Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CUIABÁ
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política MT

No STF, Diego Guimarães defende pacto entre MT e Pará para garantir atendimento às famílias da região de fronteira

Publicado em

O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) participou, nesta quarta-feira (10), em Brasília (DF), da audiência de conciliação promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir os impactos da definição dos limites territoriais entre Mato Grosso e Pará.

Representando o Norte de Mato Grosso, uma das regiões diretamente afetadas pela disputa, Diego Guimarães defendeu que o debate avance além da questão territorial e tenha como foco principal a população que vive na faixa de fronteira e depende dos serviços públicos prestados por municípios mato-grossenses.

Ao avaliar o encontro, o deputado classificou a audiência como produtiva e destacou a disposição das partes em buscar uma solução consensual para o impasse.

“A audiência foi muito positiva. A iniciativa de buscar uma conciliação demonstra disposição para encontrar uma solução para esse impasse. O que eu percebi é que o Pará está muito focado na questão territorial, na discussão sobre a terra. Mato Grosso sustenta que essa área pertence ao nosso estado, mas essa é uma questão que pode ser resolvida por estudos técnicos e perícias. Nossa principal preocupação são as pessoas que vivem naquela região”, afirmou.

Pacto federativo – Durante a audiência, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) apresentou a proposta de construção de um pacto federativo entre Mato Grosso e Pará. A iniciativa prevê um acordo de cooperação entre os estados para garantir segurança jurídica aos gestores públicos e permitir a continuidade dos serviços prestados às comunidades localizadas na área em disputa.

“A minha proposta é justamente construir um pacto, um acordo de colaboração entre os estados. Um instrumento que dê segurança jurídica e legalidade para que os prefeitos da região e o próprio Estado de Mato Grosso possam continuar atendendo essa população que, na prática, já depende dos serviços públicos mato-grossenses”, defendeu Pivetta.

O governador também propôs a criação de mecanismos para mensurar os atendimentos realizados e viabilizar o ressarcimento dos custos por parte do Estado do Pará.

Leia Também:  Audiência pública debate desafios da agricultura familiar e do acesso à água em Alta Floresta

“A partir desse acordo, seria possível mensurar e precificar os atendimentos realizados, garantindo que o Estado do Pará faça o devido ressarcimento a Mato Grosso pelos serviços prestados. Assim, quem mora na região continua sendo atendido, os gestores públicos têm respaldo legal para agir e os custos não ficam concentrados apenas sobre os cofres de Mato Grosso”, acrescentou.

Prioridade – Diego Guimarães manifestou apoio à proposta e destacou que ela atende uma demanda histórica dos municípios da região Norte do estado, que há décadas prestam assistência a moradores localizados na faixa de divisa.

“Estamos falando de brasileiros e brasileiras que enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos, como saúde, educação e infraestrutura. Hoje, muitos municípios mato-grossenses acabam absorvendo essa demanda, especialmente nas áreas de saúde e educação. Precisamos construir uma solução que permita a continuidade desses serviços sem prejudicar a população”, destacou.

Segundo o parlamentar, um dos principais desafios enfrentados pelos municípios é a falta de segurança jurídica para realizar investimentos e executar obras de infraestrutura em localidades que, oficialmente, pertencem ao Pará, embora dependam da estrutura pública de Mato Grosso.

“Defendemos um acordo que permita a Mato Grosso continuar atendendo essas comunidades, inclusive na área de infraestrutura, com respaldo legal para os gestores e compensação financeira por parte do Pará pelos serviços prestados. O mais importante é que nenhuma família fique desassistida”, acrescentou.

Natural de Guarantã do Norte e deputado estadual mais votado do município nas últimas eleições, Diego Guimarães tem acompanhado de perto as discussões sobre a disputa territorial e defende que qualquer solução construída preserve o atendimento à população e ofereça segurança jurídica aos municípios que hoje assumem grande parte dessa demanda.

O entendimento também foi compartilhado pelos prefeitos e parlamentares que acompanharam a audiência. Prefeito de Matupá, Bruno Mena, ressaltou que a principal preocupação dos gestores públicos é garantir o atendimento à população e assegurar condições legais para a continuidade dos serviços prestados às comunidades da faixa de divisa.

Leia Também:  Abilio cobra conclusão do BRT antes de Cuiabá sediar Copa Feminina de futebol

Já o prefeito de Paranaíta, Osmar Moreira, destacou que a realidade enfrentada por seu município se repete em diversas cidades do Norte de Mato Grosso, como Alta Floresta, Novo Mundo, Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte.

Segundo ele, cerca de duas mil pessoas residentes em uma área localizada no Pará dependem diretamente dos serviços oferecidos por municípios mato-grossenses.

“Estamos falando de atendimento em saúde, segurança, educação e diversos outros serviços públicos. Essas pessoas pertencem administrativamente ao Pará, mas, na prática, vivem integradas a Mato Grosso porque os serviços públicos paraenses não conseguem chegar até elas”, afirmou.

Durante a audiência, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) também chamou atenção para os impactos sociais e jurídicos da situação. A parlamentar relatou preocupações envolvendo a regularização fundiária, casos de bitributação enfrentados por produtores rurais e a vulnerabilidade de mulheres e crianças que vivem na região, além das dificuldades relacionadas à atuação das forças de segurança e dos órgãos de perícia.

Janaina também defendeu a realização de uma audiência na própria região afetada pela disputa, para que moradores, produtores e lideranças locais possam apresentar diretamente às autoridades a realidade enfrentada pelas comunidades da faixa de divisa.

As manifestações dos prefeitos e parlamentares reforçaram o posicionamento defendido por Diego Guimarães e pela comitiva mato-grossense durante a audiência: a prioridade deve ser garantir atendimento à população, segurança jurídica aos gestores e uma solução definitiva para as famílias que vivem na região de fronteira.

Além do governador Otaviano Pivetta e do deputado estadual Diego Guimarães, participaram da audiência o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Pode), os deputados estaduais Janaina Riva e Ondanir Bortolini, o Nininho (Republicanos), além dos senadores Wellington Fagundes (PL), Jayme Campos (União) e Carlos Fávaro (PSD).

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Política MT

“São mais de 12 mil brasileiros que precisam de atendimento”, diz Fávaro em debate sobre divisa entre MT e PA

Published

on

Senador defendeu segurança jurídica para gestores e atendimento digno às famílias que vivem na região em disputa territorial

O senador Carlos Fávaro defendeu a garantia de serviços públicos e segurança jurídica para os moradores da região de divisa entre Mato Grosso e Pará durante audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (10) no Supremo Tribunal Federal.

O encontro foi conduzido pelo ministro Flávio Dino e reuniu representantes dos dois estados na tentativa de construir uma solução consensual para o impasse territorial que envolve milhares de famílias residentes na área em disputa.

Durante sua manifestação, Fávaro destacou que a discussão vai além da definição dos limites geográficos e envolve diretamente a qualidade de vida da população que depende de serviços públicos básicos.

“São mais de 12 mil brasileiros que precisam de serviços de saúde, de educação, de transporte, de segurança pública e, principalmente, de segurança jurídica”, afirmou o senador.

Segundo ele, a indefinição territorial tem provocado reflexos tanto para os moradores quanto para os gestores municipais, que enfrentam dificuldades para garantir o atendimento à população sem o respaldo jurídico necessário.

Leia Também:  Neto Gouveia, possível candidato a vice-prefeito de Francis Maris em Cáceres, se filiou ao PL fora do prazo permitido pela Justiça

“O nosso posicionamento foi em defesa das pessoas e da segurança jurídica que os nossos gestores, os nossos prefeitos, precisam para prestar o serviço público a essa população. Não podem ficar à mercê de ações de improbidade por estarem trabalhando em prol da população daquela região”, declarou.

O parlamentar ressaltou ainda que muitos moradores da área contestada utilizam serviços oferecidos por municípios mato-grossenses devido à proximidade geográfica e à estrutura disponível. Segundo ele, essa realidade exige uma solução que garanta segurança administrativa e permita a continuidade dos atendimentos.

Fávaro também defendeu que o conflito seja resolvido por meio do diálogo entre os estados, evitando disputas políticas e priorizando os interesses da população afetada.

“Tenho certeza de que uma conciliação será o melhor caminho. E tenho certeza também de que as partes entenderam a necessidade deste acordo”, afirmou.

A audiência faz parte das tratativas conduzidas pelo STF para buscar um entendimento sobre a área de divisa entre Mato Grosso e Pará, questão que envolve impactos territoriais, administrativos e econômicos para ambos os estados.

Leia Também:  Audiência pública debate desafios da agricultura familiar e do acesso à água em Alta Floresta
Veja o vídeo
COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA