ELEIÇÕES 2026
“A maioria dos prefeitos nos apoia inclusive do PL” diz Mauro Mendes; VEJA VÍDEO
Mauro afirma que ele e Otaviano Pivetta contam com apoio de prefeitos de diferentes partidos e diz que cenário ficará mais claro nos próximos dias
O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) afirmou, na noite desta quarta-feira (04), durante a convenção do Republicanos, que ele e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) têm o apoio da maioria dos prefeitos do Estado, inclusive de gestores filiados ao PL, partido que lançou o senador Wellington Fagundes como candidato ao Governo.
Segundo Mauro, o número de prefeitos que apoiarão a chapa governista deverá ser consolidado nos próximos dias, após a definição das alianças políticas.
“Até onde tenho conhecimento a maioria dos prefeitos me apoia, do PL também. Eu estou falando de todos os prefeitos e uma grande maioria também apoia Otaviano Pivetta, mas esses números vão se consolidar nos próximos dias. Não precisamos ter ansiedade. Nos próximos dias vamos ter uma radiografia e talvez um número expresso de maneira objetiva de quem apoia quem”, declarou.
Durante a convenção, o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), oficializado como candidato a vice-governador, afirmou que sua indicação foi respaldada por um abaixo-assinado de 122 prefeitos de Mato Grosso.
A declaração de Mauro ocorre em meio ao desgaste provocado pela aliança entre o PL e o MDB no Estado. A composição gerou reação de lideranças bolsonaristas que enfrentaram candidatos do MDB nas eleições municipais e agora resistem em apoiar o novo projeto político.
Diante da insatisfação, o PL liberou seus filiados para não pedir votos à candidatura de Janaina Riva (MDB) ao Senado e manter neutralidade na disputa pelo Governo, desde que não façam campanha contra Wellington Fagundes.
Mesmo antes da aliança, Wellington já enfrentava dificuldades para unificar o partido. O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), declarou apoio à reeleição de Otaviano Pivetta. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não subirá no mesmo palanque do MDB e levou sua insatisfação ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), também manifestou publicamente rejeição à composição com os emedebistas.
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Política MT
“O MDB tem três ministérios com Lula”, diz Prefeito ao criticar aliança do partido com o PL em MT
Prefeito de Cuiabá afirmou que legenda evita formalizar apoio nacional ao PT para não prejudicar candidatos que buscam o eleitorado de direita nos estados
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que o MDB adota uma estratégia política para manter espaço no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sem comprometer candidatos da legenda que disputam votos do eleitorado conservador nos estados. A declaração foi dada ao analisar as alianças para as eleições de outubro.
“O MDB tem três ministérios com o Lula. Tem tudo quanto é lugar. Mas por que o MDB não faz uma aliança nacional com o Lula diretamente? Porque existem alguns estados que têm candidatos que querem fazer de conta que são de direita, e esses estados se sentiriam prejudicados”, declarou.
Atualmente, o MDB ocupa três ministérios no governo federal: o Ministério do Planejamento e Orçamento, comandado por Simone Tebet, o Ministério dos Transportes, sob responsabilidade de Renan Filho, e o Ministério das Cidades, chefiado por Jader Barbalho.
Na avaliação de Abilio, a estratégia da legenda é preservar a liberdade para formar alianças regionais, enquanto amplia sua representação no Congresso Nacional, especialmente na Câmara dos Deputados.
Segundo o prefeito, esse modelo permite que candidatos do MDB se aliem a partidos de direita nos estados, mesmo com a legenda integrando a base do governo Lula. Em Mato Grosso, ele citou como exemplo a composição da candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) com o candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL).
Abilio também afirmou que outras siglas do Centrão adotam comportamento semelhante em determinadas regiões do país, mencionando PSD e Republicanos.
Ao comentar um eventual segundo turno da disputa presidencial, o prefeito afirmou que essas legendas tendem a se alinhar novamente ao presidente Lula.
“No segundo turno, é óbvio que vai para o Lula”, concluiu.
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