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Vereador diz que Edna tem que dar explicações a Câmara e a Sociedade

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Após o escândalo de “rachadinha” no gabinete da vereadora por Cuiabá Edna Sampaio (PT), vir à tona nessa quarta-feira, 3 de maio, vereadores da Câmara Municipal pedem explicações sobre o caso envolvendo a parlamentar, tendo em vista que os prints que circularam é de uma conversa por aplicativo de mensagem, trocada entre o marido da vereadora e da ex-chefe de gabinete, demitida após um acordo no valor de R$70 mil.

O vereador Luís Cláudio (PP), disse na manhã desta quinta-feira (4), que tomou conhecimento sobre o caso através da imprensa e que a vereadora deve se justificar para os colegas parlamentares e também para a sociedade cuiabana.

“Nós tomamos conhecimento pela imprensa e quem tem que justificar não só a Câmara Municipal, mas a sociedade e a própria vereadora acusada por esse, vamos dizer crime de rachadinha cometido entre ela e a chefe de gabinete dela […] Isso na minha visão não é normal, não seria essa forma de atuação, o recurso pago ao chefe de gabinete é do chefe de gabinete e ele tem que executar as despesas ou não do gabinete, ele não tem que transferir pra conta de terceiro, principalmente a conta do vereador titular no caso”, disse o parlamentar.

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Ainda conforme o vereador, um processo disciplinar na Comissão de Ética da Casa, será instaurado, mas não acredita que a parlamentar seja cassada, até pelo fato de dar oportunidade para que a mesma se defenda das acusações, as quais estão sendo impostas.

“Isso tudo tem que ser esclarecido no processo da comissão de ética, porque é lá que tem que ser apurado, feito as acareações, feito a busca realmente da verdade e oportunizado a vereadora o direito de defesa. E aí o plenário julga depois. […] Eu não diria cassação, eu diria que a comissão de ética é o foro adequado pra que ela possa explicar o que aconteceu e se essa explicação for plausível de ética traz o plenário, se não for, também vai trazer o plenário que o julgamento final deve ser da Câmara Municipal. O fato, na minha visão, é grave e precisa de esclarecimento principalmente pra sociedade”, finalizou Luís Claudio.

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Mato Grosso proíbe visitas íntimas a condenados por feminicídio, estupro e pedofilia

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O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.283, de 14 de abril de 2026, que proíbe a realização de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, desde que haja sentença transitada em julgado. A norma, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), foi publicada em edição extra do Diário Oficial e já está em vigor.

A nova legislação estabelece que a vedação se aplica exclusivamente aos detentos com condenação definitiva, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso judicial. A medida não interfere nas visitas sociais, que continuam sendo permitidas nos termos da Lei de Execução Penal. De acordo com o texto, considera-se visita íntima aquela realizada fora do alcance de monitoramento e vigilância dos servidores do sistema prisional, em ambiente reservado e sem a presença de terceiros.

A proposta busca reforçar o caráter punitivo e pedagógico da pena, além de contribuir para a segurança dentro das unidades prisionais. Entre os pontos elencados na justificativa do projeto estão os riscos associados à prática, como a entrada de objetos ilícitos, a disseminação de doenças e a facilitação de atividades criminosas no interior dos presídios.

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou que a sanção da lei, logo nos primeiros dias à frente do Executivo estadual, sinaliza o direcionamento da atual gestão no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento das políticas de segurança pública.

“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado com o enfrentamento firme à violência e com a proteção da sociedade, especialmente das mulheres e das crianças. Estamos tratando de crimes graves, que exigem respostas claras do poder público. Essa medida também contribui para o fortalecimento da disciplina e da segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso”, pontuou.

Autor da proposta, o deputado Eduardo Botelho avaliou que a iniciativa representa um avanço no enfrentamento à violência e na responsabilização de condenados por crimes graves.

“A visita íntima não é um direito absoluto do apenado. Estamos tratando de crimes extremamente graves, que violam direitos fundamentais, especialmente de mulheres e crianças. Essa medida fortalece o caráter punitivo da pena e corrige uma distorção, ao impedir que condenados por esse tipo de crime tenham acesso a um benefício que não condiz com a gravidade dos atos praticados”, argumentou o parlamentar.

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Botelho acrescentou que a sanção da lei consolida o compromisso do Estado de Mato Grosso com o enfrentamento à violência e a adoção de medidas que ampliem a segurança e a efetividade do sistema prisional. O deputado ainda ressaltou que a legislação está alinhada a práticas adotadas em outros países e respeita a competência dos estados para regulamentar o sistema penitenciário, sem interferir na estrutura do Poder Executivo.

Fonte: ALMT – MT

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