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08 DE AGOSTO

Seminário Cacau-MT Familiar promete expandir informações sobre cultura altamente rentável

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Com o intuito de disseminar conhecimento sobre a cultura do cacau, formas de manejo, beneficiamento e comercialização dos derivados desse fruto, entre outros pontos de discussões, o 1° Seminário “Cacau-MT Familiar” será realizado em Cuiabá, no próximo dia 08 de agosto, a partir das 09 horas da manhã, no Teatro Zulmira Canavarros.

 

Esse programa é uma iniciativa do deputado estadual Eduardo Botelho (União), que juntamente com a equipe de profissionais do Instituto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (IDAF), foi lançado no início de 2025.

 

Como forma de convergir informações sobre a cultura do cacaueiro no país, em especial nos estados da Bahia, Rondônia e, mais recentemente, aqui em Mato Grosso, especialistas do setor, como mestres e doutores, ministrarão palestras sobre o cultivo desse fruto que é a base principal do chocolate.

 

O evento também contará com a participação do engenheiro agrônomo, Inael Nonato, popularmente conhecido como o “agrônomo de Vera”, que conta com quase 700 mil seguidores nas redes sociais.

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Para o deputado Botelho, essa cultura é altamente rentável, com ganhos significativos para o pequeno produtor, e o estado de Mato Grosso tem todos os cenários para que a produção se desenvolva bem e alcance médios e grandes mercados. “Nós temos tudo que a planta precisa, luz solar intensa, solo bom, e estamos aqui para ajudar o pequeno produtor a se desenvolver e crescer nesse ramo de cultivo do cacau. Temos as parcerias para fazer acontecer, eu acredito nisso”, destacou.

 

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Já de acordo com o diretor de projetos do IDAF, Mário Benevides, a ação é uma oportunidade para os produtores rurais do estado, em especial os de pequena escala, ampliarem o campo de conhecimentos sobre a cacauicultura.

 

“Mato Grosso tem grande potencial para ser gigante, também, no cultivo do cacau. Temos solo e clima favoráveis a essa cultura. Os pequenos produtores da Baixada Cuiabana terão sucesso implementando mais essa cultura em nosso estado, com certeza”, ressaltou.

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As inscrições para participar do seminário são gratuitas e limitadas, e podem ser feitas através do site idaf-mt.com.br.

 

Mais informações: (65) 99224 8978 / 99222 0703

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Agronegócio

Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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