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FEMINICÍDIO EM ARIPUANÃ

Juiz mantém preso homem suspeito de matar esposa a tiros e fugir com as duas filhas

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Magistrado homologou a prisão de Leomar Ramos da Cruz e não analisou pedido da defesa para colocá-lo em liberdade

O juiz Yago da Silva Sebastião, da Vara Única de Aripuanã, homologou a prisão de Leomar Ramos da Cruz, de 29 anos, suspeito de assassinar a tiros a esposa, Valquiria Araújo Lopes da Silva, também de 29 anos, no último domingo (29). O investigado passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (2), após permanecer dois dias foragido e se entregar à Polícia Civil.

Durante a audiência, a defesa pediu que a prisão preventiva fosse revogada e solicitou a concessão de liberdade provisória, com aplicação de medidas cautelares. O magistrado, no entanto, não analisou o mérito do pedido, ressaltando que a audiência de custódia se limita à verificação da legalidade da prisão.

“A presente audiência de custódia tem por finalidade exclusiva a análise da legalidade e das circunstâncias da prisão”, registrou o juiz na decisão.

Conforme as investigações, Valquiria foi morta dentro da residência onde morava com o marido, no bairro Vila Operária, em Aripuanã. Após o crime, Leomar deixou o local levando as duas filhas do casal em uma caminhonete Fiat Strada vermelha.

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Segundo a Polícia Civil, o suspeito deixou as crianças na casa dos próprios pais e, antes disso, telefonou para eles confessando o assassinato. A filha mais velha ouviu a conversa e avisou a avó materna, que acionou as forças de segurança. Quando a Polícia Militar chegou ao imóvel, encontrou a vítima já sem vida.

Leomar permaneceu foragido por dois dias e se apresentou espontaneamente à Polícia Civil em Colniza, acompanhado por um advogado. Contra ele já havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, após representação do delegado Robson Santiago.

Após ser preso, o investigado foi interrogado, mas optou por permanecer em silêncio.

A Polícia Civil continua investigando o caso, que é tratado como feminicídio.

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Agronegócio

Obrigatoriedade de CNPJ é adiada: veja o que muda para o produtor

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O produtor rural que atua como pessoa física ganhou mais tempo para se organizar com as novas regras da Reforma Tributária. A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços decidiram adiar a obrigatoriedade do CNPJ para emissão de notas fiscais: a regra só passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.

Até o final de 2026, nada muda na emissão das suas notas. O produtor rural vai continuar utilizando o mesmo sistema e a mesma identificação que já usa hoje para vender sua produção ou comprar insumos.

O governo admite que o sistema precisa ser mais simples e por isso adiou. Este tempo extra serve para que a Receita desenvolva uma plataforma totalmente digital, que seja fácil de usar e que já venha integrada à emissão da nota fiscal. A ideia é evitar que o produtor tenha que fazer cadastros complicados em vários órgãos diferentes.

O que o produtor deve:

 Embora o prazo tenha aumentado, não é hora de deixar o assunto de lado. As entidades do setor reforçam três pontos principais:

  1. Não confunda adiamento com cancelamento: A obrigatoriedade do CNPJ continua valendo para o futuro. Não trate isso como algo que “não vai mais acontecer”.

  2. Aproveite a transição: Use o tempo disponível para entender como essa mudança vai afetar sua contabilidade. O sistema novo deve ser mais simples, mas a exigência documental é real.

  3. Procure ajuda técnica: Se você tem dúvidas sobre como essa mudança afeta seu CPF ou sua atividade, consulte seu contador de confiança ou a assessoria jurídica da sua associação de classe.

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O importante é utilizar esse período para se adequar gradualmente, garantindo que, quando chegar 2027, o produtor já saiba exatamente o que fazer, evitando surpresas que possam travar a venda da safra ou a compra de insumos.

Fonte: Pensar Agro

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