CALDEIRÃO ELEITORAL
Abilio descarta apoiar Pivetta e diz que não será “traíra” com o PL, mas evita compromisso com Wellington
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), descartou declarar apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo de Mato Grosso e afirmou que não pretende contrariar a posição do Partido Liberal nas eleições deste ano. Embora mantenha uma relação próxima com Pivetta, Abilio disse que não fará qualquer movimento que possa ser interpretado como infidelidade à legenda pela qual foi eleito.
“Todos sabem que eu sou do Partido Liberal. Eu não faria manifestação contrária ao meu partido. Fui eleito pelo PL e não vou ser traíra com quem esteve ao meu lado”, declarou.
Apesar da defesa da fidelidade partidária, o prefeito evitou assumir compromisso público com a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL), escolhido pela sigla para disputar o Palácio Paiaguás. Segundo Abilio, ele poderá optar pela neutralidade durante a campanha, mas sem atuar contra a decisão partidária.
“Posso até não fazer uma manifestação favorável da forma como o partido deseja, mas também não farei manifestação contrária”, afirmou.
Abilio ressaltou que mantém boa relação tanto com Pivetta quanto com Wellington Fagundes e disse que pretende preservar o respeito por ambos durante o processo eleitoral.
“Tenho amizade com o Pivetta há muitos anos e respeito o Wellington. Não vou desrespeitar nenhuma candidatura e nem o meu partido”, pontuou.
O prefeito também afirmou que tem evitado participar das articulações eleitorais por estar concentrado na administração da capital, adotando uma postura institucional à frente da Prefeitura de Cuiabá.
As declarações ocorrem em meio ao racha interno do PL em Mato Grosso. Embora Wellington Fagundes seja o pré-candidato oficial da legenda ao Governo do Estado, lideranças importantes já manifestaram apoio à candidatura de Otaviano Pivetta, entre elas os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis.
Nos bastidores, também circulam informações sobre uma possível composição nacional entre Republicanos e PL. A articulação envolveria o apoio do Republicanos à eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), em troca da retirada da candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso para consolidar o apoio do partido à reeleição de Otaviano Pivetta.
Política MT
Cattani apresenta projeto para impedir benefício exclusivo a egressos do sistema prisional no transporte público
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) apresentou na sessão da última quarta-feira (24) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) o Projeto de lei nº 800/2026 que proíbe a concessão de benefícios de transporte público custeados com recursos estaduais exclusivamente em razão da condição de egresso do sistema prisional. A proposta estabelece critérios para a concessão de gratuidades e busca garantir tratamento igualitário entre os cidadãos na utilização de recursos públicos.
Benefícios como passe livre, gratuidade tarifária, subsídios ou custeio de deslocamento deverão observar critérios gerais e objetivos, como baixa renda, deficiência, idade avançada, condição de estudante, necessidade de tratamento de saúde ou situação de vulnerabilidade social. A proposta também prevê atenção às vítimas de crimes violentos em programas de assistência social vinculados ao transporte público.
Segundo Cattani, o objetivo é assegurar que os benefícios públicos sejam destinados com base em critérios sociais e não em condições decorrentes de antecedentes criminais.
“Apresentamos este projeto para criar uma isonomia sobre a gratuidade no transporte público no Estado de Mato Grosso e também controlar os gastos do Estado com esse tipo de cortesia ou benefício para o cidadão. Não queremos que um cidadão que é egresso do sistema prisional tenha vantagem sobre outro cidadão de bem”, afirmou.
A proposta determina ainda que a criação ou ampliação de qualquer benefício custeado pelo Estado esteja acompanhada da indicação da fonte de recursos, da estimativa de impacto financeiro e dos critérios que justifiquem sua concessão.
Para o parlamentar, o poder público deve priorizar políticas que atendam a população em situação de vulnerabilidade sem criar privilégios baseados em antecedentes criminais.
“Estamos fazendo esse projeto para que as vítimas da sociedade sejam defendidas pelo estado e para que os agressores dessas vítimas sejam de fato punidos pelo Estado, e não o contrário”, declarou.
O projeto iniciou a tramitação durante a sessão da última quarta-feira (24) e cumprirá pauta por cinco sessões ordinárias.
Fonte: ALMT – MT
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