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Agronegócio

Santa Catarina investe R$ 65,3 milhões em incentivo a agricultura familiar do estado

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Com um investimento de R$ 65,3 milhões o Governo de Santa Catarina, em apoio a agricultura familiar, destinou 644 veículos e equipamentos agrícolas para mais de 190 municípios do estado. Os recursos são provenientes do convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento via  emendas parlamentares de deputados e senadores de Santa Catarina.

Os novos maquinários foram adquiridos por meio de emendas parlamentares – R$ 57,8 milhões – com contrapartida do estado: R$ 7,5 milhões.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto, as máquinas e os investimentos irão auxiliar as famílias agricultoras a aumentar a produção e a qualidade da mesma. Para o prefeito de Ouro, Claudir Duarte, o ato fomenta a economia do município que gira em torno da produção agrícola nas pequenas propriedades, além de proporcionar melhores condições às famílias. 

Entre os equipamentos repassados aos municípios estão tratores, ensiladeiras, escavadeiras hidráulicas, balança bovina, carretas basculante, perfuradores de solo, distribuidores de adubo líquido.

O presidente da bancada federal catarinense, deputado Darci de Matos, destaca que os investimentos são fruto da parceria entre o fórum e o Governo do Estado. 

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Fonte: AgroPlus

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Agronegócio

Frigoríficos voltam às compras e boi gordo reage em parte do país

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A necessidade de completar as escalas de abate levou frigoríficos a aumentar as compras de gado e abriu espaço para a recuperação da arroba em algumas regiões. O movimento foi mais evidente em Goiás e Mato Grosso do Sul, mas ainda não representa uma alta generalizada do boi gordo no país.

Em Goiânia, a arroba a prazo encerrou a quinta-feira, 16, em R$ 320, alta semanal de 1,59%. Em Dourados, o preço chegou a R$ 325, avanço de 1,56%. São Paulo permaneceu em R$ 330, enquanto Cuiabá ficou em R$ 320 e Uberaba, em R$ 310. Em Vilhena, na contramão, houve queda para R$ 310.

A diferença entre as praças mostra que o poder de negociação continua ligado à situação de cada frigorífico. Empresas com escalas mais curtas aceitaram pagar mais para garantir animais, enquanto unidades abastecidas mantiveram as ofertas.

A continuidade da reação dependerá principalmente da disponibilidade de gado terminado e do ritmo de abate. Se a indústria voltar a alongar as escalas, a pressão compradora poderá diminuir.

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O mercado também acompanha os efeitos da cota criada pela China para a carne brasileira. Em 2026, até 1,106 milhão de toneladas podem entrar no país asiático sem a tarifa adicional de 55%. Frigoríficos e analistas já consideram o limite comprometido por cargas entregues e produtos ainda em trânsito.

A restrição não impede novos embarques, mas torna as vendas que ultrapassarem a cota menos competitivas. Como a China é o principal destino da carne bovina brasileira, uma redução das compras poderá limitar a capacidade dos frigoríficos de sustentar preços maiores pela arroba.

Por enquanto, as exportações totais continuam fortes. Até a segunda semana de julho, o Brasil embarcou 104,7 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com receita de US$ 668,1 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Na comparação com julho do ano passado, a média diária exportada cresceu 8,7%. O preço médio avançou 15%, para US$ 6.382 por tonelada, e ajudou a elevar em 25% a receita diária.

No mercado interno, o comportamento dos cortes foi desigual. O quarto dianteiro caiu para R$ 19 por quilo, enquanto o traseiro subiu para R$ 26. A perda de força do consumo na segunda quinzena e a concorrência da carne de frango dificultam reajustes mais amplos.

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Para o pecuarista, o momento é de acompanhar as escalas e comparar ofertas. A arroba encontrou sustentação onde a indústria precisou comprar, mas a reação ainda depende de uma oferta controlada de animais e da capacidade dos exportadores de compensar a provável redução dos negócios com a China.

Fonte: Pensar Agro

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