MT-010
Padeiro nega culpa de quebra-molas por mortes na MT-010 e aponta excesso de velocidade; VEJA VÍDEO
Secretário afirma que redutores estavam sinalizados e atribui sequência de acidentes fatais ao desrespeito às normas de trânsito
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Padeiro, afirmou na quinta-feira (9) que os quebra-molas instalados na MT-010 não são responsáveis pela sequência de acidentes fatais registrada na rodovia desde o início de julho. Segundo ele, as tragédias ocorreram em razão do excesso de velocidade e do desrespeito à sinalização.
“Os acidentes registrados na MT-010 tiveram como causa o excesso de velocidade. Ninguém trafegando a 60 ou 80 km/h se envolve em uma tragédia como aquela. Além disso, todos os quebra-molas instalados estavam devidamente sinalizados”, declarou.
De acordo com o secretário, havia placas alertando sobre os redutores a 200 metros, a 100 metros e no próprio local, mas os motoristas não reduziram a velocidade.
Padeiro também citou outro acidente recente registrado em um trecho de faixa contínua, onde a ultrapassagem é proibida. “Ultrapassar naquele ponto é infração grave. A velocidade praticada ali é um absurdo, e isso resultou na tragédia”, afirmou. As declarações foram dadas após uma sequência de acidentes fatais na MT-010 reacender o debate sobre a segurança da rodovia.
O caso mais recente ocorreu na segunda-feira (6), em Rosário Oeste, quando quatro pessoas morreram. As vítimas foram identificadas como Naila Nord, de 42 anos, Edson Nunes da Silva, de 61, Luiz Nunes Ramos, de 18, e Djamir Reis, de 25.
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Política MT
“A Procuradoria somente analisa e decide questões jurídicas”, diz Eustáquio sobre ação de Abilio
Procurador-geral da Câmara de Cuiabá afirma que parecer será baseado na Constituição e estuda medidas para contestar eventual decisão favorável à ação proposta pelo prefeito
A Procuradoria-Geral da Câmara Municipal de Cuiabá afirmou na manhã desta sexta-feira (10) que analisa a possibilidade de adotar medidas judiciais para contestar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo prefeito Abilio Brunini (PL), caso a Justiça acolha o pedido que altera as regras para eleição da Mesa Diretora do Legislativo.
A ação apresentada pela Prefeitura busca derrubar 11 dispositivos do Regimento Interno da Câmara que atualmente exigem o voto favorável de dois terços dos vereadores — 17 dos 25 parlamentares — para modificar regras relacionadas ao funcionamento da Casa. O Executivo defende que essas alterações passem a depender apenas de maioria simples.
Segundo o procurador-geral da Câmara, Eustáquio Neto, a Procuradoria ainda aguarda a notificação oficial para ter acesso ao conteúdo completo da ação. Ele destacou que a análise será exclusivamente técnica e baseada nos princípios constitucionais, sem qualquer influência política.
“De forma alguma. A Procuradoria e também o procurador-geral se abstêm totalmente de se envolver em questões políticas. As questões políticas cabem apenas aos vereadores. Nós da Procuradoria somente analisamos e decidimos questões jurídicas”, afirmou.
Eustáquio explicou que o parecer jurídico avaliará se os dispositivos questionados estão em conformidade com a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica do Município, especialmente em relação ao princípio da simetria constitucional.
“Estamos aguardando a notificação para ter acesso à íntegra da ação e nos debruçarmos sobre o ponto central, que é o princípio da simetria. Vamos analisar se esses dispositivos que exigem quórum qualificado são constitucionais”, declarou.
O procurador também ressaltou que qualquer manifestação da Procuradoria seguirá exclusivamente os limites da legalidade, independentemente de quem apresente o pedido.
“Se o pedido da presidente guarda legalidade, será atendido, assim como o de qualquer outro vereador. Mas, se não houver respaldo legal, pode ser a presidente, o prefeito ou qualquer outra autoridade que o pedido não será acolhido”, afirmou.
A iniciativa da Prefeitura ocorre em meio às articulações para a próxima eleição da presidência da Câmara de Cuiabá. A atual presidente, Paula Calil (PL), conta com o apoio declarado de 14 vereadores, mas precisa alcançar 17 votos para alterar o Regimento Interno e viabilizar uma reeleição consecutiva dentro da mesma legislatura.
Caso a mudança nas regras não seja aprovada, o grupo político ligado à presidente trabalha com um plano alternativo para lançar o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) como candidato ao comando da Casa.
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