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Política MT

CPI da Saúde ouve procurador-geral e empresária investigada por contratos da pandemia

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu, nesta quarta-feira (8), o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, e a médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves Grassani Silva, investigada por contratos firmados com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) durante a pandemia da Covid-19. Enquanto o procurador respondeu aos questionamentos da relatoria da comissão, a empresária exerceu o direito constitucional ao silêncio em relação às perguntas realizadas pela relatoria da comissão.

Durante o depoimento, Francisco de Assis afirmou que a PGE exerce o controle prévio de legalidade dos processos administrativos, mas não tem competência para fiscalizar a execução dos contratos firmados pela administração pública. Segundo ele, cabe à PGE emitir pareceres jurídicos antes da formalização das contratações, enquanto a fiscalização posterior compete aos órgãos de controle interno e externo. Questionado sobre informações apresentadas pela comissão relativas a pagamentos realizados sem cobertura contratual, afirmou desconhecer os dados.

Na sequência, a comissão ouviu a médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves Grassani Silva. Convocada na condição de investigada, ela compareceu acompanhada por advogado e optou por exercer o direito ao silêncio, garantia assegurada pela Constituição Federal.

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Ao avaliar os depoimentos, a relatoria da CPI da Saúde informou que a equipe técnica fará o cruzamento das informações prestadas durante as oitivas com a documentação reunida ao longo da investigação, subsidiando a elaboração do relatório final da comissão.

A relatoria também informou que irá aprofundar a apuração sobre uma tentativa de ataque cibernético aos sistemas da Secretaria de Estado de Saúde, mencionada durante o depoimento do procurador-geral. Conforme informado à comissão, o caso foi comunicado às autoridades competentes e a CPI aguarda informações da Polícia Federal para dar continuidade às investigações.

Investigação – A convocação da médica e empresária Virgínia Scaff está relacionada aos contratos firmados entre a empresa V. Scaff Gonçalves & Cia Ltda., conhecida como Clínica Rostey, e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) para a disponibilização de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto no Hospital Regional de Cáceres durante a pandemia da Covid-19.

Os contratos, superiores a R$ 4,2 milhões, são investigados por suspeitas de irregularidades. Conforme apurado pela CPI, a empresa, registrada como clínica de dermatologia e estética, não possuía experiência comprovada na gestão de UTIs. Relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) também apontam indícios de fraude na dispensa de licitação.

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Ao encerrar a reunião, a relatoria da CPI da Saúde informou que o Plenário da Assembleia Legislativa aprovou a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 180 dias. Também foi aprovada a convocação do médico Luiz Wagner Silveira Golembiowski para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados.

Fonte: ALMT – MT

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Presidente da ALMT garante prioridade para votação de intervenção no DAE de Várzea Grande

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Presidente da Assembleia afirma que decreto será analisado assim que chegar ao Legislativo e defende continuidade das sessões durante o período eleitoral

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou na terça-feira (8) que o decreto de intervenção no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG) terá tramitação prioritária assim que for encaminhado ao Parlamento. A medida foi proposta diante da crise no abastecimento de água e da situação financeira da autarquia.

Segundo Russi, mesmo com as restrições impostas pelo calendário eleitoral, a Assembleia manterá o funcionamento normal das sessões para garantir a apreciação de matérias consideradas urgentes, entre elas o decreto de intervenção.

“Tem uma série de restrições eleitorais que impedem a votação de alguns projetos, mas vamos realizar as sessões normalmente. Estamos aguardando a chegada do decreto de intervenção no DAE para colocá-lo em votação”, afirmou.

A proposta de intervenção foi defendida pelo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Antonio Joaquim, relator do processo que apontou graves irregularidades na gestão da autarquia. No início deste mês, ele acionou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e comunicou o Governo do Estado, recomendando a retirada da autonomia da Prefeitura de Várzea Grande sobre o serviço de saneamento básico.

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A representação do TCE tem como base o Acórdão nº 617/2025, que rejeitou as contas do DAE em razão do colapso administrativo e financeiro da autarquia. O relatório aponta uma dívida de R$ 172,2 milhões com a Energisa, a omissão de R$ 143,9 milhões em precatórios no balanço oficial e R$ 158,8 milhões em contas de água e esgoto vencidas que deixaram de ser inscritas na dívida ativa, comprometendo a arrecadação e os investimentos na ampliação e manutenção da rede de abastecimento em Várzea Grande.

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