aspecto relevante, e por vezes, pouco compreendido pelos cidadãos, é a composição mista dos Tribunais de Contas. Esses órgãos, constitucionalmente autônomos e independentes, são formados por cidadãos brasileiros com formações e experiências multidisciplinares, desde que atendidos os requisitos previstos no art. 73, §1º, da Constituição Federal. No âmbito estadual, quatro conselheiros são indicados pela Assembleia Legislativa e três pelo Governador do Estado, sendo dois escolhidos alternadamente entre membros do Ministério Público de Contas e auditores substitutos de conselheiros, e o terceiro de livre escolha do chefe do Poder Executivo.

Com a recente indicação e nomeação do procurador de contas Alisson Carvalho de Alencar para o cargo de conselheiro, o TCE-MT não apenas se aproxima da composição idealizada pelo Constituinte de 1988, como também reforça a qualidade técnica de seu colegiado. O perfil profissional e acadêmico do novo e jovem conselheiro dispensa maiores comentários, destacando-se por sua cortesia, elevada capacidade de comunicação, maturidade intelectual e comportamental, além de competências socioemocionais relevantes ao exercício da função.

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Embora a maioria dos conselheiros seja escolhida entre agentes políticos que, ao longo de suas trajetórias, adquiriram sólidos conhecimentos e experiências em administração pública, a mescla de formações e vivências constituem uma virtude institucional. A diversidade de perfis profissionais amplia a qualidade do debate, aprofunda a análise de casos concretos e favorece a adoção de decisões técnicas adequadas e razoáveis.

Nessa mesma perspectiva e em conformidade com o texto constitucional, a próxima vaga de conselheiro oriunda da quota do Governador deverá ser preenchida por auditor substituto de conselheiro, escolhido a partir de uma lista tríplice. Nesse processo, cabe ao Governador a escolha discricionária entre os três nomes indicados pelo Tribunal, à Assembleia Legislativa a sabatina e aprovação do indicado e, por fim, ao chefe do Executivo a nomeação, seguida da posse pelo Presidente do Tribunal.

Diante da crescente complexidade da administração pública e da maior exigência social por resultados concretos, fortalecer a composição mista dos Tribunais de Contas revela-se essencial para a efetividade do controle externo. Mais do que fiscais da coisa pública, essas instituições consolidam-se como instâncias qualificadas de orientação técnica especializada, diálogo institucional e de proposição de soluções e boas práticas de gestão pública.

Isaías Lopes da Cunha
É auditor substituto de conselheiro no TCE-MT e doutorando em Ciências Contábeis e Administração.

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