Agronegócio
Programa de linha crédito Cuiabanco terá aporte de R$25 milhões para os Cuiabanos
O prefeito Emanuel Pinheiro inaugurou na manhã desta terça-feira (11), o programa de linha crédito Cuiabanco, em conjunto com o Complexo de Atendimento ao Empreendedor que reúne diversos serviços públicos, como por exemplo, o Sine Municipal, Sala do Empreendedor e Unidade do programa de Importação e Exportação de Cuiabá (IMEX), reunidos em único ambiente, na Rua Barão de Melgaço, nº 3.678, Centro da capital. O aporte financeiro somente para linhas de crédito é de R$ 25 milhões.
O Cuiabanco integra outro importante programa idealizado pela gestão atual, o Pra Frente Cuiabá, com o foco na geração de emprego e renda, consequentemente, de estímulo ao crescimento da economia local, por meio da disponibilização de valores consignados aos pequenos e médios empreendedores com juros zero na oferta de até R$ 5 mil.
Em seu pronunciamento, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, enfatizou que é preciso olhar com sensibilidade à parcela da população menos favorecida, oportunizando melhores condições de vida com apoio do Poder Público. “É precisar dar oportunidades, vez e voz a quem mais precisam, excluídas e que não são donas de seus próprios negócios e é para eles que nós trabalhamos com prioridade. Sou o prefeito dos mais de 700 mil cuiabanos, porém, a minha prioridade, meu trabalho e foco é derrubar a alta incidência da exclusão social de Cuiabá. O Cuiabanco é sinônimo de esperança, o banco de povo, preenchendo essa lacuna em nossa cidade”, disse Emanuel.
Ficará a cargo da Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (SMATED), a operacionalização e coordenação dos trabalhos do novo equipamento público. O secretário Francisco Vuolo destacou o incremento financeiro angariado pela iniciativa, alavancando o desenvolvimento das pessoas e, consequentemente, da cidade.
“Estamos fazendo com que os sonhos dos cuiabanos de forma concreta e eficiente se materialize. Hoje é um dia memorável para todos nós, fechando o programa Pra Frente Cuiabá e que envolve muitos outros de grande sucesso, o Qualifica Juventude, Enem Digital, Agro da Gente, ou seja, não é apenas a garantia de ensino, mas como também, de inserção no mercado de trabalho”, completou.
O vice-prefeito e secretário de Obras Públicas (SMOP), José Roberto Stopa pontuou a conquista de um futuro próspero que os beneficiários por meio da facilidade de acesso ao capital. “Criticar é muito fácil, mas apresentar propostas como estas é raridade. Meus parabéns a todos os envolvidos pelo projeto, a nossa administração é isso, sem exclusão, pensando sempre no bem-estar da nossa gente em primeiro lugar. Empresários que lá na frente serão grandes geradores de empregos, ajudando centenas de famílias”, frisou.
Importante destacar que a concessão dos créditos ocorrerão com base em análises individuais dos interessados. A única exigência é a o cadastro na modalidade de Microempreendedor Individual (MEI).
O Cuiabanco está instalado na rua Barão de Melgaço, 3.678 – Centro (Esquina com a Rua Campo Grande) e estará funcionando a partir de quarta-feira (12), em horário de expediente bancário.
Agronegócio
Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos
A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.
O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.
O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.
Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.
O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.
A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.
A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.
O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.
As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.
As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.
Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.
A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.
A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.
Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.
Fonte: Pensar Agro
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