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Polícia

Homem que matou rapaz durante pesca no Rio Vermelho é preso pela Polícia Civil em Rondonópolis

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios de Rondonópolis, cumpriu nesta quarta-feira (05.10) a prisão do autor de um homicídio ocorrido no início de setembro, às margens do Rio Vermelho.

A investigação conduzida pela DHPP identificou que D.S.A., de 31 anos, foi o autor dos disparos que mataram Maxsuel Rosa Pinto, 22 anos, e ainda feriram outra pessoa, de 43 anos, no dia 03 de setembro.

Crime

As vítimas estavam em um barco, pescando na região denominada ‘Volta Grande”, localizada às margens do Rio Vermelho, quando o suspeito saiu de trás de uma árvore, armado com uma espingarda calibre 12, e efetuou vários disparos contra os dois.

Maxuel não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A outra vítima, embora atingida por quatro disparos, conseguiu chegar às margens do rio e foi socorrida e encaminhado ao hospital regional de Rondonópolis, onde permaneceu internada por alguns dias.

A equipe da DHPP realizou várias diligências a fim de apurar o homicídio consumado e a tentativa de homicídio e conseguiu identificar o autor dos disparos, que teve a prisão preventiva decretada. A investigação apurou que o crime ocorreu após o autor dos disparos ser surpreendido pescando na ‘ceva’ (local onde são jogadas iscas para atrair peixes) que pertencia a uma das vítimas. A vítima o abordou e disse que o local era particular. A investigação apurou que, posteriormente ao sair do local, o suspeito ficou à espreita das vítimas, logo mais abaixo de onde foi flagrado pescando, e atirou contra as duas vítimas.

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Prisão

Nesta quarta-feira, ele foi localizado pela equipe de investigação da unidade especializada no bairro Vila Goulart, conduzindo um veículo. O carro foi localizada uma pistola 9 mm, dois carregadores e 50 munições.

Além da prisão preventiva, D.S.A. foi autuado em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

Ele foi conduzido à DHPP, onde será ouvido em depoimento e depois encaminhado para a Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa.

Fonte: PJC MT

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Delegado explica indiciamento por homicídio: “Ela tinha o dever legal de proteger a filha”; VEJA VÍDEO

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 Perícia constatou que recém-nascida encontrada em lixeira de condomínio, em Várzea Grande, nasceu com vida e respirou após o parto; Polícia Civil ainda investiga possível uso de substância abortiva

O delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou nesta quinta-feira (27) que a recém-nascida encontrada morta em uma lixeira no Condomínio Parque Chapada do Poente, em Várzea Grande, nasceu com vida e chegou a respirar após o parto. Por esse motivo, segundo ele, a mãe da criança deverá responder inicialmente pelo crime de homicídio.

O caso veio à tona no dia 23 de julho, quando um funcionário responsável pela limpeza do condomínio encontrou o corpo da bebê dentro de uma caixa de papelão, durante a separação de materiais destinados à reciclagem.

Diante da repercussão do caso, a Polícia Civil iniciou imediatamente as investigações para identificar quem havia descartado a criança e localizar a mãe.

Segundo Rogério Gomes, os investigadores analisaram imagens das câmeras de segurança instaladas dentro e fora do condomínio. Nas gravações, a equipe identificou uma pessoa carregando e descartando um objeto semelhante à caixa onde o corpo foi posteriormente encontrado.

A partir das características físicas da suspeita, os policiais percorreram os blocos do residencial até chegar à mulher. Inicialmente, ela negou envolvimento, mas compareceu à delegacia para prestar depoimento.

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Após ser confrontada com as imagens, a mulher admitiu que havia descartado a caixa na lixeira e confirmou ser a mãe da recém-nascida.

A investigada, de 25 anos, afirmou que o parto aconteceu durante a madrugada, enquanto o marido dormia. Segundo sua versão, ela não esperava entrar em trabalho de parto naquele momento e deu à luz sozinha, dentro do banheiro da residência.

Ela negou ter ingerido qualquer substância para provocar o aborto e também afirmou que não agrediu a criança. Conforme o relato apresentado à polícia, após o nascimento, ela descartou a bebê sozinha na lixeira do condomínio.

A mulher alegou ainda que não tinha certeza de que estava grávida. Segundo sua versão, continuava apresentando sangramentos e, por isso, acreditava que não estivesse em uma gestação.

A perícia constatou que a recém-nascida nasceu com vida e respirou, ainda que por um curto período. Os exames também não identificaram lesões, sinais de asfixia ou qualquer indício de violência física contra a criança.

A causa da morte, no entanto, ainda não foi esclarecida.

Segundo o delegado, a investigação precisa aguardar exames complementares para determinar se houve ou não a utilização de alguma substância abortiva antes do parto.

A mulher concordou voluntariamente em realizar exames para confirmar que havia passado recentemente por um parto. Também foi feita a coleta de material biológico para comparação de DNA e outros procedimentos considerados necessários para esclarecer completamente o caso.

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Até o momento, a Polícia Civil não encontrou indícios da participação de outras pessoas. A investigada afirmou que o marido não sabia da gravidez e que apenas tomou conhecimento do ocorrido posteriormente.

Segundo a versão apresentada pela mulher, a decisão de colocar a recém-nascida na lixeira foi tomada em meio ao desespero e à confusão emocional após o parto inesperado.

O delegado Rogério Gomes explicou que, como a perícia constatou que a criança nasceu com vida, a mãe tinha o dever legal de proteção, guarda e vigilância.

Por essa razão, segundo a investigação, ela não poderia simplesmente descartar a criança sem buscar ajuda ou acionar o socorro.

A Polícia Civil aguarda agora os resultados dos exames complementares, que podem levar de um a três meses, dependendo da complexidade da análise. Caso seja comprovado o uso de substância abortiva ou qualquer outra intervenção para provocar o parto, o enquadramento jurídico poderá ser alterado ou receber novos desdobramentos.

Enquanto isso, a mulher deverá responder inicialmente pelo crime de homicídio, e o inquérito seguirá para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o nascimento e a morte da recém-nascida.

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