Ministério Público MT
Plataformas, serviços e produtos do Censipam são apresentados ao MPMT
Com o objetivo de fortalecer a atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso na prevenção de desmatamentos e de desastres ambientais, a coordenação do Centro do Apoio Operacional (CAO) Meio Ambiente Natural realizou ontem (22) reunião com profissionais que integram o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Participaram das discussões a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, coordenadora do CAO Meio Ambiente Natural do MPMT, o major Éwerton Borali , coordenador de Inteligência do Centro Regional de Porto Velho, o gerente do Centro Regional de Porto Velho (CR-PV), Caê Aires Moura Lacerda e a coordenadora de Hidrologia, Astréa Alves Jordão Cardoso.
Durante a reunião, a equipe do Centro Regional de Porto Velho apresentou a capacidade, produtos, serviços e novas plataformas disponibilizadas pelo Censipam. “Colocamos à disposição do Ministério Público toda a análise e qualificação da informação que realizamos para subsidiar a atuação dos órgãos ambientais”, acrescentou.
A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa destacou a importância da integração dos diversos atores que atuam na defesa do meio ambiente. “Nesta reunião, tivemos acesso a várias ferramentas de acesso gratuito que os promotores de Justiça podem utilizar na comarca para verificar a situação climática, mineração, incêndios, focos de calor, supressão de vegetação, inundações e enchentes”, ressaltou.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Ministério Público MT
MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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