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Cuiabá

Durante audiência, artistas cobram plano municipal de cultura

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O acesso e a destinação dos recursos da lei Paulo Gustavo – Lei Complementar nº 195/2022 – que injetará R$ R$ 3,862 bilhões em projetos culturais de todo o país, dos quais R$ 34,5 milhões em Mato Grosso e R$ 4,8 milhões&nbsp em Cuiabá, foram tema de uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (17) pela Comissão de Cultura e Patrimônio Histórico da Câmara Municipal de Cuiabá (CCPH).
A lei, que está em fase de regulamentação, terá os recursos liberados no próximo mês, sendo 70% destinados ao audiovisual e 30% para as demais áreas artísticas.&nbsp
Durante o evento, o coordenador da Diretoria de Assistência Técnica do Ministério da Cultura, Fábio Perinotto, destacou que a lei representa o maior aporte de recursos já repassado pela União, de forma direta, a estados e municípios e que, diante disso, o ano de 2023 torna-se um marco histórico.&nbsp
Perinotto enfatizou ainda a importância da realização da audiência pública no atual cenário de retomada do processo democrático no país e perante a proximidade das conferências municipais de cultura e do projeto de implantação dos comitês de cultura em todos os estados.
Ele alertou que a lei não exige como pré-requisito que município ou o estado já tenham organizado os componentes do Sistema Nacional de Cultura (plano, conselho e fundo de cultura), pois a prioridade no momento é atender à demanda dos artistas, mas que ela pressupõe o comprometimento do poder executivo com a criação ou o fortalecimento destes mecanismos, essenciais para estruturar a política cultural.&nbsp
“A redação da Paulo Gustavo trata dos componentes do Sistema Nacional de Cultura, pois isso faz estruturar a política cultural.&nbsp Na área da saúde, da assistência social e outras também é assim: há um plano, um conselho e um fundo. Não é um pré-requisito obrigatório já ter, mas é um regramento de comprometimento num passo futuro. Não dá para pensarmos num Brasil que faz um aporte de recursos deste tamanho e não tem um avanço estruturante no passo seguinte”, disse.
Ele também chamou a atenção para o dever de incluir nos editais políticas afirmativas e dar atenção às minorias, promovendo a equidade. Um ponto que foi citado também pelos profissionais de cultura presentes, entre eles a representante do projeto Favelativa e do movimento Mulheres do Hip Hop, Lígia Viana.
Segundo ela, o Fórum Estadual de Cultura realizou recentemente uma reunião sobre a lei Paulo Gustavo e apontou como demanda a descentralização das ações, o investimento em formação e no atendimento às populações marginalizadas, entre elas mulheres, jovens, comunidades tradicionais e indígenas.
“Afirmo a importância de formalizar e finalizar o CPF da Cultura em Cuiabá.&nbsp A lei Paulo Gustavo vai nos dar ferramentas para nos estruturar e organizar. É muito importante finalizar o plano municipal de cultura, pois ele&nbsp vai nos nortear e construir políticas públicas, que vão tratar exclusivamente da nossa organização, das questões estruturantes da cultura cuiabana, mas também criar políticas públicas que vão nos atender ao longo das nossa vida e da nossa trajetória como trabalhadores da cultura”, afirmou.
Clóvis Arantes, co-vereador do Mandato Coletivo pela Vida e por Direitos e representante da comunidade LGBTQIA+, enfatizou a importância de promover medidas inclusivas, como a facilitação da prestação de contas.
“Falamos de uma cultura de inclusão e temos que, realmente, pensar na inclusão da população indígena, negra, LGBTQIA+ periférica. Precisamos pensar muito além da possibilidade da Parada , ainda que este seja um momento de visibilidade. Queremos estar em todas as áreas e sermos incluídos em todas as possibilidades”, disse ele.&nbsp
A vereadora Edna Sampaio, que preside a CCPH, apontou o setor cultural como estratégia fundamental para o desenvolvimento econômico da capital e que, para além da preservação da memória e da história, também se destaca pela geração de emprego e renda. Ela enfatizou a importância da participação social na definição das políticas públicas.&nbsp
“Essa audiência é uma construção do campo da cultura em Cuiabá, construída pela comissão de cultura, que é integrada pelos vereadores Mário Nadaf e Fellipe Corrêa, a representação do Fórum Estadual de Cultura e os conselhos municipal e estadual de Cultura”, disse. “Nada mais importante do que, ao receber um recurso que é público, possamos mobilizar a sociedade civil, junto com a Secretaria Municipal de Cultura e a Casa de Leis, para ouvir a população sobre as necessidades do campo da cultura e os critérios adotados para este edital. É um momento muito importante da política nacional de cultura”.
O vereador Mário Nadaf, integrante da CCPH, elogiou a iniciativa da audiência. “É uma coisa nova e os produtores culturais precisam dessa alavanca, dessa ferramenta para ter acesso a estes créditos, que são tão necessários. A lei veio justamente preencher este vazio promovido pela Covid durante dois anos e nós precisamos estar bem informados para que aqueles&nbsp que fazem a cultura em nosso município tenham acesso a estes créditos”, opinou ele.&nbsp
Durante a audiência, o secretário municipal de Cultura, Aluízio Leite, afirmou que Cuiabá está apta a receber os recursos da lei, e que, nos próximos 90 dias, a pasta apresentará o Plano Municipal de Cultura à Câmara Municipal.&nbsp
“Fomos provocados, inclusive, pela vereadora Edna Sampaio e pelo vereador Mário Nadaf. Os vereadores têm o nosso respeito e podem contar com a secretaria para aquilo que vocês acharem que devemos fazer para fazer deste plano aquilo que sonha a classe cultural”, disse ele.&nbsp
O evento contou com a presença do vereador Fellipe Corrêa, integrante da CCPH, e de representantes dos conselhos estadual e municipal de Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura, e de lideranças dos segmentos do cinema e audiovisual, literatura, música, cultura popular, teatro, cultura LGBTQIA+, movimento negro, movimento hip hop e de estudantes do curso de Cinema da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).&nbsp
Da Assessoria&nbsp

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Saiba o que é o ISS, imposto que pode ser regularizado no Mutirão Fiscal de Cuiabá

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Com o novo prazo de adesão ao Mutirão Fiscal de Cuiabá, contribuintes terão uma nova oportunidade para regularizar débitos municipais, entre eles os relacionados ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), conforme o Decreto nº 12.354, publicado em 19 de agosto de 2026.

O prazo de adesão está aberto e segue até 25 de setembro de 2026.

No Mutirão Fiscal, pessoas físicas e jurídicas poderão buscar a regularização de débitos municipais, incluindo aqueles relativos ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), ao ISSQN e aos demais créditos tributários e não tributários abrangidos pela legislação do programa.

No caso dos créditos tributários, o programa abrange aqueles com fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2025, inscritos ou não em dívida ativa, observadas as demais condições previstas na legislação.

O que é o ISSQN?

O ISSQN é um imposto de competência dos municípios e do Distrito Federal que incide sobre a prestação dos serviços previstos na legislação aplicável.

Na prática, o imposto alcança diversas atividades, como serviços de construção civil, manutenção, consultoria, tecnologia, saúde, educação e contabilidade, entre outras previstas na lista de serviços estabelecida pela legislação.

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Em regra, o contribuinte do ISSQN é o prestador do serviço. A legislação, contudo, prevê situações específicas em que terceiros, inclusive o tomador do serviço, podem ser responsáveis pela retenção e pelo recolhimento do imposto.

Em Cuiabá, o ISSQN integra a arrecadação própria do Município e está entre os créditos tributários que podem ser regularizados durante o Mutirão Fiscal, desde que atendidos os requisitos e limites estabelecidos pela legislação do programa.

Dessa forma, contribuintes que possuem débitos relacionados ao imposto poderão consultar sua situação e verificar as condições disponíveis para regularização durante o período de adesão.

Qual a diferença entre ISSQN e IPTU?

Embora ambos sejam impostos municipais, o ISSQN e o IPTU possuem fatos geradores distintos.

Enquanto o ISSQN está relacionado à prestação de serviços previstos na legislação, o IPTU incide sobre a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóveis urbanos, observadas as disposições da legislação tributária.

Com a reabertura do prazo de adesão ao Mutirão Fiscal, pessoas físicas e jurídicas que possuam débitos abrangidos pelo programa terão uma nova oportunidade para regularizar sua situação perante o Município.

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Para explicar a importância da regularização e orientar os contribuintes sobre o alcance da medida, o Procurador-Geral do Município de Cuiabá, Luiz Antônio Araújo Júnior, destaca que o Mutirão Fiscal amplia as possibilidades de regularização de débitos dentro dos critérios definidos pela legislação.

“O Mutirão Fiscal é mais uma oportunidade para que os contribuintes regularizem sua situação fiscal, ao mesmo tempo em que contribui para a recuperação de créditos públicos e para o fortalecimento da gestão fiscal do município”, destacou.

Como aderir

A adesão poderá ser realizada de forma virtual, por meio do Portal de Serviços da Prefeitura de Cuiabá e do Portal Refis Online.

Também haverá atendimento presencial na Procuradoria Fiscal do Município, podendo os acordos ser formalizados por meio de acordo extrajudicial, conforme as condições estabelecidas pela legislação do Mutirão Fiscal.

O novo prazo do Mutirão Fiscal, conforme ressaltado pelo Procurador-Chefe Fiscal, Ricardo Alves dos Santos Júnior, “permitirá que contribuintes regularizem seus débitos municipais por meio das condições previstas na legislação, reduzindo pendências e facilitando a negociação com o município”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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