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CAMPUS DE CUIABÁ

MP cobra providências da UFMT após alunos criarem lista de calouras “estupráveis”

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Promotoria deu prazo de cinco dias para universidade, DCE e Centro Acadêmico apresentarem documentos e medidas adotadas

A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher de Cuiabá, determinou que a Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso informe, no prazo de cinco dias, quais medidas administrativas foram adotadas após a denúncia envolvendo uma lista que classificava alunas ingressantes como “estupráveis”.

A medida foi oficializada por meio da portaria nº 007/2026, que instaurou procedimento para apurar a autoria e o conteúdo das mensagens trocadas entre estudantes da instituição.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também estabeleceu prazo de cinco dias para que o Centro Acadêmico de Direito (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) encaminhem prints, arquivos e demais documentos que comprovem a circulação das mensagens.

A investigação concentra esforços para identificar os alunos envolvidos na elaboração da lista, que teria como alvo calouras do campus de Cuiabá. O órgão também solicitou informações sobre o andamento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto pela universidade e a identificação dos suspeitos.

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ALUNO SUSPENSO

A direção da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso anunciou nesta terça-feira (6) a suspensão liminar de um estudante investigado por participação na criação e divulgação da lista.

Segundo nota oficial da instituição, a denúncia chegou à Coordenação de Pós-Graduação por meio de registros de conversas privadas no WhatsApp. Após tomar conhecimento do conteúdo, a faculdade instaurou procedimento administrativo para apurar os fatos e eventuais responsabilidades disciplinares.

A universidade informou ainda que o processo será conduzido sob sigilo, conforme prevê a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

O caso ganhou repercussão após entidades estudantis divulgarem notas de repúdio denunciando a objetificação de mulheres e a apologia à violência sexual em grupos de mensagens. A UFMT afirmou que repudia qualquer violação de direitos humanos e reforçou que as investigações internas seguem em andamento.

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Tribunal de Justiça de MT

Inscrições abertas: webinário discute julgamento com perspectiva de gênero e direitos das mulheres

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O webinário “Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero: Direitos das Mulheres são Direitos Humanos” está com as inscrições abertas. A atividade será realizada de forma virtual, em 13 de maio, das 8h às 11h (horário de Cuiabá) e das 9h às 12h (horário de Brasília), pela plataforma Microsoft Teams. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 12 de maio (Inscreva-se aqui).

Voltada à formação continuada de magistrados, assessores, servidores do Poder Judiciário e operadores do Direito, a capacitação tem carga horária de três horas-aula, com certificação aos participantes.

O evento tem como objetivo fomentar o debate qualificado sobre o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, instituído pela Resolução CNJ nº 492/2023, destacando a importância da incorporação dessa abordagem na atividade jurisdicional como instrumento de promoção da igualdade material e de proteção dos direitos humanos das mulheres.

Ele será conduzido em formato expositivo-dialogado, com apresentação dos fundamentos normativos, teóricos e práticos que orientam o julgamento com perspectiva de gênero, além de espaço para perguntas e debates. A iniciativa busca contribuir para decisões judiciais mais sensíveis às desigualdades estruturais e comprometidas com a dignidade da pessoa humana e o acesso efetivo à Justiça.

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O evento é realizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso em parceria com o Comitê de Equidade de Gênero entre Homens e Mulheres.

Palestrante

A palestra será ministrada pela desembargadora Adriana Ramos de Mello, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, e contará com abertura da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, presidente do Comitê de Equidade de Gênero entre Homens e Mulheres do Poder Judiciário de Mato Grosso no biênio 2025/2026.

A desembargadora Adriana Ramos de Mello é doutora em Direito Público e Filosofia Jurídico-Política pela Universidade Autônoma de Barcelona. Atua como presidente do Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EMERJ, coordena a pós-graduação lato sensu em Gênero e Direito da mesma instituição e lidera o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero, Direitos Humanos e Acesso à Justiça da ENFAM. Também é coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJRJ.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

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Autor: Keila Maressa

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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