ELEIÇÕES 2024
Kennedy propõem a criação do Instituto do Centro Histórico para revitalizar área centenária de Cuiabá
Com o objetivo de revitalizar e ao mesmo tempo modernizar o Centro Histórico de Cuiabá, o candidato a prefeito da Capital, Domingos Kennedy (MDB) propõem a criação de um instituto para cuidar do local.
Formado por uma equipe multidisciplinar, o Instituto do Centro Histórico proposto por Kennedy irá abrangem diversas áreas que irão trazer avanços para o Centro de Cuiabá, indo desde a área econômica, cultural, saúde e social.
“Há quanto tempo nós estamos debatendo sobre o Centro Histórico de Cuiabá? Isso não é de hoje, isso vem de muitas gestões anteriores. Por isso que nós vamos criar o Instituto do Centro Histórico para tratarmos disso, porque se deixarmos em aberto com diversas secretarias nós ficamos sem foco, e nós precisamos de foco 24h (…). No Instituto teremos uma equipe moderna que conhece a nossa história, trazendo os atores como a CDL, a UFMT e pessoas técnicas para ajudar na infraestrutura por exemplo”, disse o candidato.
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Kennedy explica que o debate sobre o Centro Histórico abrange diversos segmentos que estão em seu plano de governo. O primeiro deles é a parte social, afinal, o local concentra um grande número de pessoas em situação de rua e dependentes químicos. O emedebista acredita que esta questão social vai muito além da discussão de segurança pública e que a responsabilidade deve ser tripartite.
De acordo com dados da secretaria de assistência social de Cuiabá, atualmente há 430 pessoas em situação de rua na Capital. Com o objetivo de ajudar essa população, que muitas vezes sofre com os vícios em substâncias químicas, Kennedy acredita que o essencial é trabalhar junto de uma equipe multidisciplinar para entender todo o contexto social de cada pessoa que está sofrendo com aquela situação de estar na rua e ser dependente química. Esta equipe, que será montada durante sua gestão, irá estudar caso a caso e buscará de todas as formas encontrar a família da pessoa, para assim buscar um tratamento adequado para que ela possa se livrar dos vícios.
Além de realizar o trabalho junto da equipe de assistência social do município, o plano de governo de Kennedy ainda tem a proposta de criar uma equipe hospitalar especializada para atender esta população. Ele lembra que não é permitido por lei a internação compulsória de dependentes químicos e que, desta forma, a equipe multidisciplinar irá tratar a questão com conscientização, tentando convencer a pessoa a buscar ajuda para se livrar do vício.
Já na segurança pública, Kennedy garante que irá buscar parcerias com a força policial comandada pelo estado de Mato Grosso para tentar combater o tráfico de drogas em pontos críticos de Cuiabá.
Economia
Outro ponto ressaltado por Kennedy é a questão da economia e a maneira de fomentar a chegada de comerciantes que desejam se instalar no Centro Histórico. A proposta é realizar uma parceria com o Governo de Mato Grosso para fornecer incentivos fiscais aos comerciantes que se instalarem no local.
“Podemos criar uma zona tecnológica no Centro, trazendo empresas de criação de software e até comerciantes locais. Para isso podemos oferecer incentivos fiscais em parceria com o Estado de Mato Grosso. Isso fomenta que uma empresa ou comércio se instale no local, podendo reformar um prédio, fazer melhorias por ali”, garante Kennedy.
Com a chegada desses comerciantes, a Prefeitura de Cuiabá também estuda a reforma dos locais públicos. Tudo isso podendo ser gerido pelo Instituto do Centro Histórico, trazendo segurança, avançando na economia e valorizando a cultura local.
Política MT
CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro
Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.
A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.
O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.
Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.
Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.
A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.
Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.
Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.
Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.
Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.
Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.
A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.
Fonte: ALMT – MT
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