Polícia
PM prende casal por porte ilegal de arma de fogo após criança ser baleada
Policiais militares do 3º Comando Regional prenderam um casal por porte ilegal de arma de fogo, após uma menina de 10 anos ter sido baleada na perna, em uma residência em Sinop (a 500 km de Cuiabá). Mãe e padrasto da vítima apresentaram informações contraditórias sobre o caso. A criança foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
Segundo o boletim de ocorrência, os familiares levaram a criança até o 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4º BBM) em busca de atendimento de emergência.
Ao avaliarem a criança, os bombeiros identificaram uma perfuração na perna, possivelmente provocada por disparo de arma de fogo de calibre curto. Imediatamente, uma equipe prestou os primeiros socorros ainda na garagem da unidade operacional. As câmeras de segurança flagraram a ação — veja o vídeo.
Após a estabilização, a criança foi encaminhada com urgência ao Hospital Regional de Sinop, e a Polícia Militar foi acionada para comparecer à unidade hospitalar.
No hospital, a mãe da vítima foi abordada e relatou à PM que a filha teria se ferido com uma bombinha, sem apresentar mais detalhes.
Em seguida, os policiais seguiram até a casa e abordaram o padrasto da vítima, que contou que todos estavam no quarto quando a arma de fogo, que estava em cima da cama, caiu no chão e disparou de forma acidental, atingindo uma das pernas da menina.
Uma testemunha se apresentou aos policiais militares e revelou ter sido solicitada pela mãe da vítima para acompanhá-la até o quartel do Corpo de Bombeiros. Os policiais apreenderam um armamento de fabricação artesanal, tipo garrucha, calibre 36, e um cartucho deflagrado. Os suspeitos foram detidos e encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Polícia Civil realiza seminário de investigação de crimes contra mulheres em razão de gênero
A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).
O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.
“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.
A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.
“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.
“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.
Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.
Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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