Ministério Público MT
Seminário na área ambiental inicia nesta terça-feira
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística e Escola Institucional, realiza nesta terça e quarta-feira, o Seminário “Nascentes, Veredas e Áreas Úmidas”. O evento ocorrerá, das 9h às 12h, por meio da plataforma Teams, com transmissão pelo canal do MPMT no Youtube.
De acordo com a programação, o primeiro painel terá como tema “A importância socioambiental das áreas úmidas”. O assunto será abordado pela professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e doutora em Ecologia e Recursos Naturais, Cátia Nunes da Cunha. O painel terá como debatedora a promotora de Justiça em Mato Grosso Ana Luiza Ávila Peterlini.
O segundo painel terá como palestrante a doutora em Biologia Vegetal Suzana Neves Moreira. Ela abordará o tema “Conservação das nascentes e veredas”, tendo como debatedor o analista Engenheiro Florestal do MPMT José Guilherme Roquete.
Na quarta-feira (01), o primeiro painel, com o tema “Nascentes, Veredas e Áreas Úmidas: aspectos criminais”, terá como palestrante o promotor de Justiça do Rio Grande do Sul Daniel Martini e, como debatedor, o promotor de Justiça João Marcos de Paula Alves.
Ainda no período da manhã ocorrerá o painel “Governança das Águas Subterrâneas: Desafios e Impasses”, com a doutora e mestre em Ciência Ambiental Pilar Carolina Villar. A condução dos debates ficará a cargo do promotor de Justiça em Mato Grosso Marcelo Linhares.
Fonte: MP MT
Ministério Público MT
MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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