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LEGÍTIMA DEFESA

Defesa de ex-chefe de gabinete de Nobres vai pedir liberdade do cliente

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A defesa do ex-chefe de gabinete da Câmara Municipal de Nobres, Elison Guilherme da Costa Loiola, 28 anos, suspeito de atropelar Donizete Aparecido de Barros, de 43 anos, no dia 3 de fevereiro, no bairro Jardim Paraná, em Nobres (151 km de Cuiabá), entrará com pedido de liberdade do cliente.

O advogado André Faiad alega que o suspeito agiu em legítima defesa, já que havia sido ameaçado de morte pela vítima do atropelamento e por outros dois homens.

Faiad alega que minutos antes do atropelamento, os envolvidos estavam em uma loja de conveniência, por volta das 23h, quando a vítima teria importunado sexualmente a esposa de Elison, que insatisfeito o empurrou. O filho do importunador teria corrido até o próprio carro “para pegar uma arma de fogo”.

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“Neste momento, Elison e a esposa Cristiane entraram no carro deles e saíram do local temendo represálias. Em seguida, pararam no Espetinho do Toco, em frente à prefeitura de Nobres, onde estavam três homens que começaram a bater no veículo do casal”, explica.

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“Cristiane saiu do carro para tentar conter os ânimos e foi agredida por Donizete com um soco no rosto. Imediatamente, foi levada pelo próprio filho, que estava chegando no local, em outro carro. Elison não viu mais a esposa, entrou em seu veículo e saiu à procura da mesma. Foi perseguido por pessoas que estavam no bar, inclusive por um homem armado, como mostra vídeo de câmeras de segurança”, narra o advogado.

“Ele deu a volta e foi ameaçado por um homem que puxou uma arma. Na fuga acabou atropelando a vítima”.

Num vídeo (abaixo) gravado por câmeras de segurança, é possível ver um homem de camisa branca correndo e guardando “uma arma” na cintura após o atropelamento.

Vale ressaltar que Cristiane, esposa do acusado, foi quem chamou a Polícia após a ocorrência. Ela fez exame de corpo de delito onde ficou comprovado que sofreu agressão no rosto por parte do atropelado.

“Meu cliente nunca quis matar alguém. No dia do ocorrido, ele apenas e tão somente quis proteger sua integridade física e a da sua esposa. Eram três homens, um deles armado, que agrediu a esposa dele e queriam matar meu cliente. […] Já requeremos ao delegado de Nobres, que a Polícia Civil requisite imagens de mais cinco câmeras de segurança que mostram outros ângulos do local e do ocorrido. Acredito no trabalho da Polícia Civil e tenho convicção da inocência de Elison, o que será demonstrado nos autos.”, completou Faiad.

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Agronegócio

Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes

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O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.

O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.

A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.

Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.

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As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.

A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.

O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.

O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.

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Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.

Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.

Fonte: Pensar Agro

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