CASO DE POLÍCIA
“A rápida conclusão do inquérito foi fundamental para proteger a criança”, afirma delegado sobre caso de estupro em Confresa
Suspeito de 70 anos, investigado por abusar da neta de 9 anos, fugiu após a denúncia e segue foragido
O delegado da Polícia Civil, Rogério da Silva Irlândes, afirmou que a rápida conclusão do inquérito foi essencial para garantir a proteção da criança vítima de estupro de vulnerável em Confresa. O caso foi concluído nesta terça-feira (12) pela Polícia Civil.
Segundo a investigação, o suspeito é um idoso de 70 anos, marido da avó da vítima, uma menina de 9 anos. O crime teria ocorrido em dezembro de 2025, quando a criança ficou sozinha com o investigado.
De acordo com a Polícia Civil, o caso chegou ao conhecimento das autoridades em janeiro deste ano, após a mãe da menina perceber lesões físicas na filha. Ao conversar com a criança, a vítima revelou os abusos sofridos dentro do ambiente familiar.
Conforme o delegado, a investigação reuniu provas periciais e testemunhais que confirmaram a materialidade do crime. O inquérito foi conduzido pelo Núcleo de Violência Doméstica e Vulneráveis da Delegacia de Confresa e encaminhado ao Poder Judiciário.
“O trabalho técnico buscou minimizar os traumas, garantindo que a menor recebesse acompanhamento psicossocial junto à rede de proteção”, afirmou o delegado.
Ainda segundo a polícia, logo após o registro da ocorrência, o investigado fugiu da cidade e permanece foragido. O suspeito foi formalmente indiciado pelo crime de estupro de vulnerável e poderá ter a prisão preventiva decretada pela Justiça.
A Polícia Civil informou que denúncias sobre o paradeiro do suspeito ou casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser realizadas pelos telefones 197, 181 ou pelo Disque 100.
O delegado também destacou que ações de combate à violência sexual infantil seguem sendo realizadas durante a Operação Caminhos Seguros, em referência à campanha Maio Laranja, voltada ao enfrentamento desse tipo de crime e à proteção de crianças e adolescentes.
Polícia
Polícia Civil realiza seminário de investigação de crimes contra mulheres em razão de gênero
A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).
O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.
“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.
A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.
“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.
“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.
Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.
Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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