RACHA NO PL
“Quem quiser sair do PL, que saia”, afirma Vereador ao cobrar fidelidade de prefeitos que apoiam Pivetta; VEJA VÍDEO
Ranalli defende punição a gestores filiados ao PL que declararem apoio a candidatos de outras siglas nas eleições de 2026
O vereador por Cuiabá Rafael Ranalli (PL) afirmou que prefeitos filiados ao Partido Liberal que pretendem apoiar candidaturas de outras siglas nas eleições de 2026 deveriam deixar o partido. A declaração foi feita ao comentar o movimento de alguns gestores municipais que já manifestaram apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Ranalli disse que o PL ainda não definiu a data de suas convenções estaduais, mas afirmou que a legenda já se prepara para o processo eleitoral. Segundo ele, os pré-candidatos estão atentos aos prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral e focados na organização das candidaturas.
Ao comentar a possibilidade de lideranças deixarem o partido, como a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), citada em especulações sobre uma possível filiação ao Republicanos, o vereador adotou um discurso duro e afirmou que ninguém é obrigado a permanecer na legenda.
“Quem quiser sair, que saia. A porta da rua está aberta. Vai ficar usando a bandeira do 22, do Bolsonaro e da direita até quando? Se não está satisfeito, é só sair do partido”, declarou.
O parlamentar também criticou políticos que, segundo ele, foram eleitos com o apoio do eleitorado bolsonarista, mas agora deixam de apoiar os candidatos do próprio PL.
“É fácil se eleger com a nossa bandeira e depois pisar nela. O PL tem cerca de 60% dos votos em Mato Grosso. Quem foi eleito com essa força política precisa retribuir esse apoio”, afirmou.
O Vereador defendeu que candidatos proporcionais e majoritários mantenham apoio mútuo durante a campanha e disse que a fidelidade partidária deve ser respeitada.
Questionado sobre a possibilidade de punição aos prefeitos que declararem apoio a candidatos de outras legendas, o vereador afirmou que a decisão cabe à direção estadual do partido, mas disse concordar com eventuais sanções.
“Se o presidente Ananias resolver punir prefeitos que não apoiam os candidatos do PL, eu concordo. Quem é do PL tem que apoiar os candidatos do 22”, disse.
Durante a entrevista, Ranalli também comentou uma eventual composição entre PL e MDB na disputa pelo Senado. Segundo ele, caso a orientação seja definida pelas direções nacional e estadual do partido, todos os filiados deverão seguir a decisão.
Por fim, o vereador afirmou que muitos políticos mudaram de posicionamento ao longo dos anos e defendeu coerência ideológica entre aqueles que se identificam com o campo conservador.
“A maioria dos políticos acompanha o cenário político do momento. Hoje muitos estão na direita, mas já estiveram em outro campo político. É preciso ter cuidado com quem muda de lado conforme a conveniência”, concluiu.
Veja vídeo
Política MT
Comissão da ALMT agenda visita técnica em área entre Poxoréu e Primavera do Leste
A Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso definiu, nesta terça-feira (14), a realização de uma visita técnica à região de Poxoréu e Primavera do Leste na próxima quinta-feira (16), para apresentar os limites utilizados no Estudo de Viabilidade Municipal e esclarecer dúvidas da população sobre a proposta de desmembramento de parte do território.
Segundo o estudo, elaborado pela empresa Cidades Sustentáveis, a mudança é fiscalmente sustentável, administrativamente viável e socialmente legítima, mas a decisão sobre a incorporação dependerá de plebiscito único entre os eleitores dos dois municípios, previsto para ocorrer nas eleições gerais de 2026.
O advogado Zaid Arbid, representante da empresa Cidades Sustentáveis, responsável pelo Estudo de Viabilidade Municipal, afirmou que a proposta de desmembramento da área de Poxoréu para Primavera do Leste atende aos critérios técnicos previstos na legislação.
Segundo ele, o levantamento concluiu que a mudança é fiscalmente sustentável, administrativamente viável e socialmente legítima, uma vez que a maior parte dos serviços públicos essenciais, como educação, infraestrutura e atendimento à população, já é prestada por Primavera do Leste. Zaid Arbid também destacou que os moradores da região se identificam como pertencentes ao município vizinho, reforçando o aspecto social da proposta.
O advogado ressaltou, porém, que o estudo técnico não tem poder de decidir sobre o desmembramento, mas apenas de verificar se há viabilidade para que a consulta popular ocorra. Conforme explicou, a decisão caberá exclusivamente à população, por meio de um plebiscito único envolvendo os eleitores dos dois municípios.
Ele acrescentou que, embora Poxoréu tenha prestado os serviços públicos dentro de suas possibilidades, houve uma intensa migração populacional desde 2011, concentrando moradores que mantêm vínculos com Primavera do Leste e transferindo desafios de gestão nas áreas fiscal, administrativa e social para o município de origem do território.
Segundo ele, a região possui entre 16 mil e 24 mil habitantes, distribuídos em cerca de 5,3 mil a 8,6 mil domicílios, perfil marcado por ocupações informais, renda predominante de um a dois salários mínimos e aproximadamente 43% dos lotes sem documentação regular. Arbid destacou ainda que cerca de 70% dessa população vota em Primavera do Leste.
Fonte: ALMT – MT
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