Política MT
ALMT instala Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso instalou, nesta quarta-feira (5), a Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas. Coordenada pelo deputado estadual Dr. Eugênio (PSB), que requereu a sua criação, a frente conta ainda com a participação de mais 18 deputados.
Segundo Dr. Eugênio, o objetivo da frente é acompanhar os povos indígenas no estado, avaliando as condições ambientais, de saúde, segurança alimentar, cidadania, habitação e saneamento garantidos na Constituição Federal de 1988 e Constituição Estadual de 1989 – em específico o Art. 261 -, bem como aprimorar a legislação e as políticas públicas decorrentes.
Entre as ações que serão realizadas pela frente constam a promoção de debates, simpósios, seminários e outros eventos, com a finalidade de contribuir para o aperfeiçoamento da política indigenista e de temas de interesse dos povos indígenas; o apoio aos órgãos e instituições governamentais no desenvolvimento da política indigenista, inclusive em relação a questões orçamentárias; e a realização de intercâmbio com parlamentos de outros estados, visando o aprendizado e aperfeiçoamento recíproco das respectivas políticas indigenistas.
“A frente é imprescindível para acompanhar a política nacional em defesa dos direitos indígenas. Dos mais de 240 povos indígenas existentes no Brasil, 43 estão em Mato Grosso. São mais de 42 mil originários em nosso Estado”, frisou o coordenador.
O deputado Gilberto Cattani (PL) salientou a importância de assegurar aos indígenas os mesmos direitos que os demais cidadãos e que possam viver da maneira como desejarem.
“Nós temos aqui no estado de Mato Grosso exemplos de produtores rurais indígenas que produzem e produzem muito. Mas eles não podem na sua terra plantar nem uma semente transgênica. Sabe por quê? Porque são indígenas.
Só por isso. O branco, depois que ele abriu toda a sua terra, que já produziu muito e tem já sua vida consolidada, ainda pode arrendar a sua fazenda e viver bem. O indígena não pode”, declarou.
O deputado afirmou ainda que a decisão de povos indígenas de se dedicarem à produção agrícola não implica na perda de suas culturas. “Nós não podemos mais admitir ou proibir o indígena de fazer o que ele bem entender. Se porventura ele quiser viver do extrativismo e da maneira peculiar que viveram os seus antepassados é uma vontade dele, mas se ele quiser produzir, ele tem que ter o direito de fazer isso”, defendeu.
O deputado Xuxu Dal’Molin (União) citou a proibição de praticar manejo florestal sustentável em suas terras como uma das diversas dificuldades enfrentadas pelos indígenas e salientou a importância da criação da frente parlamentar para a discussão das demandas dos povos mato-grossenses.
Constituição Estadual – O deputado Wilson Santos (PSD) informou que irá apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com o objetivo de garantir o direito dos povos indígenas de desenvolverem em suas terras as mesmas culturas praticadas por brancos, mulatos e pardos.
“A ideia é promover uma mudança na Constituição do estado e uma provocação também ao Senado da República. Se os índios têm por constituição a autodeterminação, têm direito de definir o que querem, o caminho que querem seguir, nós precisamos garantir na lei também que eles tenham o direito de desenvolver em suas terras as mesmas produções
que o homem branco tem direito, que o mulato, que o pardo tem direito. Se aqui fora pode produzir soja, por que não pode produzir também nas reservas indígenas?”, questionou.
A Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas tem como membros os deputados Dr. Eugênio (PSB), Alex Sandro (Republicanos), Carlos Avallone (PSDB), Damiani da TV (PSDB), Elizeu Nascimento (PL), Faissal (Cidadania), Gilberto Cattani (PL), Dr. João (MDB), Júlio Campos DEM), Juca do Guaraná Filho (MDB), Lúdio Cabral (PT), Max Russi (PSB), Nininho (PSD), Paulo Araújo (PP), Sebastião Rezende (União), Thiago Silva (MDB), Valdir Barranco (PT), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos (PSD).
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Moretti afirma que não disputará Governo e critica falta de diálogo do PL
Prefeita de Várzea Grande diz que não pretende deixar o PL, mas reclama de falta de espaço nas decisões partidárias e sinaliza distância da campanha de Wellington Fagundes
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que não será candidata ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026 e evitou comentar decisões relacionadas à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás.
Durante entrevista, Flávia deixou claro que não pretende interferir nas escolhas envolvendo a disputa majoritária e disse que prefere aguardar a definição das chapas e a homologação das candidaturas antes de se posicionar sobre o cenário eleitoral.
“Eu não sou candidata a governo, é o Wellington. Quem tem que achar é o partido e o candidato”, declarou.
A prefeita também revelou insatisfação com a condução política do PL em Mato Grosso. Segundo ela, faltou diálogo com sua administração e com sua liderança política em Várzea Grande.
“Faltou diálogo do PL, faltou respeito à Flávia Moretti. E isso me deixou muito decepcionada com o PL Mato Grosso”, afirmou.
Apesar do descontentamento, Flávia disse que não cogita, neste momento, deixar o partido. A prefeita, no entanto, reclamou de estar sendo deixada de fora de decisões que considera importantes para o grupo político.
“Eu não pretendo sair do PL. Não pretendo. Mas estou decepcionada com a falta de diálogo comigo”, declarou.
A prefeita também questionou o espaço que sua atuação política em Várzea Grande ocupa dentro das estratégias estaduais da legenda. Ela afirmou que vem construindo sua base política no município ao lado de vereadores aliados e integrantes de sua equipe de governo.
O distanciamento ficou ainda mais evidente quando Flávia foi questionada sobre a possibilidade de participar de atos de campanha ao lado de Wellington Fagundes caso ele avance em uma composição política que desagrade à prefeita.
A resposta foi direta: “Com quem está andando com Wellington, eu não subo no palanque”.
Flávia evitou, porém, antecipar qualquer consequência eleitoral para Wellington e disse que essa avaliação caberá aos próprios integrantes do PL.
O posicionamento ocorre em meio às articulações para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026. O cenário político em Mato Grosso ainda passa por negociações entre partidos e grupos que devem definir alianças e candidaturas ao longo do período eleitoral.
A declaração da prefeita também reforça o distanciamento que vem sendo observado entre ela e setores do PL estadual. Apesar das críticas, Flávia mantém a filiação à legenda e afirma que não pretende deixar o partido neste momento.
Veja vídeo
-
Polícia6 dias agoHomem sequestrado por falsos policiais é encontrado morto em Várzea Grande
-
Cuiabá6 dias agoSecretaria da Mulher amplia ações de proteção, saúde e autonomia para mulheres em Cuiabá
-
Polícia6 dias agoPM recupera Toro roubada após cerco com helicóptero no Contorno Leste; VEJA VÍDEO
-
Cidades6 dias agoLeonidy & Myckaell representam Cuiabá no Encontro in Concert, que reúne 15 vozes da música cristã
-
Cidades5 dias agoPescador encontra corpo de homem boiando no Rio Vermelho em Rondonópolis
-
Justiça7 dias agoProfessor de Direito da UFMT é preso por descumprir medidas cautelares e ameaçar testemunhas
-
Polícia6 dias agoPM prende dois homens com maconha e skunk durante abordagem em Cuiabá
-
Agronegócio7 dias agoFersul conecta agricultura familiar a novos mercados e tecnologia