Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CUIABÁ
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

DESVIO DE R$ 1,3 MILHÃO

Justiça mantém ex-secretário de Silval como réu por suposto desvio milionário

Publicado em

Alan Fábio Prado Zanatta é acusado pelo Ministério Público de autorizar repasse irregular de R$ 1,9 milhão; prejuízo aos cofres públicos pode superar R$ 1,3 milhão

A desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), manteve o ex-secretário de Estado de Indústria, Comércio e Mineração na gestão do ex-governador Silval Barbosa, Alan Fábio Prado Zanatta, como réu em uma ação penal que apura o suposto desvio de R$ 1,3 milhão em recursos públicos destinados a um projeto de artesanato em 2014.

Na decisão, proferida em 13 de julho, a magistrada rejeitou o pedido da defesa para absolvição sumária do ex-secretário.

Os advogados alegaram que Alan Zanatta não teve acesso integral aos documentos da investigação, que a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) não individualizou sua conduta e que ele sequer foi formalmente indiciado pela Polícia Civil.

Ao analisar o caso, a desembargadora afastou todos os argumentos. Segundo ela, o direito de acesso aos documentos já foi garantido à defesa e a denúncia descreve de forma suficiente a participação do ex-secretário.

Leia Também:  STJ mantém prisão de empresário acusado de matar amante em Rondonópolis

Conforme a decisão, o Ministério Público atribui a Alan Zanatta, na condição de secretário de Estado, a aprovação e condução do convênio investigado, a determinação para continuidade do projeto mesmo diante de pareceres técnicos contrários, além de suposta interferência na tramitação administrativa e na liberação dos recursos públicos.

A investigação apura o repasse de R$ 1,9 milhão para execução do projeto “Artesanato de Mato Grosso com Sustentabilidade Criativa”. Segundo o Ministério Público, apenas R$ 562,5 mil tiveram aplicação devidamente comprovada, enquanto cerca de R$ 1,3 milhão teria sido desviado.

A magistrada também rejeitou a alegação de que a ausência de indiciamento impediria o prosseguimento da ação penal.

“O indiciamento constitui ato próprio da autoridade policial e não vincula o titular da ação penal, que pode formar sua opinio delicti a partir dos elementos informativos reunidos na investigação”, destacou na decisão.

O processo também tem como réu Márcio Luiz de Mesquita, ex-secretário adjunto de Gestão de Pessoas, acusado de participar da autorização e formalização dos pagamentos mesmo sem o cumprimento dos requisitos legais.

Leia Também:  Governo de MT informa que escolas estaduais funcionam normalmente nesta segunda-feira (12)

Com a decisão, a ação penal segue para a fase de instrução. A desembargadora determinou que a 7ª Vara Criminal de Cuiabá marque audiência para ouvir testemunhas de acusação e defesa e, posteriormente, realizar o interrogatório dos acusados.

Advertisement

Justiça

Juiz marca júri de acusados pela execução de Roberto Zampieri

Published

on

Três réus responderão por homicídio triplamente qualificado; Ministério Público aponta que advogado foi morto em crime encomendado por R$ 40 mil

O juiz José Mauro Nagib Jorge, presidente do Tribunal do Júri de Cuiabá, marcou para a próxima terça-feira (28), às 9h, o julgamento dos três acusados de participação no assassinato do advogado Roberto Zampieri. A decisão foi proferida em maio e tornou-se pública após a retirada do sigilo do processo nesta terça-feira (21).

Serão julgados Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Os três respondem por homicídio triplamente qualificado e permanecem presos preventivamente.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes foi o autor dos disparos que mataram o advogado. Já Etevaldo Caçadini é apontado como responsável por oferecer a recompensa pela execução, no valor de R$ 40 mil. Hedilerson Fialho, por sua vez, teria atuado como intermediador entre o suposto mandante e o executor do crime.

Na decisão que marcou o julgamento, o magistrado destacou que o processo já passou por toda a fase de instrução, com a oitiva de testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios dos réus. Após a decisão de pronúncia, as defesas chegaram a recorrer, mas desistiram dos recursos, permitindo o encaminhamento do caso ao Tribunal do Júri.

Leia Também:  “Não há nada mais importante para uma família do que ter a casa própria”, afirma secretário-chefe da Casa Civil

Roberto Zampieri foi assassinado a tiros no dia 5 de dezembro de 2023, nas proximidades do escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

Segundo a denúncia aceita pela Justiça, o crime foi cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito.

Além da ação penal que será julgada pelo Tribunal do Júri, o caso também é alvo de uma investigação complementar que apura a existência de possíveis mandantes do assassinato. Esse procedimento tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.

Continue Reading

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA