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OPERAÇÃO LOCUS DEFECIT

“Investigados usavam redes sociais para exaltar facção criminosa e ostentar armas”, afirma delegado; VEJA O VÍDEO

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Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca contra suspeitos ligados ao tráfico de drogas e atuação de facção criminosa em Cáceres

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã de terça-feira (13), a Operação “Locus Defecit” para cumprir mandados judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigados por tráfico de drogas, atuação no crime organizado e apologia ao grupo criminoso nas redes sociais.

Segundo o delegado Fabrício Alencar, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, os suspeitos utilizavam perfis nas redes para divulgar imagens com armas de fogo, drogas e grandes quantias em dinheiro, além de publicar mensagens de exaltação à facção.

As investigações apontam ainda que os alvos atuavam como “missionários” da organização criminosa e mantinham envolvimento em ações ligadas ao tráfico de drogas na região de Cáceres.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo Cáceres.

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As ordens judiciais foram executadas em Cuiabá, incluindo na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde um dos investigados já estava preso por tráfico de drogas.

O outro alvo foi localizado em um bar onde residia na Capital e acabou preso pelas equipes policiais.

Conforme o delegado Fabrício Alencar, o objetivo da ação foi apreender materiais que possam fortalecer as investigações e auxiliar na coleta de provas sobre a atuação da facção criminosa.

A operação contou com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI) e da Equipe Alfa da Penitenciária Central do Estado.

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Polícia

Polícia Civil realiza seminário de investigação de crimes contra mulheres em razão de gênero

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A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).

O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.

“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.

A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.

“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.

“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.

Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.

“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.

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Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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