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ECONOMIA DA CAPITAL

Terceira semana de outubro segue com crescimento no custo da cesta bacia em Cuiabá

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Cuiabá entrou na terceira semana de outubro com mais uma alta no preço da cesta básica. O aumento de 2,26% sobre a semana anterior coloca o mantimento a um custo médio de R$ 782,48.

Ainda conforme o levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o índice atual é o maior das últimas 16 semanas, influenciado, dessa vez, pelas variações da carne e da banana.

Os crescimentos consecutivos também contribuíram para deixar a cesta com valor 5,39% mais caro que o observado no mesmo período do ano passado, onde era cotada a R$ 742,44.

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Com o segundo aumento consecutivo no custo da proteína bovina, dessa vez de 6,32%, o preço do produto atinge seu maior nível no ano, custando R$ 39,10/kg na média. Em comparação ao no mesmo período do ano passado, o preço da carne também está maior, visto que na época era cotado a R$ 34,76 o quilo, um aumento de 12,48%.

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O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, ressalta as variações de preço do produto, que segue apresentando aumento desde a primeira semana de setembro. “A carne esta semana atingiu seu maior valor do ano pela série histórica do IPF-MT, esta sequência de aumento, observada já há algumas semanas, pode influenciar na mudança de consumo das famílias na capital e isso também deve refletir em outras regiões do estado”.

A banana também segue apresentando aumento de preço, contrariando as expectativas de redução. O fruto pode ser encontrado a um preço médio de R$ 10,34/kg, após alta de 2,11% observada na terceira semana de outubro sobre a anterior. Além disso, o produto está 14,5% maior no comparativo com o mesmo período do ano passado, quando custava na média R$ 9,04 o quilo.

Outro produto com variação considerável na semana foi o arroz, que apresentou uma redução de 1,36% em seu preço na terceira semana de outubro e é encontrado a R$ 7,10/kg na média. Tal condição sugere um ritmo esperado de estabilidade, colocando, inclusive, o preço do item próximo do averiguado no mesmo período de 2023, apenas 2,33% maior.

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Wenceslau Júnior reforça o impacto que o aumento no custo da cesta pode gerar no orçamento familiar. “A banana tem surpreendido com altas consecutivas, juntamente com a alta da carne, motivado pela falta de animais para abate, o que acaba aumentando o preço da cesta básica em Cuiabá”.

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Agronegócio

Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes

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O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.

O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.

A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.

Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.

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As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.

A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.

O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.

O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.

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Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.

Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.

Fonte: Pensar Agro

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