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JUSTIÇA ELEITORAL E TECNOLOGIA

Presidente do TRE-MT anuncia Pardal com IA para identificar irregularidades e combater fake news nas eleições

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Sistema começa a funcionar em 16 de agosto e promete orientar eleitores na elaboração de denúncias e agilizar a análise de irregularidades eleitorais

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, afirmou nesta quinta-feira (13) que a Justiça Eleitoral está preparada para enfrentar a disseminação de informações falsas, manipuladas ou retiradas de contexto durante as eleições de 2026. A declaração ocorreu durante o lançamento da nova versão do sistema Pardal, que passa a contar com ferramentas de inteligência artificial (IA).

Segundo a desembargadora, a tecnologia será utilizada para analisar e categorizar o conteúdo das denúncias apresentadas pelos eleitores, além de orientar o cidadão sobre como registrar uma possível irregularidade e quais provas deverão ser apresentadas.

“É como se fosse um grande fiscal para dizer: ‘Isso é ou não é’ e como que os juízes vão estar se comportando com relação a isso. A gente está preparado. A nossa inteligência artificial é muito melhor do que as outras”, afirmou.

Serly explicou que o sistema poderá identificar a natureza da denúncia e indicar ao eleitor quais documentos são necessários para comprovar a possível irregularidade.

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“A diferença é que nós estamos utilizando a inteligência artificial para trabalhar o conteúdo da denúncia. Então, às vezes o eleitor não sabe fazer o conteúdo. ‘Será que isso aqui é uma denúncia? Será que isso é certo?’ A inteligência sugere: ‘Isso que você está falando trata-se de conduta vedada. Então, você tem que ter os seguintes documentos’. Você vai ter que trazer fotos, você vai ter que trazer vídeo”, explicou.

De acordo com a presidente do TRE-MT, a ferramenta também deverá facilitar o trabalho dos analistas do Tribunal, já que muitas denúncias chegavam sem informações suficientes para que os responsáveis pudessem compreender exatamente o que estava sendo relatado.

“Ela vai sugerir para o eleitor como que vai ser feita a sua denúncia, para que isso já seja tratado de forma mais rápida. Porque tinha muitas denúncias que chegavam para a gente e, vai lá para a ouvidoria, você não tinha nem como entender o que era que o eleitor estava falando. Agora, não, tem uma sugestão”, disse.

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Além do novo recurso incorporado ao Pardal, Serly afirmou que o TRE-MT utiliza outras ferramentas de inteligência artificial para monitorar condutas durante o processo eleitoral. Segundo ela, o Tribunal mantém uma cooperação com o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás e uma universidade do estado para desenvolver essas soluções.

“Nós temos o melhor programa do mundo. Melhor do que todas essas novidades que tem aí. E a gente tem como verificar as condutas, os comportamentos de tudo que está sendo trabalhado. E a gente tem como verificar e trazer as evidências para o juiz”, declarou.

A nova versão do Pardal também recebeu alterações no layout e estará disponível a partir de 16 de agosto, data de início da propaganda eleitoral.

A plataforma permite que eleitores encaminhem denúncias diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais, responsáveis pela fiscalização da propaganda eleitoral. Com a atualização, a expectativa é tornar mais rápida a triagem das denúncias e o encaminhamento dos casos aos órgãos responsáveis.

A iniciativa busca ampliar a participação da população na fiscalização das regras eleitorais e facilitar a identificação de possíveis irregularidades durante as eleições de 2026.

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Política MT

Medeiros questiona data da Operação Heritage: “É muita coincidência para ser só coincidência”

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Parlamentar afirma que operação ocorreu no mesmo dia do registro das candidaturas e diz que ações durante a campanha podem afetar coligações

O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) questionou o momento escolhido para a deflagração da Operação Heritage, realizada na mesma data em que os candidatos formalizaram o registro de suas chapas na Justiça Eleitoral.

Embora Mauro Mendes (União) seja seu adversário direto na disputa pelo Senado, Medeiros afirmou que a proximidade entre a operação e o registro das candidaturas levanta dúvidas sobre o momento escolhido para a ação policial.

“Em que pese ser meu adversário, é uma operação no dia do registro das candidaturas. É muita coincidência para ser só coincidência”, declarou.

Na avaliação do candidato, ações policiais deflagradas durante o período eleitoral podem gerar impactos que vão além da esfera individual dos investigados. Segundo Medeiros, os efeitos podem atingir toda a coligação, além dos partidos e demais candidatos aliados.

O parlamentar argumentou que uma operação realizada durante a campanha pode interferir diretamente no cenário eleitoral, especialmente quando envolve nomes que ocupam posições de destaque nas chapas e grupos políticos.

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Diante disso, Medeiros defendeu que seja estabelecido um limite temporal para a realização de determinadas intervenções policiais durante o período eleitoral. Para ele, a definição de regras mais claras poderia garantir maior previsibilidade e segurança jurídica aos candidatos e partidos.

A Operação Heritage atingiu aliados do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), entre eles Mauro Mendes, Fábio Garcia (União) e Mauro Carvalho. Os desdobramentos da investigação também provocaram mudanças na composição da chapa governista para as eleições deste ano.

Mesmo sendo adversário político de Mendes, Medeiros afirmou que a questão levantada por ele está relacionada ao momento da operação e aos possíveis reflexos eleitorais, e não a uma defesa dos investigados ou a uma contestação do trabalho das autoridades responsáveis pela investigação.

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