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FIBROMIALGIA

Presidente da AFRIBOMT ressalta importância da campanha Fevereiro Roxo em Tribuna Livre

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A convite da presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), a presidente da Associação Mato-grossense de Fibromialgia (AFRIBOMT-DL), Carmem Miranda, destacou, durante a Tribuna Livre em sessão ordinária desta terça-feira (18), a importância da conscientização sobre o tema.

Neste mês, acontece a campanha nacional “Fevereiro Roxo”, voltada para o combate à fibromialgia, lúpus e Alzheimer. Somente no estado, de acordo com a AFRIBOMT, a fibromialgia acomete cerca de 80 mil pessoas.

Na ocasião, Carmem chamou a atenção do Poder Público para a efetividade das políticas públicas relacionadas à doença e pediu a sensibilidade dos gestores para atender aos anseios dos pacientes.

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“Eu sou portadora de fibromialgia, uma doença invisível, sem cura, que já atingiu mais de 80 mil pessoas em Mato Grosso. Hoje, quero trazer à tona essa questão, que muitas vezes passa despercebida em nossa sociedade, e pedir às prefeituras e aos governos que deem mais atenção ao setor da saúde, garantindo tratamento adequado e atendimento prioritário, que tanto precisamos. Esse é o nosso desejo”, pontuou.

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A fibromialgia é uma doença sem cura, caracterizada por fadiga, sono não reparador, dores e depressão. Sua maior prevalência é em mulheres com idade entre 30 e 50 anos. Durante todo este mês, diversas ações são realizadas em todo o país para fortalecer a rede de apoio, promover o diagnóstico precoce e ampliar o conhecimento sobre a doença e seus tratamentos.

Carmem também abordou outra questão muitas vezes invisível para a população: o preconceito.

“A fibromialgia não tem marcas aparentes, e isso dificulta nossa identificação na sociedade. Mas a dor existe e está presente todos os dias, tanto no corpo quanto na alma”, declarou.

A vereadora Paula Calil, por sua vez, lamentou a alta incidência da doença, especialmente entre as mulheres, e afirmou que irá atuar junto à Prefeitura de Cuiabá para garantir um melhor atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) do município.

“É muito triste ver milhares de mulheres, e também homens, sendo acometidos todos os anos. Saibam que vocês têm aqui uma vereadora que irá lutar por seus direitos e garantias, buscando proporcionar uma melhor qualidade de vida. A Casa está de portas abertas para acolhê-los”, afirmou a presidente da Câmara.

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No Brasil, estima-se que a enfermidade atinja entre 2% e 3% da população, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

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Saúde

Anvisa proíbe lotes irregulares de medicamento para esclerose múltipla

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Resolução foi publicada no Diário Oficial da União

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de dois lotes do medicamento Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml. Os lotes são o H7953B14 e o H7953B06. A resolução foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União.

O Ocrevus teve o registro aprovado pela Anvisa em 2022 e é indicado para tratamento de pacientes com as formas recorrentes de esclerose múltipla e esclerose múltipla progressiva primária.

Em nota, a Anvisa informou que os produtos foram distribuídos em julho pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. e que a empresa não está autorizada a atuar no mercado farmacêutico, incluindo o ato de distribuir, comercializar ou importar medicamentos.

A chamada Autorização de Funcionamento (AFE) da empresa, de acordo com a agência, está inativa desde outubro de 2025.

“Apesar de os produtos terem sido regularmente fabricados pela empresa detentora do registro do medicamento, esses lotes eram destinados a outros países e não ao Brasil”, informou a nota.

“Dessa forma, não é possível garantir que tenham sido mantidas as condições sanitárias necessárias à conservação e à integridade do medicamento ao longo de toda a cadeia de distribuição até sua entrada no país, ocorrida de forma irregular”, completou.

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Além da apreensão dos lotes, a medida proíbe o armazenamento, a venda, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda e o transporte do produto. 

“Somente os dois lotes estão proibidos por terem origem irregular”, reforçou a Anvisa.

Falsificação

Ainda de acordo com a agência, a empresa Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda já havia sido autuada por causa da distribuição de medicamentos falsificados. “Na ocasião, o caso foi encaminhado às autoridades policiais”.

A Agência Brasil entrou em contato com a Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. e aguarda posicionamento.

Medicamentos manipulados

A resolução da Anvisa também determina o recolhimento de todos os medicamentos manipulados estéreis produzidos pela empresa ICT Farmacêutica Ltda. no período de 31 de agosto a 2 de setembro de 2026. A medida suspende a venda, distribuição, manipulação e  divulgação dos produtos.

“Foram constatadas deficiências críticas nas instalações, utilidades, qualificação de sistemas, monitoramento ambiental, processos assépticos, validação de esterilização, filtração esterilizante, integridade de recipientes e sistema de garantia da qualidade, comprometendo a garantia da esterilidade, qualidade, segurança e eficácia das preparações manipuladas”, informou a nota.

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A Agência Brasil entrou em contato com a ICT Farmacêutica Ltda. e aguarda posicionamento.

Em nota, a Roche Farma Brasil, dona do medicamento, esclarece que as unidades, identificadas em idioma estrangeiro, não têm a distribuição reconhecida pela empresa. 

Segundo a Roche, a empresa não tem nenhuma relação comercial ou vínculo de distribuição autorizado com a LAF Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda.

“Vale ressaltar que não há qualquer apontamento relacionado à qualidade ou à segurança de Ocrevus (ocrelizumabe) regularmente importados pela Roche Farma Brasil e distribuídos por meio de sua cadeia de distribuição autorizada e formalmente estabelecida no país. As unidades mencionadas pela Anvisa referem-se exclusivamente aos lotes citados, cuja importação e distribuição foram realizadas pela LAF Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda, a qual não faz parte da cadeia de distribuição qualificada pela Roche. Ressalta-se que a importação de qualquer unidade pertencente a esses lotes para o território nacional ocorreu sem a aprovação da Roche, na condição de detentora do registro”, diz comunicado.

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