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PRESTAÇÃO DE CONTAS

“Não há provas de irregularidade”, afirma relatora ao aprovar contas de Botelho e cancelar devolução de R$ 1,73 milhão

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TRE-MT reformou decisão de primeira instância e aprovou, por unanimidade, as contas da campanha de 2024 à Prefeitura de Cuiabá

A juíza Juliana Maria da Paixão Araújo afirmou que não havia provas suficientes para comprovar irregularidades na campanha do deputado estadual Eduardo Botelho à Prefeitura de Cuiabá nas eleições de 2024. Com isso, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) aprovou, por unanimidade, as contas da campanha e cancelou a devolução de R$ 1,73 milhão ao Tesouro Nacional.

A decisão foi publicada nesta segunda-feira (12) no Diário da Justiça Eletrônico e reformou a sentença da 55ª Zona Eleitoral de Cuiabá, que havia rejeitado as contas da chapa após apontar supostas irregularidades na prestação de contas.

Entre os questionamentos levantados pela Justiça Eleitoral estavam uma nota fiscal de R$ 500 referente à compra de gelo, que não teria sido registrada pela campanha, além de suspeitas envolvendo a distribuição de materiais gráficos pagos com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

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A defesa de Botelho alegou que não teve oportunidade de se manifestar sobre informações incluídas no parecer técnico final. Os advogados também sustentaram que todos os gastos com materiais impressos estavam devidamente comprovados por notas fiscais e pagamentos regulares.

Ao analisar o caso, a relatora rejeitou a alegação de cerceamento de defesa e afirmou que os apontamentos já constavam nos relatórios anteriores, permitindo manifestação da defesa durante o processo.

Sobre a nota fiscal relacionada à compra de gelo, a magistrada destacou que, apesar de a emissão do documento normalmente indicar a realização da despesa, havia elementos suficientes para afastar a irregularidade. Segundo ela, a campanha já possuía fornecedor contratado para esse tipo de serviço, além de considerar improvável uma contratação isolada de empresa localizada em Várzea Grande.

Em relação aos materiais gráficos, o TRE-MT entendeu que não existiam provas de fraude. O setor técnico da Justiça Eleitoral havia questionado a produção de mais de 25 milhões de impressos, entre santinhos, panfletos e adesivos, alegando incompatibilidade com o número de pessoas oficialmente registradas para trabalhar na campanha.

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No entanto, a relatora afirmou que não é possível presumir irregularidade apenas com base nesse cálculo. Conforme a decisão, a campanha comprovou a participação de coordenadores, motoristas, adesivadores, voluntários, apoiadores e equipes ligadas a candidatos aliados na distribuição dos materiais.

A magistrada também ressaltou que todas as notas fiscais e pagamentos apresentados pela campanha eram válidos e que não havia comprovação de que os materiais não tenham sido produzidos ou distribuídos.

Com a decisão unânime do plenário do TRE-MT, as contas da campanha foram aprovadas integralmente e a determinação de devolução dos recursos ao Tesouro Nacional foi anulada.

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Deputado propõe medidas para proteger idosos de fraudes eletrônicas em Mato Grosso

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O deputado estadual Alex Sandro (Republicanos), apresentou na sessão ordinária desta quarta-feira (13), o Projeto de Lei nº 585/2026, que estabelece diretrizes para ações de prevenção, conscientização, acolhimento e orientação voltadas ao combate de fraudes eletrônicas e golpes financeiros praticados contra pessoas idosas no estado.

A proposta, segundo o parlamentar, surge diante do crescimento dos crimes virtuais envolvendo transferências bancárias, falsas centrais de atendimento, clonagem de aplicativos de mensagens e golpes aplicados por meio de inteligência artificial. Segundo o texto, a população idosa está entre as mais vulneráveis aos ataques digitais devido ao avanço acelerado da tecnologia e à ampliação dos serviços financeiros online.

“A ampla divulgação sobre o assunto vai ajudar pessoas que foram vítimas de golpes, sobre o que elas devem fazer, quem ela deve procurar para que medidas cabíveis sejam tomadas. Essa medida vai auxiliar principalmente nossos amigos da melhor idade, pessoas mais velhas, que por ter uma cera dificuldade com o uso da tecnologia, geralmente acabam sendo alvos fáceis dos criminosos digitais. E podemos colaborar com essas pessoas, mostrando a elas como se defender, como buscar proteção e como requerer ajuda quando são vítimas de um golpe”, discursou o parlamentar na tribuna.

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Entre as principais diretrizes do projeto estão a promoção da educação digital e financeira para idosos, campanhas educativas sobre segurança online, divulgação de canais oficiais de denúncia e ações preventivas relacionadas a golpes virtuais e fraudes bancárias.

O parlamentar destaca ainda que os golpes digitais têm causado prejuízos financeiros e impactos emocionais significativos às vítimas, tornando necessária a ampliação de políticas públicas de prevenção e proteção patrimonial para a terceira idade.

Caso aprovada, a lei permitirá ainda a criação de mecanismos de acolhimento e orientação às vítimas idosas de fraudes eletrônicas, oferecendo suporte para bloqueio de contas, registro de ocorrência, encaminhamento aos órgãos competentes e informações sobre medidas administrativas e judiciais cabíveis.

O projeto foi aprovado em primeira votação e seue tramitação.

Fonte: ALMT – MT

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