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Agronegócio

Exportações de bovinos vivos batem recorde e redesenham mapas do setor

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As exportações brasileiras de bovinos vivos atingiram um novo recorde no último ano, impulsionadas pela retomada da demanda em mercados estratégicos do Oriente Médio e do Norte da África. O País embarcou 1,05 milhão de cabeças, volume 4,8% superior ao registrado no ano anterior, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais desse segmento.

O avanço nos embarques foi acompanhado por um crescimento ainda mais expressivo da receita. O faturamento das exportações de gado vivo alcançou US$ 1 bilhão, uma alta de 26,1% em relação a 2024, refletindo preços médios mais elevados e uma recomposição da demanda internacional.

O ranking dos principais destinos passou por mudanças relevantes. A Turquia, que até então ocupava posição secundária entre os compradores, assumiu a liderança em 2025, respondendo por 32,9% do total exportado pelo Brasil. As aquisições turcas superaram em 9,4% o volume do ano anterior, movimento associado à recomposição do rebanho local e à maior dependência de fornecedores externos.

A mudança no topo ocorreu após a retração das compras do Iraque, que liderava as importações em 2024. Com uma queda de 48,6% no volume adquirido, o país caiu para a quarta posição no ranking, abrindo espaço para outros mercados da região.

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O Egito ficou em segundo lugar entre os destinos, com 17,7% de participação nos embarques brasileiros. O volume exportado ao país cresceu 13,7% em relação ao ano anterior, reforçando a importância do mercado egípcio para o setor. Já o Marrocos apareceu como um dos destaques do ano, ocupando a terceira posição, com 17,2% de participação e compras quatro vezes maiores do que em 2024.

Do lado da oferta, o Pará manteve a liderança absoluta entre os estados exportadores de bovinos vivos. O estado concentrou 56,9% das vendas externas brasileiras, ampliando sua participação em relação ao ano anterior e reforçando sua posição estratégica na logística de embarques.

Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 24% de participação, e São Paulo, responsável por 7,6% do total exportado. A concentração regional reflete tanto a estrutura portuária quanto a especialização produtiva voltada ao mercado externo.

O desempenho recorde das exportações de gado vivo ocorre em um contexto de demanda internacional aquecida e de ajustes nos fluxos globais de proteína animal, reforçando o papel do Brasil como fornecedor relevante, ao mesmo tempo em que reacende o debate sobre logística, bem-estar animal e agregação de valor dentro da cadeia pecuária.

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Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Simpósio em Dourados debate Zarc, manejo da soja e créditos de carbono

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Produtores rurais, pesquisadores, técnicos e representantes do agronegócio participam nesta segunda-feira (11.05), em Dourados (cerca de 230 km da capital, Campo Grande), em Mato Grosso do Sul, do Simpósio de Agricultura promovido pelo Grupo Plantio na Palha (GPP) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agropecuária Oeste). O evento integra a programação da 60ª Expoagro e concentra discussões sobre gestão de risco climático, manejo da soja, uso da água e mercado de carbono.

A programação reune especialistas para discutir temas considerados estratégicos diante das mudanças climáticas, da pressão por sustentabilidade e da necessidade de ampliar eficiência produtiva no campo.

Um dos principais focos do encontro será o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), política pública utilizada para orientar épocas de plantio e reduzir riscos associados ao clima. A ferramenta também serve de base para operações de crédito rural e contratação de seguro agrícola.

A abertura técnica do simpósio contará com palestra do pesquisador Éder Comunello, da Embrapa Agropecuária Oeste, que apresentará os avanços do Zarc com a incorporação dos chamados níveis de manejo. A nova metodologia leva em consideração diferentes padrões tecnológicos adotados nas propriedades rurais, permitindo análises mais precisas sobre risco produtivo.

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Segundo especialistas, a atualização do sistema pode trazer impactos relevantes para o produtor, incluindo redução do custo do seguro rural em áreas com melhor manejo e menor exposição climática.

Na sequência, o pesquisador Júlio Cesar Salton abordará a relação entre níveis de manejo e produtividade da soja, destacando práticas voltadas ao aumento da eficiência agronômica e à diminuição dos riscos de perdas nas lavouras.

O simpósio também abrirá espaço para debates sobre recursos hídricos. O presidente do Comitê da Bacia do Rio Ivinhema, Leonardo Ramos, discutirá os impactos e desafios relacionados à cobrança pelo uso da água na agricultura e na pecuária, tema que ganha importância crescente em regiões de expansão agropecuária e maior pressão ambiental.

Outro assunto em destaque será o mercado de créditos de carbono. O CEO da NetWord, Marcos Ferronatto, apresentará possibilidades de originação, estruturação e comercialização de créditos gerados em propriedades rurais que adotam práticas sustentáveis e sistemas conservacionistas.

O encerramento da programação contará com debate mediado pelo presidente do Grupo Plantio na Palha, Mário José Maffini, reunindo palestrantes e participantes para discutir os desafios da agricultura regional diante do atual cenário climático e econômico.

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Para a Embrapa Agropecuária Oeste, o evento reforça a importância da transferência de tecnologia e da aproximação entre pesquisa científica e produtor rural, especialmente em temas ligados à adaptação climática, sustentabilidade e rentabilidade da atividade agrícola.

Serviço

Simpósio de Agricultura da Expoagro 2026

  • Data: 11 de maio de 2026
  • Horário: das 7h às 12h
  • Local: Auditório do Sindicato Rural de Dourados, em Dourados (MS)
  • Realização: Grupo Plantio na Palha (GPP) e Embrapa Agropecuária Oeste
  • Temas:
    • Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc)
    • Manejo da soja
    • Cobrança pelo uso da água
    • Créditos de carbono
    • Sustentabilidade e gestão de risco no campo

Fonte: Pensar Agro

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