Várzea Grande
Fiscalização de Várzea Grande notifica oito empresas com sede em Cuiabá
A Coordenadoria de Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande (SEMMADRS), realizou a Operação Cerca Ponte. O objetivo foi de notificar e identificar empresas e pessoas físicas que estejam transportando resíduos sólidos em grande volume de forma irregular para Várzea Grande.
“Infelizmente confirmamos a teoria de que empresas de bota-fora vêm de Cuiabá despejar entulhos e restos de construções em Várzea Grande. Ou seja, estão cometendo crime ambiental descartando de forma irregular esses materiais em terrenos afastados, beira de rios, nascentes e até em áreas de preservação da cidade”, explicou Edipson Morbeck Junior, coordenador de Fiscalização Ambiental em Várzea Grande.
Foram feitas 25 abordagens que resultaram em 08 autos de inspeção e 08 notificações, todas as empresas com sede em Cuiabá.
“Importante explicar que essas abordagens foram realizadas na ponte, no lado de Várzea Grande. As abordagens não tiveram resistência, a fiscalização constatou que caminhões de empresas de Cuiabá realmente circulam no município, carregados. Não podemos afirmar que eles iriam descartar aqui, pois não pegamos em flagrante, mas se trouxeram os entulhos de Cuiabá há uma grande possibilidade de descartarem aqui”, alertou.
Segundo o coordenador de Fiscalização Ambiental foi constatado empresas reincidentes, que já foram pegas em flagrante no descarte irregular em outras oportunidades. Participaram da ação nove agentes fiscais da SEMMADRS, e o coordenador de área, com duas viaturas, além de duas viaturas da Guarda Municipal com 04 Guardas Municipais, que deram suporte à operação.
“Essa fiscalização também foi educativa. Alertamos que o descarte irregular é crime ambiental. Orientamos que o descarte seja feito em Cuiabá em áreas autorizadas e com empresas que administram esse descarte de resíduos”, completou.
Conforme o secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), Célio Santos, os dados coletados nessas operações que ocorrem regularmente, são inseridos em um banco de dados da SEMMADRS, mapeando quais empresas infringem a lei, quais são reincidentes, etc.
“Quando temos prova de crime ambiental, as encaminhamos para a Delegacia Especializada em crimes ambientais bem como ao Ministério Público para as devidas providências. Também trabalhamos com a educação ambiental da população e dessas empresas, mas às vezes é necessário agir com mais rigor com o objetivo único de preservar o meio ambiente”, disse o secretário.
Célio Santos também enfatizou que é obrigação do Poder Público coibir o descarte irregular de resíduos sólidos seguindo as legislações: Lei municipal 1497/94 artigos 39 e 94; Decreto Federal 6514/08, artigo 62; e, Lei Federal 12305/10, que trata do Plano Nacional de Resíduos Sólidos.
“Conforme o Código de Defesa do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Município – Lei n.º 1.497/94, compete aos fiscais efetuar vistorias, levantamentos e avaliações, inspeções; verificar as observâncias das normas e padrões ambientais vigentes; lavrar autos de notificação e de infração; entre outros, podendo sempre requisitar força policial para o exercício de suas atribuições. Na prática, eles atendem denúncias de maus tratos aos animais, invasões de terrenos públicos, poluição ambiental e sonora, descarte irregular de resíduos, entre outros”, finalizou.
Qualquer munícipe pode acionar a fiscalização através da Ouvidoria do Município, cujos contatos são: 0800 647 4142, (65) 98472-3140 (WhatsApp) ou [email protected].
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
Várzea Grande
Movimentando mais de R$ 30 mi, ExpoVG recoloca Várzea Grande no circuito de grandes eventos
Evento supera expectativas, reúne 110 mil pessoas em quatro dias; setores como comércio, hotelaria, transporte e alimentação registraram forte impacto econômico
A retomada da EXPOVG após 21 anos já entrou para a história de Várzea Grande. Mais do que resgatar uma tradição cultural e econômica, a edição 2026 consolidou um impacto financeiro robusto, movimentando mais de R$ 30 milhões em apenas quatro dias de programação — sem contar os reflexos indiretos espalhados por toda a economia da cidade.
Com público estimado em 110 mil pessoas, a feira reacendeu o setor de eventos, impulsionou o comércio local, fortaleceu o agronegócio e movimentou hotéis, bares, restaurantes e centros comerciais. O volume financeiro ainda não considera a arrecadação do comércio informal fora da área de exposição, o aumento nas vendas do comércio varejista de artigos country — como botas, chapéus, cintos, calças e acessórios — além da movimentação registrada em shopping, rede gastronômica e serviços.
A prefeita Flávia Moretti destacou que a retomada da feira representa um novo momento econômico e social para o município. “Retomar a EXPOVG depois de 21 anos foi um compromisso que assumimos com a população e com a economia de Várzea Grande. A resposta do público superou todas as expectativas e mostra que a cidade tem força, tem potencial e tem capacidade para sediar grandes eventos”, afirmou.
Os números confirmam a dimensão do impacto. Somente com alimentação e bebidas, a estimativa é de que o público tenha movimentado cerca de R$ 22 milhões, considerando uma média nacional de R$ 200 em consumo por visitante durante o evento.
Outro setor diretamente beneficiado foi o transporte por aplicativo e táxis. Seguindo a média nacional para grandes eventos, aproximadamente 40% do público utilizou Uber ou táxi para se deslocar até a feira. Com gastos estimados entre R$ 50 e R$ 100 por corrida, a movimentação financeira no setor alcançou cerca de R$ 5 milhões. Nos arredores do parque, a procura intensa elevou ainda mais os ganhos de motoristas, sobretudo nas corridas negociadas diretamente fora dos aplicativos.
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, ressalta que a EXPOVG 2026 extrapolou o entretenimento e se consolidou como ferramenta de desenvolvimento econômico. “A EXPOVG mostrou a força econômica de Várzea Grande. Só a montagem e desmontagem da estrutura também gerou empregos diretos e indiretos, estimamos que ao menos 200 vagas, ou seja, tivemos geração de renda, fortalecimento do empreendedorismo, valorização das marcas expositoras e estímulo ao turismo de negócios e eventos. É um ciclo positivo que beneficia toda a cadeia produtiva”, declarou.
AGRO – O agronegócio também teve papel central no desempenho financeiro da feira. O leilão de animais movimentou cerca de R$ 3 milhões. Paralelamente, a 1ª Agrifam — semana voltada à agricultura familiar — ampliou a circulação de pessoas durante o dia, aumentando o fluxo de consumidores e negócios além da programação noturna de shows.
A rede hoteleira registrou aumento de 30% na procura durante os dias da exposição, enquanto bares, restaurantes e centros comerciais sentiram os efeitos diretos da circulação intensa de visitantes vindos de diferentes municípios da região metropolitana e de municípios da baixada cuiabana.
A feira ainda abriu espaço para o comércio informal autorizado, com 72 ambulantes cadastrados oficialmente para atuar no entorno do evento. O número real de comerciantes, porém, foi maior, ampliando ainda mais a geração de renda informal durante os quatro dias de programação.
Além do impacto financeiro imediato, empresários e expositores relataram fortalecimento institucional das marcas participantes, aumento de visibilidade comercial e ampliação do relacionamento com consumidores e investidores.
Para a gestão municipal, os resultados consolidam a EXPOVG como um dos maiores instrumentos de fomento econômico, turístico e cultural da cidade. “A EXPOVG 2026 voltou para ficar. O sucesso desta edição comprova que Várzea Grande tem capacidade de realizar grandes eventos, atrair investimentos e movimentar a economia em larga escala”, reforça a prefeita Flávia Moretti.
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