Mato Grosso
Corpo de Bombeiros combate dois incêndios em vegetação nesta terça-feira (2)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu dois incêndios em vegetação registrados nesta terça-feira (2.6), nos municípios de Confresa (a 1.058 km de Cuiabá) e Primavera do Leste (a 243 km da Capital).
O primeiro atendimento ocorreu por volta das 10h11, em um terreno baldio localizado na Rua R1, no bairro Triunfo, em Confresa. A equipe do 2º Núcleo Bombeiro Militar (2º NBM) foi acionada após a informação de um foco de incêndio em vegetação seca na região.
Ao chegar ao local, os bombeiros constataram que o fogo apresentava baixa intensidade e se propagava pelo capim seco existente sob a vegetação ainda verde. A equipe realizou o combate direto utilizando um soprador, extinguindo rapidamente as chamas.
Após a extinção do incêndio, foi realizado o rescaldo da área atingida para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição. Não houve registro de vítimas.
Já por volta das 12h30, a equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada para combater um incêndio em vegetação às margens da MT-130, em Primavera do Leste.
No local, os bombeiros verificaram que o incêndio teve origem em uma limpeza de terreno com uso do fogo e atingiu uma área de aproximadamente 26 mil metros quadrados às margens de uma plantação de milho.
Para controlar as chamas e impedir que o fogo atingisse a área de cultivo, a equipe utilizou a técnica de fogo contra fogo, aproveitando a intensidade e a direção do vento no momento da operação. Após a extinção do incêndio, os militares realizaram o monitoramento da área e o rescaldo da vegetação atingida. Ninguém ficou ferido.
Fonte: Governo MT – MT
Tribunal de Justiça de MT
Capacitação reforça etapas para garantir remição da pena pela leitura
A pedagoga Adelaide dos Santos Moraes, gerente do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT), conduziu nesta quarta-feira (03) uma palestra voltada às equipes das unidades penais de Mato Grosso sobre a implementação correta do Projeto Remição pela Leitura. A atividade integra a capacitação “Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena”, realizada de forma virtual por meio da plataforma Teams.
A formação é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do TJMT (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação (Coeja/Seduc-MT) e do NESP/Sejus-MT. A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF/TJMT e coordenador do Eixo Práticas Educativas, Pierro de Faria Mendes.
Durante a palestra, Adelaide foi direta ao destacar quem deve ser o centro do projeto. “A unidade prisional é a protagonista. Não só o gestor, não só a equipe de educação, mas todos os atores que atuam ali dentro”, afirmou. Segundo ela, sem o engajamento da equipe operacional das unidades, não é possível movimentar os custodiados para participar das ações educativas.
Nota Técnica 72 como guia
A gerente reforçou que a Nota Técnica nº 72 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em vigor desde 2021, deve ser referência obrigatória para todos os envolvidos na iniciativa. “Ela tem que ser cartilha. Ela dá o fluxo, passo a passo, para a nossa atuação, de modo a evitar falhas nas etapas que possam prejudicar o direito à remição”, explicou Adelaide.
O projeto é sustentado por um conjunto normativo que inclui a Constituição Federal, a Lei de Execução Penal, a Resolução CNJ nº 391/2021, a Instrução Normativa nº 01/2023 do GMF/TJMT, a Portaria Conjunta nº 001/2026 Seduc/Sejus e o Plano Pena Justa Nacional e Estadual.
Do empréstimo do livro à homologação
O processo de remição pela leitura segue oito etapas que precisam ser cumpridas rigorosamente: empréstimo do livro, leitura da obra, entrega do relatório, encaminhamento à Comissão de Validação, parecer da Comissão, elaboração da lista de leitores aptos, encaminhamento ao juízo e, por fim, homologação da remição.
Adelaide alertou que falhas em qualquer uma dessas etapas podem gerar devolutivas judiciais e prejudicar diretamente o direito do custodiado. “Quando a unidade não atua, a gente tem problemas com acesso, com baixa participação, com falhas documentais e confrontos judiciais”, disse.
A pedagoga também esclareceu um ponto frequentemente mal interpretado: o relatório de leitura produzido pelo interno não deve ser tratado como prova escolar. “A gente não vai corrigir ortografia nem transformar aquela resenha em algo rígido. Ela é um instrumento de direito do interno”, pontuou.
Outros pontos críticos abordados na capacitação incluem a necessidade de que a Comissão de Validação esteja devidamente formalizada por uma portaria e ativa, que os registros sejam mantidos atualizados e que a documentação esteja completa antes do encaminhamento ao Judiciário. Atualmente, 41 pedagogos cedidos pela Seduc atuam exclusivamente no projeto, um em cada unidade prisional do estado.
Autor: Roberta Penha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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