GRANDE EVENTO
Congresso Mundial da Carne reúne 20 países e debate sustentabilidade e desafios do setor
O Brasil ocupa posição de destaque na produção global de proteína animal. Em 2025, espera-se que o país produza cerca de 15,4 milhões de toneladas de carne de frango, cerca de 5,45 milhões de toneladas de carne suína e exporte até 2,9 milhões de toneladas de carne bovina, com receita anual superior a R$ 65 bilhões.
O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e responde por aproximadamente 38% do comércio internacional de aves. No segmento de ovos, o país deve ultrapassar 62 bilhões de unidades, posicionando-se entre os dez maiores consumidores globais. Comparativamente, o setor acompanha países líderes como China, Estados Unidos e União Europeia, competindo em volume e inovação.
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Esta é a primeira vez que o Brasil recebe o principal fórum internacional de proteína animal, organizado pela International Meat Secretariat (IMS), com apoio do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). O evento tem entre os principais temas em pauta a sustentabilidade, a sanidade, a rastreabilidade, a geopolítica alimentar e as exigências ambientais: questões que ganham força diante de embargos, tarifas internacionais e novas demandas do consumidor global.
O presidente do Imac, Caio Penido, lembrou que o congresso é uma oportunidade histórica para o Brasil mostrar ao mundo o compromisso com a produção responsável e o protagonismo de Mato Grosso na pecuária sustentável. “Receber o World Meat Congress é o reconhecimento de que o Brasil é referência mundial em sustentabilidade e inovação na pecuária. Mato Grosso representa essa transformação: produzimos carne de alta qualidade, com respeito ao meio ambiente e às pessoas. É o momento de mostrar ao mundo que a pecuária brasileira está preparada para os desafios do futuro”.
Outro destaque é a busca pela liderança mundial em produção sustentável e estratégias para reduzir emissões de gases de efeito estufa, tema central do evento este ano (“A nova era da carne”). O congresso contará também com mesas de debate técnico, visitas a propriedades rurais e frigoríficos, permitindo à delegação internacional conhecer de perto as cadeias produtivas brasileiras.
Serviço
World Meat Congress 2025
De 28 a 30 de outubro
Local: Buffet Leila Maluf, em Cuiabá – MT
A programação completa, credenciamento e informações adicionais você encontra clicando aqui.
Agronegócio
Exportações de madeira movimentaram R$ 860 milhões com retomada dos EUA
O Brasil vendeu R$ 859 milhões em abril, avanço de 34% no comparativo mensal, em produtos de madeira para os Estados Unidos. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram avanço tanto no volume embarcado quanto no faturamento do setor, impulsionados principalmente pela retomada da demanda dos Estados Unidos.
Segundo o levantamento, os embarques da cesta de produtos florestais saltaram de 515,5 mil metros cúbicos em março para 771,3 mil metros cúbicos em abril, crescimento de 38% em apenas um mês.
O faturamento das exportações passou de R$ 641,5 milhões em março para R$ 859 milhões em abril, avanço de 34% no comparativo mensal. O resultado representa a primeira recuperação consistente de 2026 acima dos níveis registrados no ano passado, tanto em volume quanto em receita.
A retomada do mercado norte-americano foi decisiva para o avanço das exportações brasileiras. Após a redução das tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, de 50% para 10%, as negociações voltaram a ganhar ritmo e ampliaram a competitividade da madeira nacional.
Segundo o Mdic, os Estados Unidos responderam por cerca de um terço de todas as exportações brasileiras de madeira em abril. O principal destaque foi o compensado de Pinus destinado ao mercado norte-americano. As vendas do produto saltaram de R$ 41 milhões em março para R$ 132 milhões em abril, praticamente retornando aos níveis observados em 2025.
Entre os produtos mais exportados, a madeira serrada de Pinus liderou os embarques, com 320,5 mil metros cúbicos exportados e faturamento de R$ 370 milhões. Na sequência aparece o compensado de Pinus, que movimentou R$ 346 milhões, com embarques de 234,6 mil metros cúbicos.
Apesar da recuperação em abril, o setor ainda acumula retração em 2026. Entre janeiro e abril, as exportações dos produtos monitorados pela WoodFlow somaram R$ 2,72 bilhões, abaixo dos R$ 3,16 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Em volume, os embarques também seguem menores, refletindo a desaceleração da demanda internacional observada nos primeiros meses do ano, além das oscilações logísticas e da instabilidade econômica global.
A avaliação do mercado é de que o ambiente internacional seguirá sendo determinante para o ritmo das exportações brasileiras de madeira ao longo de 2026, especialmente diante da forte dependência do mercado norte-americano para produtos industrializados do setor florestal.
Fonte: Pensar Agro
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