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Reunião define detalhes da 1ª Taça Cuiabá de Voleibol

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O vereador por Cuiabá, Eduardo Magalhães (Republicanos), reuniu-se nesta segunda-feira (14), na Câmara Municipal, com representantes da Secretaria de Esportes de Cuiabá, da Federação de Voleibol, dos Bombeiros e da Polícia Militar para discutir os preparativos da 1ª Taça Cuiabá de Voleibol.
O evento será realizado na capital entre os dias 18 e 21 de abril e promete ser um grande impulsionador do esporte na região.
Segundo o vereador Eduardo Magalhães, a Taça Cuiabá de Voleibol é uma iniciativa importante para fomentar o esporte entre os jovens, ajudando a prevenir problemas sociais como o uso de drogas e bebidas. “O jovem que se envolve com o esporte se torna uma pessoa disciplinada e pode se tornar um excelente profissional em qualquer área que escolher”, destacou.
O secretário de Esportes de Cuiabá, Jefferson Neves, afirmou que a pasta apoiará o evento fornecendo estrutura e ginásios para as partidas. “Nós organizamos toda a parte estrutural do projeto, e nossos ginásios estarão à disposição da competição”, disse. Ele também destacou a importância da parceria entre a secretaria e a organização do evento para desenvolver o esporte na capital.
A Taça Cuiabá de Voleibol está aberta a participantes de qualquer estado do Brasil e até de outros países, como a Bolívia. Isso deve trazer não apenas atletas, mas também turistas que poderão conhecer a cidade.
O professor Adalberto Ferreira, responsável pela equipe AFSports, uma das parceiras da organização, explicou que o objetivo do evento é fomentar o voleibol em Cuiabá e resgatar os tempos áureos do esporte na cidade, quando era praticado em quase todas as escolas estaduais e municipais.
Diversas equipes já estão confirmadas, entre elas:
Academia de Voleibol da UFMT, Escola Adventista do CPA, AFSports, AABB, FATO, Colégio Isaac Newton (CIN), Colégio Cema, Equipe Artemis Voleibol, Colégio Salesiano São Gonçalo e Vôlei Tancredo.
A Taça Cuiabá de Voleibol se destaca não apenas pela competitividade, mas também pelo seu caráter inclusivo e formador, proporcionando oportunidades a jovens talentos e incentivando o crescimento do esporte no estado.
O torneio é uma realização do Instituto Dignidade Humana (IDH), com apoio do vereador Eduardo Magalhães, da Prefeitura Municipal de Cuiabá, do Governo do Estado de Mato Grosso, da Federação Mato-grossense de Voleibol e da AFSports, garantindo credibilidade e excelência na organização.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Audiência pública debate fortalecimento da rede de saúde mental em Mato Grosso

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Foto: Helder Faria

Na tarde desta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu audiência pública para discutir a implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a efetivação da política antimanicomial no estado. O debate, requerido pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi realizado no Plenário Renê Barbour e fez alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

A data, dia 18 de maio, marca o movimento nacional em defesa do cuidado em liberdade para pessoas em sofrimento psíquico e reforça os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, instituída pela Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado.

Carlos Avallone afirmou que o principal desafio é estruturar a rede de atendimento para garantir que a política antimanicomial funcione de forma efetiva no estado. “Quanto mais a gente melhorar essa atenção, melhor vai funcionar. Não adianta acabar com os hospitais psiquiátricos sem que a rede consiga absorver essas pessoas dentro do sistema necessário”, destacou.

Segundo o parlamentar, a audiência também teve como objetivo discutir gargalos e encaminhamentos para fortalecer a política de saúde mental em Mato Grosso. Entre os pontos debatidos estão a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a qualificação das equipes e a integração da rede para garantir atendimento adequado dos pacientes de saúde mental em qualquer lugar em que ele esteja. “Nós temos recursos para a saúde mental, ainda que não seja muito. O que está faltando é organização para gastar esses recursos”, apontou.

O presidente do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso, Gabriel Figueiredo, explicou que a Reforma Psiquiátrica mudou o modelo de cuidado em saúde mental no Brasil. “A Lei Paulo Delgado trouxe diretrizes para o cuidado em liberdade e no território. A partir dela, o Brasil passou a enxergar essas pessoas com dignidade e direitos, garantindo reinserção social e acesso à família e ao trabalho”, afirmou.

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Segundo Gabriel, a RAPS foi criada justamente para substituir o modelo manicomial tradicional por serviços territorializados, como CAPS, residências terapêuticas e unidades de acolhimento. Ele ressaltou, no entanto, que a atual capacidade da rede ainda é insuficiente para atender a demanda do estado. “Mato Grosso possui uma pluralidade de povos e territórios que precisam de atenção específica, como indígenas e quilombolas. Ainda temos insuficiência de serviços mesmo nos centros urbanos, principalmente CAPS e unidades de acolhimento”, disse.

O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirmou que o Ministério Público vem acompanhando a situação da saúde mental nos últimos anos e apontou avanços na ampliação do financiamento da rede. “Conseguimos um aporte de R$ 88 milhões em quatro anos para melhorar a contrapartida do [Governo do] Estado no financiamento dessas unidades”, explicou. Ele também destacou a necessidade de ampliar o número de profissionais especializados. “Não basta só ter a estrutura física. Se não houver profissionais qualificados, principalmente psiquiatras, o serviço não consegue funcionar plenamente”, disse.

Já o presidente da Associação Mato-Grossense de Psiquiatria, Paulo Saldanha, afirmou que a psiquiatria historicamente apoia o cuidado humanizado em saúde mental, mas alertou para a dificuldade de contratação de profissionais devido à baixa remuneração oferecida na rede pública. Segundo ele, um recente processo seletivo em Cuiabá ofertou salário de R$ 5,9 mil para médicos psiquiatras com carga horária de 20 horas semanais, valor muito abaixo dos pisos nacionais da categoria.

“A grande maioria dos psiquiatras do Brasil foi formada e fez sua especialização no SUS. Por que não podemos trabalhar onde fomos formados? Por que não podemos contribuir para isso?”, questionou.

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Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), a enfermeira e Coordenadora de Organização das Redes de Atenção à Saúde (CORAS), Daniely Beatrice, participou da audiência e destacou que, embora a saúde mental seja tratada de forma transversal integrando diferentes linhas de cuidado, a ausência de uma coordenação estadual exclusiva e a limitação da equipe técnica representam grandes desafios estruturais.

Beatrice explicou que o estado possui atualmente 55 centros de atenção psicossocial (CAPS), mas necessita de mais 30 para atingir a meta populacional, um cenário complexo devido ao grande número de municípios com menos de 15 mil habitantes. Segundo ela, para preencher essa lacuna, a gestão investe na qualificação da Atenção Primária, tendo já capacitado 80 profissionais para o manejo de transtornos mentais baseado nas diretrizes da OMS.

A coordenadora sinalizou que a principal meta técnica para este ano é a implantação de leitos específicos de saúde mental em Hospitais Gerais e Regionais, desmistificando o atendimento de crise e consolidando os princípios da luta antimanicomial por meio do acesso qualificado em toda a rede. Ela ainda garantiu que levaria as demandas apresentadas para o poder executivo, garantindo que há orçamento e vontade para viabilizar ações.

Durante a audiência, representantes de órgãos públicos, entidades de saúde e movimentos sociais também discutiram estratégias para fortalecer a RAPS, ampliar o atendimento em saúde mental e garantir a reinserção social das pessoas em sofrimento psíquico no estado. Carlos Avallone também é presidente da Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O organismo realiza reuniões para tratar das demandas desse setor.

Fonte: ALMT – MT

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