Saúde
Hospital Municipal de Cuiabá realiza captação de órgãos com transplante inédito na capital
Na manhã desta quinta-feira (01), o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) Dr. Leony Palma de Carvalho foi palco de um momento marcante para a saúde pública da capital: a realização da captação de órgãos e tecidos de uma paciente de 56 anos, que teve como desfecho um transplante inédito no município. O procedimento teve início às 8h e se estendeu até as 11h, mobilizando equipes locais e interestaduais.
Foram captados o fígado, os dois rins e as córneas da doadora. A operação transcorreu com total tranquilidade, sem intercorrências. A equipe cirúrgica responsável pela captação do fígado veio do Mato Grosso do Sul, composta por dois cirurgiões e um enfermeiro, com o órgão sendo destinado à cidade de Campo Grande. O rim esquerdo será enviado ao Rio Grande do Sul. Já o rim direito e as córneas permanecerão em Cuiabá para transplantes em pacientes da própria capital.
Essa ação marca um fato histórico: pela primeira vez, em Cuiabá, ocorrerá o transplante de um órgão captado na própria cidade, demonstrando o avanço da estrutura de saúde e da capacidade técnica do hospital.
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Para homenagear a generosidade da família da doadora, foi formado um corredor humano entre as Unidades de Terapia Intensiva e o Centro Cirúrgico, com a presença de colaboradores do hospital. O gesto simbolizou o respeito e a gratidão por uma atitude que representa amor e esperança.
O diretor-geral do HMC, Israel Paniago, destacou a importância do momento:
“Hoje vivemos um marco na história da saúde pública de Cuiabá. Essa captação simboliza não apenas o avanço da nossa capacidade técnica e organizacional, mas também o poder transformador da solidariedade. A generosidade da família da paciente permitiu que vidas fossem salvas e, pela primeira vez, um órgão captado aqui será transplantado aqui. É um sinal claro de que nossa cidade está pronta para dar novos passos em procedimentos de alta complexidade.”
A ação reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) com a ampliação e o fortalecimento dos serviços de saúde de alta complexidade. A Secretaria Municipal de Saúde parabeniza toda a equipe envolvida e, principalmente, agradece à família da doadora pela decisão de salvar vidas em um momento tão delicado.
#PraCegoVer
A imagem ilustra um ‘corredor humano’, formado por profissionais da saúde que prestam homenagem a um paciente cuja família decidiu pela doação de órgãos. No centro do corredor, o doador é conduzido para o procedimento de captação dos órgãos.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Saúde
Anvisa proíbe lotes irregulares de medicamento para esclerose múltipla
Resolução foi publicada no Diário Oficial da União
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de dois lotes do medicamento Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml. Os lotes são o H7953B14 e o H7953B06. A resolução foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União.
O Ocrevus teve o registro aprovado pela Anvisa em 2022 e é indicado para tratamento de pacientes com as formas recorrentes de esclerose múltipla e esclerose múltipla progressiva primária.
Em nota, a Anvisa informou que os produtos foram distribuídos em julho pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. e que a empresa não está autorizada a atuar no mercado farmacêutico, incluindo o ato de distribuir, comercializar ou importar medicamentos.
A chamada Autorização de Funcionamento (AFE) da empresa, de acordo com a agência, está inativa desde outubro de 2025.
“Apesar de os produtos terem sido regularmente fabricados pela empresa detentora do registro do medicamento, esses lotes eram destinados a outros países e não ao Brasil”, informou a nota.
“Dessa forma, não é possível garantir que tenham sido mantidas as condições sanitárias necessárias à conservação e à integridade do medicamento ao longo de toda a cadeia de distribuição até sua entrada no país, ocorrida de forma irregular”, completou.
Além da apreensão dos lotes, a medida proíbe o armazenamento, a venda, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda e o transporte do produto.
“Somente os dois lotes estão proibidos por terem origem irregular”, reforçou a Anvisa.
Falsificação
Ainda de acordo com a agência, a empresa Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda já havia sido autuada por causa da distribuição de medicamentos falsificados. “Na ocasião, o caso foi encaminhado às autoridades policiais”.
A Agência Brasil entrou em contato com a Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. e aguarda posicionamento.
Medicamentos manipulados
A resolução da Anvisa também determina o recolhimento de todos os medicamentos manipulados estéreis produzidos pela empresa ICT Farmacêutica Ltda. no período de 31 de agosto a 2 de setembro de 2026. A medida suspende a venda, distribuição, manipulação e divulgação dos produtos.
“Foram constatadas deficiências críticas nas instalações, utilidades, qualificação de sistemas, monitoramento ambiental, processos assépticos, validação de esterilização, filtração esterilizante, integridade de recipientes e sistema de garantia da qualidade, comprometendo a garantia da esterilidade, qualidade, segurança e eficácia das preparações manipuladas”, informou a nota.
A Agência Brasil entrou em contato com a ICT Farmacêutica Ltda. e aguarda posicionamento.
Em nota, a Roche Farma Brasil, dona do medicamento, esclarece que as unidades, identificadas em idioma estrangeiro, não têm a distribuição reconhecida pela empresa.
Segundo a Roche, a empresa não tem nenhuma relação comercial ou vínculo de distribuição autorizado com a LAF Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda.
“Vale ressaltar que não há qualquer apontamento relacionado à qualidade ou à segurança de Ocrevus (ocrelizumabe) regularmente importados pela Roche Farma Brasil e distribuídos por meio de sua cadeia de distribuição autorizada e formalmente estabelecida no país. As unidades mencionadas pela Anvisa referem-se exclusivamente aos lotes citados, cuja importação e distribuição foram realizadas pela LAF Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda, a qual não faz parte da cadeia de distribuição qualificada pela Roche. Ressalta-se que a importação de qualquer unidade pertencente a esses lotes para o território nacional ocorreu sem a aprovação da Roche, na condição de detentora do registro”, diz comunicado.
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