PATRIMÔNIO DECLARADO
Natasha Slhessarenko declara quase R$ 7 milhões em bens à Justiça Eleitoral
Candidata ao Governo de Mato Grosso concentra maior parte do patrimônio em investimentos, participação empresarial e crédito milionário
A médica Natasha Slhessarenko (PSD), escolhida para encabeçar a chapa das forças progressistas e da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) ao Governo de Mato Grosso, declarou R$ 6.954.910,90 em patrimônio à Justiça Eleitoral.
Estreante em eleições, Natasha é filha da ex-senadora Serys Slhessarenko. De acordo com os dados apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a maior parte dos bens está concentrada em investimentos e participações em empresas.
O maior patrimônio individual informado pela candidata é um crédito de R$ 2,56 milhões junto à LRN Incorporadora e Construções. Ela também declarou R$ 1,54 milhão em quotas de capital, correspondentes a 30% de participação no Centro de Diagnóstico.
Entre os demais bens, Natasha informou um apartamento em Cuiabá avaliado em R$ 961,7 mil, além de R$ 604,7 mil aplicados em renda fixa no Banco Santander e outros R$ 233,3 mil em cotas da LRN Incorporadora e Construções.
A declaração inclui ainda participações menores em clínicas, postos de coleta, Unimed e Unicred, além de investimentos em ações negociadas na Bolsa de Valores, entre elas CMIN3 e Caixa Seguridade.
No patrimônio pessoal, a candidata declarou uma residência em Chapada dos Guimarães avaliada em R$ 105 mil, depósitos bancários e R$ 341 em mobília.
Natasha lidera a coligação formada por PSD, PDT e Federação Brasil da Esperança, tendo o advogado Diogo Botelho (PDT) como candidato a vice-governador.
A aliança também reúne nomes que disputam vagas ao Senado, entre eles o senador Carlos Fávaro (PSD) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).
Política MT
Fábio Garcia e Pivetta negam crise após saída de deputado da vice; VEJA VÍDEO
Mudança na chapa governista ocorreu após repercussões da Operação Heritage, que investiga acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a Oi
O deputado federal Fábio Garcia (União-MT) e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) negaram, nesta terça-feira (11), que a retirada do parlamentar da vaga de vice-governador tenha provocado uma crise no grupo governista. A alteração na composição foi discutida após os desdobramentos da Operação Heritage, da Polícia Federal, que apura um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi.
Durante entrevista coletiva nesta manhã, Fábio afirmou que a decisão foi tomada em consenso entre os aliados e que continuará integrando o mesmo grupo político.
“Tem realidades que estão postas na nossa frente e a gente precisa ter coragem de tomar decisão. Como o governador Pivetta falou aqui, esse foi um consenso no grupo. E vida que segue”, declarou.
O deputado também descartou ter sido alvo de uma decisão injusta por parte dos aliados. Segundo ele, a trajetória política dentro do grupo inclui posições de destaque, como a chefia da Casa Civil e o mandato na Câmara dos Deputados.
“Eu não posso ter sentimento de injustiça com o meu grupo. Super tranquilo”, afirmou.
Fábio ainda declarou ter “absoluta convicção” sobre a própria conduta e honestidade.
Restrição de contato
A mudança na chapa ocorreu poucos dias depois de o deputado afirmar que pretendia permanecer como candidato a vice de Pivetta. Nos bastidores, entretanto, a repercussão da Operação Heritage passou a influenciar as discussões políticas do grupo.
Fábio e familiares são citados nas apurações da Polícia Federal. O parlamentar nega envolvimento em irregularidades e afirma que o processo relacionado ao acordo com a Oi não passou pela Casa Civil durante o período em que esteve à frente da pasta.
Outro fator considerado nas articulações foi uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou restrições de contato entre investigados na operação. A medida alcança Fábio e o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), pré-candidato ao Senado e integrante do mesmo grupo político.
A determinação não impede os dois de disputar as eleições ou de fazer parte da mesma aliança. Na prática, contudo, a restrição pode dificultar a participação conjunta em reuniões, viagens, gravações e demais atividades de campanha.
Até a semana passada, Fábio estava confirmado como vice de Pivetta. O nome havia sido escolhido pouco antes da convenção que oficializou a candidatura do governador à reeleição.
Com a retirada do deputado da composição, o grupo governista passou a discutir alternativas para preencher a vaga de vice na chapa.
Veja vídeo
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