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Polícia prende responsáveis por entregar doces que causaram intoxicação em crianças de MT

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Dois homens responsáveis por entregar guloseimas fora de condições de consumo e que resultaram na intoxicação de cerca de 15 crianças no município de Guarantã do Norte (715 km ao norte de Cuiabá) foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na quinta-feira (06.06), logo após as vítimas serem encaminhadas para o hospital da cidade.

Os dois suspeitos, que trabalham como catadores de materiais recicláveis na cidade, confessaram que pegaram os alimentos no descarte de uma loja e foram autuados em flagrante por crime contra a saúde pública.

Logo depois de tomar conhecimento dos fatos, a equipe da Polícia Civil iniciou as diligências e oitivas de testemunhas, conseguindo chegar aos responsáveis por entregar os alimentos às crianças.

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Interrogados, os suspeitos disseram que pegaram diversos alimentos, como bolachas, chocolates e balas, descartados por uma empresa e quando pararam em uma lotérica, algumas crianças vieram pedir as guloseimas e eles acabaram entregando os doces para os menores.

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As crianças que pegaram os doces dividiram com colegas na escola, que após o consumo do produto, começaram a passar mal, com vômitos, diarreia, dores de cabeça e rigidez no estômago. As vítimas foram encaminhadas para o hospital, sendo posteriormente diagnosticadas com intoxicação em razão do material vencido.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Waner dos Santos Neves, a princípio não há indícios de que os suspeitos tiveram a intenção de envenenar ou causar algum tipo de mal às crianças.

“Os suspeitos foram autuados em flagrante por crime contra a saúde pública, tendo em vista que não tiveram intenção de envenenar ou lesionar ninguém, entretanto também podem responder por lesão corporal culposa, em caso de representação feita pelos pais ou responsáveis das vítimas”, disse o delegado.

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Polícia

PF mira esquema de ouro ilegal que movimentou R$ 5,2 milhões em MT

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Operação Arcanjo cumpre 22 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28), a Operação Arcanjo para desarticular um grupo suspeito de atuar na compra, transporte, venda e ocultação de ouro de origem ilícita. A ação ocorre simultaneamente em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Ao todo, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas. Em Mato Grosso, as ordens são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Pontes e Lacerda. Também há medidas em Campo Grande (MS) e São José do Rio Preto (SP).

Segundo a investigação, o esquema teria início na região de Poconé, onde o ouro seria extraído ilegalmente. O minério seguiria posteriormente para São José do Rio Preto, onde seria recebido e armazenado em um estabelecimento utilizado para a comercialização.

A apuração identificou uma divisão de funções entre os investigados. O grupo seria composto por fornecedores, intermediários, transportadores, compradores e pessoas responsáveis pela movimentação financeira.

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As investigações apontam ainda que aproximadamente 17,3 quilos de ouro estariam relacionados às negociações sob apuração. A movimentação financeira identificada pelos investigadores ultrapassa R$ 5,2 milhões.

Além da comercialização do minério, a PF investiga possíveis mecanismos empregados para ocultar ou disfarçar a origem dos valores obtidos com as transações. A suspeita é de que parte dos recursos tenha sido movimentada por meio de operações destinadas a dificultar o rastreamento do dinheiro.

A investigação aponta que a organização mantinha uma estrutura destinada a viabilizar o transporte do ouro até os compradores e, posteriormente, a circulação dos valores provenientes das negociações.

As medidas autorizadas pela Justiça têm como objetivo recolher novas provas, identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar a atuação do grupo nos três estados.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A Operação Arcanjo segue em andamento. O material apreendido será analisado pela Polícia Federal e poderá fornecer novos elementos para o avanço das investigações.

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