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CALAMIDADE FINANCEIRA

“Pode ocorrer tudo”, diz Flávia ao não descartar demissões após bloqueio de R$ 19,7 milhões

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Prefeita afirma que reunião no TCE não suspendeu o bloqueio das contas de Várzea Grande; conselheiro Antônio Joaquim diz que município sofre impacto de dívida histórica com precatórios

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou nesta terça-feira (28) que não descarta realizar demissões na administração municipal após o bloqueio de R$ 19,7 milhões das contas da Prefeitura por determinação da Justiça, em razão de dívidas com precatórios. A declaração foi dada após reunião realizada no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que instaurou uma mesa técnica para discutir a crise financeira enfrentada pelo município.

Com a voz embargada, a prefeita afirmou que o encontro não trouxe qualquer decisão capaz de suspender o arresto judicial.

“Pode ocorrer tudo, porque aqui nós não saímos com nenhuma decisão que suspende o arresto”, declarou.

Durante a reunião, o conselheiro Antônio Joaquim explicou que o Tribunal de Contas não possui competência para interferir em decisões administrativas da Prefeitura, como eventual redução do quadro de servidores.

“O Tribunal de Contas não pode entrar nos detalhes de gestão. Nós não temos essa legitimidade de ficar discutindo o que a prefeita vai fazer ou não”, afirmou.

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Segundo o conselheiro, a mesa técnica foi criada para discutir alternativas jurídicas relacionadas ao pagamento dos precatórios e minimizar os impactos financeiros aos municípios. Ele destacou que o problema é resultado de anos de inadimplência de gestões anteriores.

“Os precatórios não são um problema que nasceu agora. O problema só existe porque houve abuso. Os gestores não pagavam os precatórios. Por isso foi criada a chamada PEC do Calote”, disse.

A Prefeitura decretou calamidade financeira e fiscal após o bloqueio das contas. De acordo com Flávia Moretti, a situação decorre da falta de pagamento de três parcelas de precatórios, de aproximadamente R$ 6,5 milhões cada, acumuladas entre 2023 e 2024, durante a gestão do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB).

Antônio Joaquim afirmou que a mudança no modelo de pagamento dos precatórios aumentou significativamente o comprometimento das receitas do município.

“Antes Várzea Grande pagava cerca de R$ 700 mil por mês. Agora, com a regra vinculada à receita corrente líquida, o pagamento chega próximo de R$ 6 milhões mensais”, explicou.

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O conselheiro também ressaltou que o bloqueio compromete diretamente a capacidade financeira da administração.

“No caso dela, foram bloqueados R$ 19 milhões que vão fazer falta para pagar o dia a dia da gestão”, afirmou.

Durante a reunião, também foi discutido um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal autorizando acordos diretos com credores de precatórios. Segundo Antônio Joaquim, a aprovação da proposta poderá reduzir o impacto financeiro sobre a Prefeitura.

Outro tema abordado foi a situação do Departamento de Água e Esgoto (DAE), apontado como o principal responsável pelo passivo judicial do município. Conforme o conselheiro, dos aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios atribuídos a Várzea Grande, entre R$ 500 milhões e R$ 550 milhões são relacionados à autarquia.

“O DAE é o maior devedor de precatórios. São mais de 40 anos acumulando dívidas”, concluiu.

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Política MT

“A melhor candidatura é a de Otaviano Pivetta”, diz Vereador ao defender apoio do União Brasil

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Alencar afirma que Otaviano Pivetta representa a continuidade da gestão Mauro Mendes e diz que decisão da convenção será respeitada por todo o partido

O vereador por Cuiabá Dilemário Alencar (União Brasil) declarou apoio à tese defendida pelo ex-governador Mauro Mendes para que o União Brasil não lance candidatura própria ao Governo de Mato Grosso e apoie o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições de 2026.

Segundo Dilemário, Pivetta representa a continuidade da gestão que, na avaliação dele, colocou Mato Grosso “nos trilhos do desenvolvimento”.

“Eu penso da mesma forma que o ex-governador Mauro Mendes. O melhor caminho para o União Brasil é fazer com que Mato Grosso continue andando para frente. E isso significa apoiar a candidatura do governador Otaviano Pivetta”, afirmou.

O vereador destacou que Pivetta participou diretamente da administração estadual nos últimos sete anos como vice-governador e, por isso, conhece os projetos e ações desenvolvidos durante a gestão.

“Otaviano Pivetta acompanhou Mauro Mendes durante esses sete anos e ajudou a dirigir essa locomotiva que fez Mato Grosso avançar muito”, disse.

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Apesar de defender o apoio a Pivetta, Dilemário reconheceu a trajetória política do senador Jayme Campos (União Brasil) e afirmou que ele reúne condições para disputar qualquer cargo.

“Jayme Campos tem competência, foi um bom governador e é um bom senador. Penso que ele deveria avaliar a possibilidade de disputar a reeleição ao Senado ou indicar o candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta. Essa seria a melhor receita para manter o União Brasil unido”, declarou.

Questionado sobre qual posição adotará caso a convenção estadual escolha Jayme Campos como candidato ao Governo, Dilemário afirmou que respeitará a decisão da maioria.

“Se a maioria dos convencionais decidir pela candidatura de Jayme Campos, naturalmente o grupo do ex-governador Mauro Mendes fará essa discussão e seguirá a decisão da maioria do União Brasil”, afirmou.

O vereador ressaltou, porém, que a definição ainda dependerá da deliberação da federação formada pelo União Brasil e o Progressistas (PP).

“Depois da decisão do União Brasil, o assunto ainda será analisado pelos convencionais da federação. A decisão final ficará acima, inclusive, da convenção do próprio União Brasil”, concluiu.

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